{"id":256702,"date":"2026-07-31T10:35:00","date_gmt":"2026-07-31T13:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/?p=256702"},"modified":"2026-07-28T23:40:29","modified_gmt":"2026-07-29T02:40:29","slug":"a-cidade-mineira-chamada-casa-do-papagaio-que-lidera-as-reservas-naturais-de-minas-e-faz-um-queijo-trazido-por-dinamarqueses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/07\/31\/a-cidade-mineira-chamada-casa-do-papagaio-que-lidera-as-reservas-naturais-de-minas-e-faz-um-queijo-trazido-por-dinamarqueses\/","title":{"rendered":"A cidade mineira chamada Casa do Papagaio, que lidera as reservas naturais de Minas e faz um queijo trazido por dinamarqueses"},"content":{"rendered":"\n<p>Alguns nomes contam a hist\u00f3ria de um lugar antes mesmo de voc\u00ea chegar. No sul de <strong>Minas Gerais<\/strong>, encravada na <strong>Serra da Mantiqueira<\/strong>, existe uma cidade cujo nome \u00e9 um trava-l\u00edngua de origem ind\u00edgena e guarda um significado po\u00e9tico. <strong>Aiuruoca<\/strong> vem do tupi e quer dizer &#8220;casa do papagaio&#8221;, uma refer\u00eancia \u00e0s aves que se reproduziam nas fendas de um pico imponente. Por tr\u00e1s desse nome curioso, a cidade esconde o maior n\u00famero de reservas naturais privadas do estado e uma tradi\u00e7\u00e3o de queijo que veio da Dinamarca.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a cidade se chama Casa do Papagaio?<\/h2>\n\n\n\n<p>O nome nasceu da pr\u00f3pria paisagem e da fauna que a habitava. Segundo o <a href=\"https:\/\/www.minasgerais.com.br\/pt\/destinos\/aiuruoca\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>portal de turismo de Minas Gerais<\/strong><\/a>, <strong>Aiuruoca<\/strong> vem do tupi <strong>Ajuruoca<\/strong>, jun\u00e7\u00e3o de &#8220;ajuru&#8221;, o papagaio de peito roxo, e &#8220;oca&#8221;, casa. A refer\u00eancia \u00e9 ao <strong>Pico do Papagaio<\/strong>, a forma\u00e7\u00e3o rochosa onde essas aves costumavam se aninhar em grande quantidade nos tempos coloniais.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da cidade \u00e9 antiga: descoberta por colonizadores durante o <strong>Ciclo do Ouro<\/strong>, foi fundada em <strong>1706<\/strong> e integra os destinos da <strong>Estrada Real<\/strong>. Mais de 300 anos depois, esse passado segue vivo nos casar\u00f5es coloniais, nas travessas cal\u00e7adas de pedra e nas festas bicenten\u00e1rias como a Semana Santa, que dividem espa\u00e7o com a natureza que hoje \u00e9 o principal chamariz do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287-1024x576.jpg\" alt=\"A Casa do Papagaio na Serra da Mantiqueira esconde mais de 80 cachoeiras e um pico de 2.105 metros\" class=\"wp-image-233807\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ngz-Aiuruoca_Matriz-75287.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Aiuruoca guarda um nome de origem ind\u00edgena que \u00e9 quase um trava-l\u00edngua e uma natureza de tirar o f\u00f4lego \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que faz de Aiuruoca a l\u00edder em reservas naturais de Minas?<\/h2>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo mais surpreendente da cidade est\u00e1 na \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o. Segundo a <a href=\"https:\/\/aiuruoca.mg.gov.br\/pagina\/28_Clicloturismo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Prefeitura de Aiuruoca<\/strong><\/a>, o munic\u00edpio tem o maior n\u00famero de <strong>Reservas Particulares do Patrim\u00f4nio Natural (RPPNs)<\/strong> do estado de Minas Gerais, unidades de conserva\u00e7\u00e3o criadas voluntariamente por propriet\u00e1rios de terra em car\u00e1ter perp\u00e9tuo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse protagonismo se encaixa num cen\u00e1rio estadual de