Negligências causam morte de sete da mesma família em naufrágio em GO

Canoa motorizada com capacidade para cinco pessoas levava 11 quando virou no Rio Corumbá, em Luziânia. Dez estavam sem coletes salva-vidas. Nove não sabiam nadar. Todos os mortos eram parentes: quatro crianças, uma adolescente e dois homens

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postado em 24/02/2014 10:35

Clara Campoli /. , Luiz Calcagno /Correio Braziliense

CBMGO/Divulgação

Onze pessoas em uma canoa motorizada com capacidade para cinco. Apenas uma usava colete salva-vidas e só duas sabiam nadar. O condutor conhecia o básico sobre os comandos da embarcação, mas não era habilitado para pilotar o veículo. O resultado da sequência de negligências foi uma tragédia: sete mortes — quatro crianças, uma adolescente e dois homens perderam a vida na tarde de sábado, quando a canoa virou e eles se afogaram nas águas do Rio Corumbá. Os 10 passageiros eram parentes, visitando a chácara da matriarca da família no município goiano de Luziânia (GO). A residência fica a pouco mais de 90km de Brasília.

A família, a maioria moradora de Santa Maria, fazia uma visita à avó, que não teve o nome revelado. Ela havia comprado um sítio no Condomínio Júnior Favila. O lote fica às margens da Barragem III do Rio Corumbá, em Luziânia. Segundo parentes das vítimas, o grupo planejava se divertir na água. Porém, por volta das 15h, um vizinho, Januário Silva dos Santos, 53 anos, se ofereceu para levar o grupo em um passeio de canoa. De acordo com o que Joseane da Silva, 24 anos, uma das sobreviventes, contou à polícia, a tragédia aconteceu quando o proprietário do barco fez uma curva brusca. A água invadiu o veículo e a maioria dos tripulantes correu para o outro lado. Com o desequilíbrio, a canoa teria virado.

O condutor contou outra versão para o Corpo de Bombeiros de Goiás. De acordo com Januário, um dos adultos, embriagado, teria brincado com a adolescente Sara da Silva, 16 anos, e jogado água nela. A menina, irritada, teria ficado em pé na canoa, que, desequilibrada, virou. A perícia da Polícia Civil esteve ontem durante todo o dia no local, e o laudo da tragédia deve ficar pronto em até 60 dias.
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