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Em operação no Amazonas, Ibama destrói madeireiras clandestinas


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Reprodução TV Globo

O órgão de proteção ambiental relatou que as empresas vinham explorando ilegalmente madeira em terras indígenas.

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Apuração do Ibama identificou 11 madeireiras instaladas sem licença no distrito de Santo Antônio do Matupi, no município de Manicoré.

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Outras 15 empresas presentes no local tinham licença para atuar, mas algumas também vinham cometendo irregularidades.

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Manicoré situa-se às margens do Rio Madeira, a cerca de 390 km de Manaus, capital do Amazonas.

Rosangela Santos de Oliveira/Wikimedia Commons,

'Constatamos (na fiscalização) um grande número de madeireiras trabalhando ilegalmente, sem nenhum tipo de licenciamento', afirmou ao portal G1 Givanildo Lima, agente do Ibama.

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Os fiscais descobriram uma madeireira ilegal equipada com duas serrarias.

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Essas serrarias eram capazes de cortar quantidade diária de madeira suficiente para encher dois caminhões.

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Na operação, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) contou com o reforço do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Homens da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional engrossaram as equipes.

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Agentes das duas instituições também desconfiaram da forma como madeireiras autorizadas estavam atuando nessa região amazônica.

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Segundo as investigações, algumas delas faziam exploração ilegal em território do povo indígena Tenharim.

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As empresas usavam expedientes para simular que as madeiras exploradas originavam-se de áreas de manejo autorizadas.

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A operação encontrou equipamentos escondidos nas matas e toras de madeira enterradas.

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Segundo o Ibama, foram apreendidos 1.500 metros cúbicos de madeira, o que corresponde a área desmatada de cem campos de futebol.

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O Ibama não divulgou o nome das pessoas e empresas que atuavam de forma ilegal.

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Em dezembro de 2022, a duas semanas do fim de seu mandato, o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou medida que flexibilizava a extração de madeira em terras indígenas.

Valter Campanato/Agência Brasil

A norma permitia que não indígenas participassem do manejo das madeiras nesses territórios.

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Em janeiro de 2023, já sob o governo Lula, a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) revogou essa instrução normativa.

Ascom Ministério da Defesa

A revogação da instrução normativa também teve a assinatura do Ibama.

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