destaque. De acordo com o <a href=\"https:\/\/www.ief.mg.gov.br\/w\/reserva-particular-do-patrimonio-natural-rppn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Instituto Estadual de Florestas (IEF)<\/strong><\/a>, Minas Gerais \u00e9 o estado com maior n\u00famero de RPPNs criadas em todo o pa\u00eds, \u00e0 frente do <strong>Paran\u00e1<\/strong>. Em Aiuruoca, essa voca\u00e7\u00e3o preservacionista convive com o <strong>Parque Estadual da Serra do Papagaio<\/strong>, unidade de conserva\u00e7\u00e3o de cerca de 22 mil hectares que a cidade divide com munic\u00edpios vizinhos, e com a <strong>\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Serra da Mantiqueira<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como um queijo dinamarqu\u00eas virou marca de uma cidade mineira?<\/h2>\n\n\n\n<p>A mesa de Aiuruoca guarda uma curiosidade que poucos imaginam. A cidade \u00e9 conhecida como a <strong>Terra do Queijo Prato<\/strong>, e a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mineira de origem, mas escandinava. Segundo a <strong>Prefeitura de Aiuruoca<\/strong>, o queijo prato foi criado ali na d\u00e9cada de <strong>1920<\/strong> pelo dinamarqu\u00eas <strong>Thorvald Nielsen<\/strong>, e a produ\u00e7\u00e3o de parmes\u00e3o foi ampliada por outro imigrante dinamarqu\u00eas, <strong>Aage Johan Lasse<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A heran\u00e7a laticinista n\u00e3o veio sozinha. Registros do cultivo de oliveiras na regi\u00e3o datam de <strong>1853<\/strong>, e hoje o <strong>Vale dos Garcias<\/strong> abriga olivais e produ\u00e7\u00e3o de azeite artesanal, com visita\u00e7\u00e3o. A cacha\u00e7a local remonta ao s\u00e9culo XVIII, mantida por gera\u00e7\u00f5es. Assim, num mesmo card\u00e1pio, a cidade re\u00fane queijo de raiz dinamarquesa, azeite de oliva e a cozinha caseira mineira de sempre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais tesouros naturais cercam o Pico do Papagaio?<\/h2>\n\n\n\n<p>A natureza \u00e9 o grande espet\u00e1culo de Aiuruoca, com dezenas de quedas d&#8217;\u00e1gua e picos que passam dos 2 mil metros. A cidade re\u00fane mais de 80 cachoeiras catalogadas e uma <strong>Mata Atl\u00e2ntica<\/strong> preservada, distribu\u00eddas por vales que viraram destino de trilheiros e escaladores. Confira alguns dos principais atrativos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list has-medium-font-size\">\n<li><strong>Pico do Papagaio<\/strong>: a 2.105 m de altitude, a principal forma\u00e7\u00e3o rochosa da regi\u00e3o, com subida que exige preparo f\u00edsico e vista panor\u00e2mica da serra.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Vale do Matutu<\/strong>: bairro rural cercado de quedas d&#8217;\u00e1gua, reconhecido como zona n\u00facleo da Reserva da Biosfera da Mata Atl\u00e2ntica.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Vale dos Garcias<\/strong>: re\u00fane cachoeiras, olivais e a produ\u00e7\u00e3o de azeite artesanal da cidade.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cachoeira Deus me Livre<\/strong>: uma das mais visitadas entre as dezenas espalhadas pelo munic\u00edpio.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Parque Estadual da Serra do Papagaio<\/strong>: unidade de conserva\u00e7\u00e3o com trilhas, picos para escalada e observa\u00e7\u00e3o de aves.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>No <strong>Vale do Matutu<\/strong> vive ainda uma comunidade ligada a tradi\u00e7\u00f5es espirituais, o que refor\u00e7a a atmosfera de ref\u00fagio contemplativo. N\u00e3o por acaso, a cidade atrai quem procura sossego, movimento parecido com o de outros <a href=\"\/emfoco\/2026\/07\/16\/o-vilarejo-mineiro-de-929-moradores-que-nasceu-do-ouro-e-virou-um-refugio-a-113-km-de-bh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>vilarejos mineiros que viraram ref\u00fagio de montanha<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem curte cachoeiras e natureza em <strong>Aiuruoca<\/strong>, vai curtir esse v\u00eddeo do canal <strong>Kiki por A\u00ed!