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Disputa para defender goleiro Bruno tem novo capítulo

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postado em 07/11/2014 07:13 / atualizado em 26/11/2014 13:34

Após ter negado pela Justiça o pedido para o retorno aos gramados, o ex-goleiro Bruno das Dores Fernandes de Souza, condenado a 22 anos e três meses de reclusão pelo sequestro e morte da ex-amante Eliza Samudio, em junho de 2010, está envolvido em novo imbróglio: a disputa entre advogados em torno da defesa do ex-atleta, que desde junho, foi transferido da Peniteniciária Nelson Hungria, na Região Metropolitana, para a Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, Norte de Minas.

No mês passado, os advogados Francisco Simin e Tiago Leonoir, que defendiam Bruno, foram destituídos do caso. Passou a figurar no processo, como novo defensor do ex-goleiro, o advogado Marco Antonio Siqueira. Mas, nessa quinta-feira, Simin e Leonoir foram até o Fórum de Francisco Sá e fizeram uma visita a Bruno na penitenciaria de segurança máxima. Após a visita, eles exibiram uma declaração de próprio punho, assinada por Bruno, afirmando que os dois antigos defensores continuam no caso. 

Francisco Simin e Tiago Leonoir mostraram uma procuração assinada pelo ex-goleiro, na qual ele declara que destitui outros advogados do seu processo. Bruno também manifesta o “desejo não receber visita de nenhum outro advogado enquanto estiver preso”. Procurado nessa quinta-feira pela reportagem, o advogado Marco Antonio Siqueira não quis fazer nenhum comentário sobre a “briga” pela defesa do ex-atleta. “Não gosto de manifestar sobre questões processuais, ainda mais quando envolve alguma polêmica”, disse Siqueira, evitando responder qualquer outra pergunta a respeito do assunto. Ontem, o Tribunal de Justiça confirmou que Simin e Leonir são os atuais defensores do ex-atleta.

Os dois advogados entraram com um pedido de autorização da saída externa do ex-goleiro para o retorno aos gramados. O objetivo seria voltar a treinar e jogar no Montes Claros Futebol Clube no Módulo II do Campeonato Mineiro. Dentro dessa estratégia, em 28 de fevereiro, dentro da Penitenciária Nelson Hungria, ele assinou um contrato com o clube. Em 20 de junho último, ocorreu a transferência do detento para o Norte de Minas.

Porém, o juiz de Francisco Sá, Flambo Santos Costa, indeferiu o pedido para o trabalho externo. Na decisão, o magistrado justificou o condenado ainda não cumpriu um sexto da pena. De acordo com especialistas, o ex-goleiro somente poderia sair da cadeia para trabalhar em 2019. O juiz também argumentou que a unidade prisional do Norte de Minas recebe em custódia presos de alta periculosidade, o que resulta no empenho de um maior reforço da guarda em atividades internas e externas de presos, o que já inviabiliza benefício de trabalho fora do presídio para qualquer interno.

Conforme revelou o Estado de Minas, nessa quinta-feira, o advogado Marco Antonio Siqueira teria “assumido” a defesa de Bruno, com a intenção tentar a transferência para a Penitenciária José Maria Alckimin, em Ribeirão das Neves.

No entanto, nessa quinta-feira, em Francisco Sá, Francisco Simin e Tiago Leonoir, em entrevistas, disseram que por enquanto vão analisar novamente a situação e que deverão entrar com um recurso contra a decisão do juiz Flambo Santos Costa. Não deixaram claro se vão pedir a transferência de Bruno para outra unidade prisional. Por outro lado, como não deu certo a estratégia para antecipar o retorno aos campos, o ex-goleiro já teria manifestado a vontade de ir para outra prisão, tendo em vista as condições da Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, onde o detento fica numa pequena cela, sozinho, sem direito a assistir televisão, condição a qual Bruno tinha direito em Contagem.
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