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Mesmo proibido de voltar aos gramados, goleiro Bruno terá contrato mantido com clube

Goleiro assinou com Montes Claros Futebol Clube, equipe da divisão do futebol mineiro, um contrato com prazo de cinco anos

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postado em 05/11/2014 09:17 / atualizado em 05/11/2014 09:20

Luiz Ribeiro

Mesmo que a Justiça tenha negado o pedido de trabalho externo para o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de reclusão pela morte da ex-amante Eliza Samudio, o contrato que o ex-atleta assinou com o Montes Claros Futebol Clube, equipe da divisão do futebol mineiro, será mantido. A informação foi fornecida pelo presidente do Montes Claros, Ville Mocelin.

Preso desde junho de 2010, Bruno foi transferido para a Penitenciária Máxima de Segurança de Francisco Sá, Norte de Minas, em 20 de junho deste ano. O objetivo da transferência foi a tentativa de autorização para o retorno aos gramados. Para isso, em 28 de fevereiro deste ano, ainda quando se encontrava na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (Região Metropolitana), o ex-goleiro assinou um contrato com o Montes Claros FC, com o prazo de cinco anos. O salário mensal foi fixado em R$ 1.430,00, com o valor de multa rescisória de R$ 2,86 milhões.

O plano seria a autorização para saída durante o dia, visando o treinamento e participação dos jogos do clube profissional em Montes Claros, distante 60 quilômetros da Penitenciária de Francisco Sá. Porém, o juiz da comarca de Francisco Sá, Flambo Santos Costa, indeferiu o pedido. Na decisão, o magistrado justificou que a unidade prisional do Norte de Minas recebe em custódia presos de alta periculosidade, o que resulta no empenho de um maior reforço da guarda em atividades internas e externas de presos, o que já inviabiliza benefício de trabalho fora do presídio para qualquer interno.

O presidente do Montes Claros FC, Ville Mocelin, diz que a negativa do juiz em conceder a autorização do trabalho externo ao ex-goleiro, agora, “não muda nada”. “Assinamos contrato com o Bruno até 2019 e vamos continuar esperando por ele, até o que o dia ele puder jogar. Isso não está custando nenhum despesa para gente”, afirmou Mocelin. Em fevereiro próximo, o clube vai estrear no Campeonato Mineiro da Segunda Divisão (Modulo II) de 2015. Segundo especialistas, como cumpre pena no regime fechado, o ex-atleta somente poderá sair para o trabalho externo a partir de 2019.

De acordo com uma fonte, a defesa de Bruno deverá recorrer da decisão do juiz de Francisco Sá que negou o trabalho externo. O ex-goleiro vinha sendo defendido pelos advogados Thiago Lenoir e Francisco Simin. Ontem à tarde, a reportagem tentou, mas não conseguiu contato com nenhum dos dois advogados.
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