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Rio de Janeiro » Escolas levam luxo e inovação à Sapucaí em primeiro dia de desfiles Histórias sobre o Brasil e a cultura africana foram comuns à maioria das escolas. Por causa de carros que ficaram altos demais, Beija-Flor e Mangueira perderam parte de suas fantasias, que se chocaram com uma torre de TV.
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Estado de Minas

Publicação: 03/03/2014 16:58 Atualização: 03/03/2014 17:17

O desfile da Mangueira apresentou o enredo A Festança Brasileira Cai no Samba da Mangueira, entoado pelo público antes mesmo da escola entrar na avenida (TASSO MARCELO LEAL / AFP)
O desfile da Mangueira apresentou o enredo A Festança Brasileira Cai no Samba da Mangueira, entoado pelo público antes mesmo da escola entrar na avenida

Seis escolas abriram o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, na noite desse domingo. Império da Tijuca, Grande Rio, São Clemente, Mangueira, Salgueiro e Beija-Flor entraram na avenida com carros exuberantes e cheios de efeitos especiais. Homenagens às riquezas do país, histórias sobre o descobrimento e a cultura africana foram os temas mais comuns às escolas.

Veja fotos do desfile

Alguns imprevistos também marcaram o primeiro dia de desfiles no Rio. O abre-alas da Salgueiro quebrou no início da apresentação e acabou deixando alguns 'buracos' na pista. Um dos carros da Beija-Flor perdeu parte da fantasia ao se chocar com uma torre de TV, ao final do desfile. O mesmo problema ocorreu com a Mangueira, só que em maior escala: a cabeça de uma alegoria foi cortada ao meio, porque o carro ficou alto demais.

A primeira escola a entrar na avenida foi a Império da Tijuca. O enredo Batuk esquentou o público e marcou o ritmo forte de tradições africanas. O samba também ajudou, com o "Vai tremer, o chão vai tremer" no refrão. As festas africanas, o carro abre-alas – com som de tambores – e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que representava as etnias guerreiras, também empolgaram o público.

Acadêmicos do Grande Rio veio em seguida e trouxe o enredo Verdes Olhos de Maysa sobre o Mar, no Caminho: Maricá mostrando as belezas da cidade da região dos lagos do Rio por meio do olhar de Maysa. A escola levou ainda para a avenida alegorias e alas de insetos, flores e frutas, porque segundo o enredo, foi no município que Charles Darwin criador da Teoria da Evolução teve o primeiro contato com a biodiversidade da Mata Atlântica.

Terceira agremiação a se apresentar, a São Clemente, que costuma escolher temas que tratam de questões sociais levou este ano a Favela para a avenida. A escola de Botafogo, na zona sul do Rio, teve na animação dos componentes um ponto forte do desfile. No segundo setor, identificado como cidade maravilha da Beleza e do caos, em alusão à música Rio 40 Graus, fez referência a diversas comunidades e as alas representaram a Babilônia, a Rocinha, o Complexo do Alemão, a Dona Marta, a Mangueira e o Salgueiro.

A quarta escola foi a Estação Primeira de Mangueira que apresentou o enredo A Festança Brasileira Cai no Samba da Mangueira. O público já entoava o samba antes mesmo de a bateria entrar no local reservado aos integrantes, perto do Setor 1.

A Salgueiro foi a quinta escola a passar pelo Sambódromo e mostrou o enredo Gaya, a Vida em Nossas Mãos que destaca o cuidado com o planeta Terra, usando a representação dos quatro elementos: água, terra, ar e fogo, simbolizados pelos orixás Iansã, xangô, Ossain e Iemanjá. A escola arrancou gritos de “campeã” ao final do desfile.

Encerrado o primeiro dia, a Beija-Flor recebeu a saudação de 'a campeã voltou'. A agremiação de Nilópolis, na Baixada Fluminense, apresentou o enredo Astro Iluminado da Comunicação Brasileira, uma homenagem ao diretor de televisão José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. A escola veio repleta de artistas. A comissão de frente trouxe o símbolo da escola: o beija-flor voando. Os integrantes estavam pendurados em uma estrutura metálica e faziam acrobacias imitando o voo do pássaro.

Com informações da Agência Estado e Brasil
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