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Primeiro alerta de radar meteorológico em Minas é ignorado Equipamento de alta tecnologia, recém-instalado em Mateus Leme, avisou sobre temporal de granizo na capital, mas informação não chegou a equipes de prevenção da Defesa Civil

Paola Carvalho - Estado de Minas

Publicação: 28/01/2012 06:00 Atualização: 28/01/2012 06:57

Tempestade de quinta-feira foi prevista, mas apenas a Cemig mobilizou plantões para os locais atingidos (Túlio Santos/EM/D.A Press)
Tempestade de quinta-feira foi prevista, mas apenas a Cemig mobilizou plantões para os locais atingidos
 

 

Pioneiro no país e tratado como aliado fundamental no enfrentamento do período chuvoso, o radar meteorológico, equipamento especial de vigilância do tempo, entrou em operação no dia 15. Depois de 40 dias de testes, passou a operar 24 horas e emitir no mínimo dois alertas por dia. Em seu primeiro teste em Belo Horizonte, contudo, falhou. Com duas horas de antecedência, foi dado o alerta sobre a chuva de granizo em bairros da Região Oeste, como Buritis e Gutierrez, mas a informação não chegou à Defesa Civil.

“O aviso com duas horas de antecedência só foi emitido graças ao radar”, garante o coordenador da equipe de meteorologia do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Fábio Hochleitner. Porém, o alerta enviado por e-mail não chegou à Coordenadoria Municipal da Defesa Civil (Comdec). “O Centro de Informações de Alerta de Chuva, da Defesa Civil de Belo Horizonte, explica que recebe as informações do Igam, mas nessa ontem elas não chegaram. O site do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge) também é monitorado, mas o aviso não foi postado.”

Pode parecer bobagem, mas está longe disso. As informações do equipamento comprado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) por R$ 10,5 milhões e instalado em uma unidade avançada em Mateus Leme, na Grande BH, somente farão diferença para a população se as informações geradas chegarem aos órgãos competentes. Mais do que isso: que os dados sejam traduzidos em ações que, de fato, protejam a população de possíveis desastres. “É preciso aprimorar a rotina para um entrosamento maior”, admite a gerente de Monitoramento Hidrometeorológico do Igam, Wanderlene Nacif.

Hochleitner explica que hoje os alertas são distribuídos para uma lista de e-mails, mas que novos formatos, como mensagens para telefones celulares, também poderão ser usados. “Os aprimoramentos servirão para alinhar e facilitar tanto o recebimento quanto o entendimento da mensagem”, disse. Nacif chama a atenção ainda para a necessidade de a outra ponta estar preparada. “Os municípios precisam ter um plano de contingência para saber com antecedência o que pode ser feito e como”, ponderou.

Desinteresse

O radar, destaca o Igam, melhora a segurança meteorológica em toda a Região Metalúrgica e Campo das Vertentes, boa parte da Bacia do Rio Doce, Zona da Mata e Alto São Francisco. Nestas regiões, que correspondem a um raio de 200 quilômetros, já é possível identificar, monitorar e estimar quantitativamente a ocorrência de precipitação, a possibilidade de granizo, ventos fortes e a velocidade de deslocamento das tempestades. Mas, dos 324 municípios dentro dessa área, somente 80 compareceram ao encontro do Igam para alinhamento do processo. “Estamos entrando em contato com os outros e fazendo os cadastros. A atualização é diária. A gente precisa ter toda uma rede articulada”, afirmou Nacif.

A Cemig usa as informações do radar para a manutenção e operação do sistema elétrico, o que não impediu que os bairros afetados pela chuva de quinta-feira ficassem sem energia. Os trabalhos, contudo, foram agilizados, destaca o superintendente de Planejamento e Operação de Geração e Transmissão, Nelson Benício. “É a melhor tecnologia do mundo. Vimos que seria chuva forte, com granizo, então direcionamos nossas equipes para a região. Houve interrupção de energia, mas rapidamente religamos tudo”, explicou.
 

Esta matéria tem: (9) comentários

Autor: Leandro Lucio Santana
Essas informações também deveriam ser abertas ao publico. Ele devia não so enviar para uma lista de e-mails, mas também num perfil nas principais redes sociais como Twitter e Facebook. | Denuncie |

Autor: tulio tulio
não adianta investir milhões para um equipamento se o resultado de sua operação não funcionar para a população. será q não seria melhor a invés de avisar as autoriadades, ele disparar sinais sonoros em pontos estrategicos da cidade ? como em auto falantes espalhados por todos os cantos ? | Denuncie |

Autor: Marilia Maia
AIIIII...Me ajuda ai.... vejam o custo! e simplesmente não obteve-se resultado como deveria. Será Porque heimm! É por isso que nosso País, Estado e principalmente Munícipio tem o governo que merece. Um bando de incompetentes, desinteressados, corruptos (só vem o lado deles).É isso aí. | Denuncie |

Autor: Cristian
Eu só quero saber de uma coisa: QUEM BANCOU ESTA PALHAÇADA??? Se foi o povo, onde está o Ministério Púlblico MAIS UMA VEZ??? | Denuncie |

Autor: Alberto Campos
Tá explicado, o e0-mail não chegou pq a caixa postal da pbh não funciona, ela é gerenciada pela prodabel e os e-mails pbh.gov.br raramente tem pleno funcionamento. | Denuncie |

Autor: Claudio Keppel
Nelson Benício, engano seu dizendo que rapidamente vocês religaram tudo pois pra variar ficamos no Padre Eustáquio sem energia mais de três horas. Isso acontece toda vez que tem uma chuva que seja até fraca. Cemig é sem dúvida a pior energia do Brasil. | Denuncie |

Autor: TARCISO RODRIGUES
UM ABSURDO TOTAL!!!!!!!!!!!! TANTO INVESTIMENTO PARA NADA, QUANTA INCOMPETÊNCIA!!!!!!!!!!! | Denuncie |

Autor: Frederico Caldeira
Mais um elefante branco? | Denuncie |

Autor: Vilela Morais
Pelo Amor de Deus gente, se nao tem internet, avisa pelo celular, se nao tem celular, liga de um telefone fixo, se nao tem fixo, manda sinal nem que seja gritando, sei la, mas facam algo poxa!!! ISSO E UMA VERGONHA!!!!!!!!!!!!!! | Denuncie |

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