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Continuam as buscas pelo corpo de Eliza em BH

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Euler Júnior/EM/DA Press

Continuam na tarde desta quarta-feira as buscas pelo corpo de Eliza Samudio no parque Lagoa do Nado, na Avenida Pedro I, Bairro Planalto, Região Norte de Belo Horizonte. Os delegados e agentes que investigam o caso acreditam que a ossada da mulher esteja no local em razão de o serviço de inteligência da corporação ter apurado que o ex- policial Marcos Aparecido dos Santos, mais conhecido como Bola e um dos suspeitos de envolvimento no sumiço de Eliza, ter feito um telefonema na região cerca de duas horas depois de ela ter sido morta, segundo a tese da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV) de Belo Horizonte.

De acordo com o capitão Tiago Miranda do Corpo de Bombeiros (COBOM), as equipes vão trabalhar até sexta-feira e se necessário as buscas serão retomadas na semana que vem. O trabalho dos bombeiros vai até o início da noite, quando não há mais luminosidade para continuar as buscas. Parte da equipe trabalha nas águas com botes e equipamentos de mergulho. Outra parcela dos militares faz buscas às margens da represa com a ajuda de cães farejadores. Os delegados da PC acompanham a operação nesta quarta-feira.

O corpo da modelo paranaense já foi procurado em pelo menos quatro locais diferentes. Durante o mês de junho e julho a polícia, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, realizou diversas buscas. A procura começou no sítio do goleiro Bruno, no Residencial Turmalina, em Esmeraldas. Outro foco de buscas foi a Lagoa Suja, no Bairro Liberdade II, em Ribeirão das Neves. O terceiro ponto de buscas foi a casa de Bola, no Bairro Santa Clara, em Vespasiano, onde os policiais acreditavam estarem enterrados os restos mortais de Eliza. O sítio alugado por Bola, em Esmeraldas, também foi alvo de operações da PC e do COBOM.

O processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza já se encontra em fase de instrução no Tribunal do Júri de Contagem, responsável pela comarca de Esmeraldas, onde fica o sítio do goleiro e, segundo a Civil, Eliza teria sido assassinada. O caso ganhou repercussão mundial, mas, quase cinco meses depois do desaparecimento da mulher, a polícia ainda não encontrou o corpo da modelo. Para o delegado Edson Moreira, porém, a ausência dos restos mortais não prejudicam o inquérito.

“A materialidade do crime está comprovada. Foi feito um estudo sobre os passos efetuados pelo Bola. Há a possibilidade de o corpo estar aqui”, acredita o delegado, que esteve no Lagoa do Nado acompanhando as buscas. A operação do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil chamou a atenção de freqüentadores e funcionários do parque. A missão dos homens e mulheres das duas corporações é vasculhar todos os cantos do Lagoa do Nado, cuja área corresponde a 30 campos de futebol.

Veja a reportagem do Jornal da Alterosa: