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Estado de Minas

Delegado suspeito de atirar em namorada se envolveu em confusão antes de se entregar

O policial Geraldo do Amaral Toledo Neto, de 40 anos, ameaçou uma vendedora no shopping Oiapoque. Polícia Civil disse que informações sobre o caso serão esclarecidas na noite desta terça-feira


postado em 16/04/2013 15:37 / atualizado em 16/04/2013 17:46

Geraldo Toledo é suspeito de tentar matar a namorada de 17 anos com tiro na cabeça(foto: Reprodução Facebook)
Geraldo Toledo é suspeito de tentar matar a namorada de 17 anos com tiro na cabeça (foto: Reprodução Facebook)

O delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, de 40 anos, principal suspeito de tentar matar a namorada, A. L. S de 17 anos, se envolveu em uma briga com comerciantes do shopping popular Oiapoque na manhã dessa segunda-feira, poucas horas antes de se entregar à polícia. A denúncia foi feita por uma vendedora que trabalha em uma loja de capacetes. Ela informou que o homem chegou a sacar uma arma para ameaçar seguranças do centro de compras. Câmeras de segurança mostram o momento que ele entra no local.

De acordo com a vendedora Elizete Antunes, o delegado chegou no shopping na manhã de segunda-feira e foi direto no box onde ela trabalha. Ele pediu um desconto grande em um dos capacetes, o que foi negado pela mulher. "Eu disse que era uma mercadoria nacional e que eu tinha pago nota fiscal e não poderia fazer o preço menor", contou Antunes. Insatisfeito com a resposta, Geraldo começou a agredir verbalmente a funcionária. "Ele falou que eu era piranha e vagabunda e que teria de fazer o capacete por R$ 300", disse.

Depois da briga, o delegado, segundo a vendedora, deu umas voltas pelo shopping e depois voltou para frente do estande. Neste momento, seguranças tentaram contê-lo no local. Porém, o policial sacou uma arma e colocou no peito do funcionário. Em seguida, se aproximou novamente da mulher e voltou a fazer ameaças. "O homem começou a falar que tinha dinheiro por ser delegado e da polícia. E também que eu não sabia com quem estava mexendo", contou Elizete.

Câmeras de segurança mostram o delegado no shopping popular(foto: Reprodução câmeras de segurança)
Câmeras de segurança mostram o delegado no shopping popular (foto: Reprodução câmeras de segurança)
Após a confusão, o delegado deixou o local. Nas imagens das câmeras de segurança do shopping, o policial aparece andando próximo ao box de capacetes com uma mochila nas costas. O vídeo não mostra o momento em que ele saca a arma e ameaça os seguranças.

No início da noite o delegado se apresentou na Corregedoria-Geral, em Belo Horizonte. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, as informações sobre o caso só serão repassadas pelo corregedor na noite desta terça-feira.

Fim do relacionamento

O delegado Geraldo de Toledo da Divisão de Polícia Especializada da Mulher, Idoso e Deficiente Físico de Belo Horizonte, tinha um relacionamento de pelo menos dois anos com a adolescente. Segundo a Polícia Militar, no domingo o delegado foi buscar a jovem em Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas. Por volta das 19h50, a PM recebeu a denúncia da briga de um casal na estrada entre Ouro Preto e o distrito de Lavras Novas. Vinte minutos depois, a corporação recebeu novo chamado, de que A. deu entrada numa unidade de pronto atendimento (UPA) com um tiro na cabeça.

Funcionários da unidade de saúde informaram a PM que um homem deixou a adolescente no hospital e informou que ela teria tentado suicídio. Porém, não quis se identificar e saiu sem deixar telefones de contato em um Peugeot preto. Imagens das câmeras de segurança de um posto de gasolina, conseguiram flagrar o delegado Geraldo Toledo na companhia da adolescente antes do crime.

A. segue internada em estado grave no Hospital João XXIII. Nessa segunda-feira, ela passou por cirurgia.

Antecedente criminal

Em 2011, o delegado Geraldo Toledo, ficou detido uma semana  na Corregedoria de Polícia Civil, em Belo Horizonte. Toledo já foi delegado de trânsito em Betim e foi preso por suspeitas de envolvimento em uma quadrilha nacional de roubo de caminhões e falsificação de documentos. Ele foi libertado, mas continuou respondendo em liberdade pelo crime. A quadrilha teria movimentado cerca de R$ 2 bilhões no país em esquemas ilegais nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em relação a esse caso, a Corregedoria informou que ele poderá ser expulso da corporação, como prevê a lei.

Veja as imagens que mostram o delegado no shopping Oiapoque


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