<\/strong>, com mais de <strong>7,9 mil visualiza\u00e7\u00f5es<\/strong>, que explora as paisagens do Vale do Matutu:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"CACHOEIRAS do VALE DO MATUTU em AIURUOCA, Minas Gerais\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZokTyPmYwRE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 o clima na Casa do Papagaio ao longo do ano?<\/h2>\n\n\n\n<p>A altitude de quase mil metros garante o clima ameno da Mantiqueira, com ver\u00f5es suaves e madrugadas de inverno que podem se aproximar de zero grau. Confira abaixo o comportamento do tempo por esta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<!-- AIURUOCA -->\n<style>\n.em-grid,.em-grid *{box-sizing:border-box}\n.em-grid{--cor-primaria:#1a2a57;--cor-header-claro:#f1f3f8;--cor-badge:#e8ebf3;--cor-badge-alta:#dfe4f0;--cor-pill:#e2e6f0;display:grid;grid-template-columns:repeat(4,minmax(0,1fr));gap:16px;max-width:980px;margin:24px auto}\n.em-card{display:flex;flex-direction:column;overflow:hidden;background:#fff;border:1px solid #e5e5e5;border-radius:14px;box-shadow:0 4px 14px rgba(0,0,0,.06)}\n.em-card-destaque{border:2px solid var(--cor-primaria);box-shadow:0 6px 18px rgba(26,42,87,.22)}\n.em-header{display:flex;align-items:center;gap:9px;padding:14px 16px;background:var(--cor-header-claro);border-bottom:1px solid #e0e4ee}\n.em-card-destaque .em-header{background:var(--cor-primaria);color:#fff}\n.em-emoji{font-size:24px}.em-titulo{font-size:18px;font-weight:700}\n.em-body{display:flex;flex:1;flex-direction:column;align-items:flex-start;padding:16px}\n.em-mes{margin-bottom:8px;color:#5d5d5d;font-size:14px;font-weight:600}.em-temp{margin-bottom:12px;font-size:22px;font-weight:800}\n.em-badge{margin-bottom:14px;padding:6px 10px;background:var(--cor-badge);border-radius:999px;color:#26345f;font-size:13px;font-weight:700}.em-badge-alta{background:var(--cor-badge-alta)}\n.em-desc{flex:1;margin-bottom:14px;color:#3f3f3f;font-size:15px;line-height:1.55}\n.em-extra{width:100%;margin-bottom:14px;padding-top:10px;border-top:1px solid #eee;color:#555;font-size:13px;line-height:1.45}.em-extra div+div{margin-top:6px}\n.em-pill{align-self:flex-start;margin-top:auto;padding:7px 11px;background:var(--cor-pill);border-radius:999px;color:#26345f;font-size:12px;font-weight:800;text-align:center}\n.em-card-destaque .em-pill{background:var(--cor-primaria);color:#fff}\n@media(max-width:820px){.em-grid{grid-template-columns:repeat(2,1fr)}}@media(max-width:520px){.em-grid{grid-template-columns:1fr}}\n<\/style>\n\n<div class=\"google-auto-ads-ignore em-grid\" aria-label=\"Clima em Aiuruoca\" style=\"font-family:'Segoe UI',Roboto,Helvetica,Arial,sans-serif;\">\n\n<div class=\"em-card\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83d\udca6<\/span><span class=\"em-titulo\">Ver\u00e3o<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Dezembro a fevereiro<\/span>\n<span class=\"em-temp\">15\u00b0C a 30\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge em-badge-alta\">Chuva alta<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nAs cachoeiras e os vales ganham mais \u00e1gua, mas os caminhos ficam escorregadios. Prefira <strong>passeios curtos pela manh\u00e3<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite esta \u00e9poca se:<\/strong> pretende subir montanhas todos os dias.