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Ataque à UPP deixa um morto e três feridos no Rio

Agência Estado

Publicação: 03/02/2014 10:07 Atualização: 03/02/2014 10:41

Quatro pessoas foram baleadas, entre elas dois policiais militares, durante um ataque de traficantes à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, na tarde deste domingo. Todos foram levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

Baleada na barriga, a soldado Alda Rafael Castilho não resistiu. Atingido na coxa, o também soldado Marcelo Gilliard foi medicado. Ele será transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. Seu estado de saúde é estável.

Um casal que estava dentro de um carro que se encontrava próximo à UPP também foi atingido por balas perdidas. Baleada na cabeça, Elaine Marques foi operada e encontra-se em estado grave. Seu marido, Antonio Marcos Travesso, foi medicado e recebeu alta.

Os atiradores passaram em frente ao contêiner que serve de base da UPP num carro branco. Testemunhas disseram que outros dois carros deram cobertura à ação. Após o ataque, todos escaparam. O policiamento na região foi reforçado com policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil. O contêiner atacado já foi periciado. Os investigadores vão requisitar imagens de duas câmeras de segurança que ficam nas proximidades.

Na noite de 2 de novembro, o policial Melquisedeque Basílio, de 29 anos, morreu ao ser baleado em frente à UPP Parque Proletário. Ele estava com outros dois PMs, patrulhando a localidade conhecida como Vacaria, quando foi atingido nas costas por cerca de 15 bandidos armados. Ninguém foi preso.

Além do policial, foram atingidos por balas perdidas outros dois moradores da favela: Manoel de Araújo, de 39 anos, e um menor de idade.

O conjunto de favelas da Penha é vizinho ao Complexo do Alemão. As comunidades foram ocupadas pelas forças de segurança em novembro de 2010, após uma onda de ataques a ônibus e postos policiais que levou pânico à cidade. A região ficou permanente ocupada pelo Exército até meados de 2012, quando foram inauguradas oito Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): quatro na Penha, e outras quatro no Alemão.
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