Enquanto a maioria das capitais já convivem com o aumento das tarifas de ônibus, São Paulo e Rio de Janeiro adiaram o reajuste deste ano. A medida foi tomada após pedido do governo federal que alertou sobre a pressão do aumento da passagem nos indicadores de inflação. Se as duas capitais reajustassem as passagens, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no acumulado em 12 meses ficaria muito perto dos 6,5%, limite superior da meta de inflação de 4,5% ao ano, o que traria receio ao mercado. O índice encerrou o ano com alta de 5,84%.
Segundo informações da prefeitura do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes recebeu pedido direto do Ministro da Fazenda, Guido Mantega. A passagem de 2,75 não sofrerá alterações por enquanto e não há previsão para o reajuste.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, confirmou, na manhã desta terça-feira em entrevista à Rádio Estadão, que recebeu a mesma orientação do governo federal. Segundo ele, o reajuste na cidade deve acontecer ainda no primeiro semestre, "possivelmente em 1º de junho", e que a Prefeitura pretende dar uma aumento menor do que a inflação acumulada nos últimos dois anos.
"Nosso compromisso é o teto da inflação acumulada", reafirmou. O último reajuste de tarifa na cidade de São Paulo foi feito em janeiro de 2011, quando passou de R$ 2,70 para R$ 3,00.
De acordo com Haddad, o reajuste independe da criação do Bilhete Único Mensal, uma de suas principais promessas de campanha. Haddad disse que levará ao governo estadual, no próximo dia 22, a proposta de integrar o Metrô e a CPTM ao futuro bilhete único que será implantado nos ônibus da capital paulista. Na ocasião, o prefeito também pretende discutir com o governador Geraldo Alckmin "as bases" dos projetos em conjunto com o Estado. "Queremos repactuar a parceria", disse o prefeito.
Minas GeraisEm Belo Horizonte, as passagens de ônibus ficaram 5,66% mais caras e passaram de R$ 2,65 para R$ 2,80. Os novos valores foram anunciados no fim do ano passado e começaram a valer no dia 29 dezembro de 2012. Procurada pelo
em.com.br, a prefeitura da capital mineira disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não recebeu pedidos do governo federal para congelar ou adiar os reajustes da tarifa de ônibus para conter inflação. Em protesto contra o aumento, integrantes da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte (Ames BH) farão ato público, nesta terça-feira, às 16h na Praça Sete, no centro da capital.
(Com informações da Agência Estado)
Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: Meirelles Sr.
Mais uma vez o PT usando o poder do Estado p/ produzir lucros políticos. Essas manobras na Petrobrás, Eletrobrás e agora nas concessões de ônibus vão produzir um prejuízo pior q o financeiro. Irão leva-las ao sucateamento (nunca ofereceram bons serviços), mas depois é o dindim do povo irá ajuda-las. | Denuncie |
Autor: Eduardo Antunes
É o governo federal marretando prá salvar o rabo. Qdo não houve aumento em BH ninguém falou nada em 2010, agora fazem essa manobra prá enganar todo mundo. Patético. | Denuncie |
Autor: Eduardo Antunes
Ë | Denuncie |
Autor: pablo
Moderação, deixa eu dizer que é um ABSURDO empresa particular tomar conta de transporte público? Posso? Posso dizer que também que Minas é terra de CORONÉ? Liberdade de expressão, meu caros! | Denuncie |
Autor: francys souza
Passagem em BH, 2,80 só há UMA EXPLICAÇÃO, MAFIA e looby nos tranportes. ACORDA MINAS | Denuncie |
Autor: Henrique Barbosa
Se caro desse jeito o serviço é ruim e lotado, imagina se fosse barato? | Denuncie |
Autor: mário rafael soares
CONTRADIÇÃO! Aumenta-se o preço dos combustíveis, e os ônibus são movidos a água? A política econômica não é para o país? Ou o reflexo do aumento de preço não atinge toda à cadeia? A eficiência da Petrobrás está no aumento de preços quando lhe é conveniente. Assim, qualquer empresa seria! CABIDE! | Denuncie |