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\ud83d\udca6 CACHOEIRAS E VALES<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<div class=\"em-card\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83c\udf42<\/span><span class=\"em-titulo\">Outono<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Mar\u00e7o a maio<\/span>\n<span class=\"em-temp\">12\u00b0C a 27\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge\">Chuva m\u00e9dia<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nAs chuvas diminuem e as temperaturas ficam agrad\u00e1veis. Aproveite para <strong>fazer trilhas e conhecer o centro hist\u00f3rico<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite:<\/strong> trilhas logo ap\u00f3s chuva forte.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\ud83e\udd7e TRILHAS E HIST\u00d3RIA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<div class=\"em-card em-card-destaque\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\u26f0\ufe0f<\/span><span class=\"em-titulo\">Inverno<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Junho a agosto<\/span>\n<span class=\"em-temp\">3\u00b0C a 24\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge\">Chuva baixa<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nO tempo seco favorece as trilhas de altitude. \u00c9 a melhor \u00e9poca para <strong>subir o Pico do Papagaio e provar queijos da ro\u00e7a<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite:<\/strong> subir sem roupas para frio, \u00e1gua e orienta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><strong>Alta temporada:<\/strong> f\u00e9rias e fins de semana de inverno.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\u2b50 MELHOR \u00c9POCA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<div class=\"em-card\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83e\udd9c<\/span><span class=\"em-titulo\">Primavera<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Setembro a novembro<\/span>\n<span class=\"em-temp\">13\u00b0C a 28\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge\">Chuva m\u00e9dia<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nA vegeta\u00e7\u00e3o ganha novas cores e os animais ficam mais ativos. Aproveite para <strong>observar aves e conhecer os olivais<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite:<\/strong> caminhadas no hor\u00e1rio mais quente.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\ud83e\udd9c AVES E OLIVAIS<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<p><em>Temperaturas aproximadas com base no <a href=\"https:\/\/www.climatempo.com.br\/previsao-do-tempo\/cidade\/4798\/aiuruoca-mg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Climatempo<\/strong><\/a>. Condi\u00e7\u00f5es podem variar conforme a altitude.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma casa de papagaios que virou ref\u00fagio de natureza intocada<\/h2>\n\n\n\n<p>Aiuruoca re\u00fane num s\u00f3 ponto da Mantiqueira aquilo que muitos lugares perderam: montanhas preservadas por vontade dos pr\u00f3prios donos, um queijo que atravessou o oceano na bagagem de imigrantes e tr\u00eas s\u00e9culos de hist\u00f3ria mineira a quase mil metros de altitude. O nome que soa como trava-l\u00edngua guarda, no fundo, a promessa de um lugar onde a natureza ainda manda.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez seja essa a gra\u00e7a de uma cidade chamada Casa do Papagaio: um recanto onde as reservas se multiplicam por escolha de quem vive ali, provando que preservar tamb\u00e9m pode ser uma forma de pertencer \u00e0 pr\u00f3pria terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns nomes contam a hist\u00f3ria de um lugar antes mesmo de voc\u00ea chegar. No sul de Minas Gerais, encravada na Serra da Mantiqueira, existe uma cidade cujo nome \u00e9 um trava-l\u00edngua de origem ind\u00edgena e guarda um significado po\u00e9tico. 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