{"id":256701,"date":"2026-07-30T19:45:00","date_gmt":"2026-07-30T22:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/?p=256701"},"modified":"2026-07-28T23:40:17","modified_gmt":"2026-07-29T02:40:17","slug":"municipio-mineiro-onde-uma-montanha-inteira-de-1-385-metros-sumiu-e-nasceu-carlos-drummond-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/07\/30\/municipio-mineiro-onde-uma-montanha-inteira-de-1-385-metros-sumiu-e-nasceu-carlos-drummond-de-andrade\/","title":{"rendered":"Munic\u00edpio mineiro onde uma montanha inteira de 1.385 metros sumiu e nasceu Carlos Drummond de Andrade"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 paisagens que somem sem que ningu\u00e9m as veja partir, engolidas aos poucos por d\u00e9cadas de trabalho. No cora\u00e7\u00e3o do <strong>Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero<\/strong>, em <strong>Minas Gerais<\/strong>, uma cidade viu uma montanha inteira desaparecer do horizonte. <strong>Itabira<\/strong> assistiu o <strong>Pico do Cau\u00ea<\/strong>, que brilhava a <strong>1.385 metros<\/strong> de altitude, virar cratera, deu origem a uma das maiores mineradoras do mundo e ainda foi o ber\u00e7o de <strong>Carlos Drummond de Andrade<\/strong>, o poeta que melhor escreveu sobre essa perda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que uma montanha de 1.385 metros simplesmente sumiu do mapa?<\/h2>\n\n\n\n<p>A resposta est\u00e1 no pr\u00f3prio nome da cidade. <strong>Itabira<\/strong> vem do tupi e significa &#8220;pedra que brilha&#8221;, e o brilho era literal: o min\u00e9rio de ferro exposto nas encostas refletia a luz do sol e atraiu os primeiros exploradores ainda no per\u00edodo colonial. O Pico do Cau\u00ea, com seu tom azulado, servia de refer\u00eancia para viajantes que cruzavam a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A extra\u00e7\u00e3o industrial come\u00e7ou em <strong>1911<\/strong>, quando a inglesa <strong>Itabira Iron Ore Company<\/strong> obteve a concess\u00e3o das jazidas. Em <strong>1942<\/strong>, durante a Segunda Guerra, o presidente <strong>Get\u00falio Vargas<\/strong> nacionalizou as minas e criou a <strong>Companhia Vale do Rio Doce<\/strong>, atual <strong>Vale<\/strong>, conforme registra o <a href=\"https:\/\/vale.com\/history-center\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Espa\u00e7o Mem\u00f3ria da Vale<\/strong><\/a>. Segundo a <a href=\"https:\/\/biblioteca.ibge.gov.br\/index.php\/biblioteca-catalogo?view=detalhes&amp;id=450060\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/strong><\/a>, foi aos p\u00e9s do Pico do Cau\u00ea que se ergueu a vila que deu origem \u00e0 cidade, sobre uma das maiores jazidas de min\u00e9rio de ferro do mundo. D\u00e9cadas depois, no in\u00edcio dos anos 1980, o pico simplesmente n\u00e3o existia mais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4-1024x576.jpg\" alt=\"Itabira - A cidade mineira onde uma montanha de 1.385 metros desapareceu e nasceu o maior poeta do Brasil\" class=\"wp-image-153373\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira4.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Itabira oferece cultura, natureza e cen\u00e1rios do interior mineiro \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a cratera virou s\u00edmbolo na bandeira do munic\u00edpio?<\/h2>\n\n\n\n<p>O que sobrou da montanha entrou para a identidade oficial da cidade. No lugar da serra restou uma cratera profunda, hoje estampada na pr\u00f3pria <strong>bandeira do munic\u00edpio<\/strong>, ao mesmo tempo s\u00edmbolo de orgulho pelo progresso e de luto pela paisagem perdida. As minas a c\u00e9u aberto circundam a \u00e1rea urbana, e as cicatrizes na paisagem s\u00e3o vis\u00edveis de quase qualquer mirante.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o amb\u00edgua com o ferro marca a cidade at\u00e9 hoje. A <strong>Vale<\/strong> gera empregos e arrecada\u00e7\u00e3o, mas a extra\u00e7\u00e3o deixou marcas duras no territ\u00f3rio. Desde <strong>2011<\/strong>, a mineradora conduz um projeto de revegeta\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do antigo Pico do Cau\u00ea, licenciado pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais, numa tentativa de devolver algum verde ao vazio deixado pela montanha.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2-1024x576.jpg\" alt=\"Itabira - A cidade mineira onde uma montanha de 1.385 metros desapareceu e nasceu o maior poeta do Brasil\" class=\"wp-image-153375\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Itabira oferece cultura, natureza e cen\u00e1rios do interior mineiro \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que Drummond escreveu sobre a montanha perdida?<\/h2>\n\n\n\n<p>Poucos lugares tiveram sua transforma\u00e7\u00e3o narrada por um poeta do porte de <strong>Carlos Drummond de Andrade<\/strong>. Nascido em Itabira em <strong>1902<\/strong>, ele passou ali os primeiros anos de vida e enxergava o Cau\u00ea da janela de casa. Em <strong>1973<\/strong>, publicou o poema &#8220;A Montanha Pulverizada&#8221;, que trata justamente do desaparecimento da serra, e em outros versos consagrados fez da cidade natal um tema recorrente de saudade e perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00edtico declarado da minera\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria, Drummond chegou a fazer campanha contra a explora\u00e7\u00e3o nos anos 1950, uma postura que parte dos itabiranos da \u00e9poca interpretou como trai\u00e7\u00e3o. O tempo transformou essa tens\u00e3o em legado: a cidade que ele criticou hoje o celebra como seu maior filho, ostenta o t\u00edtulo de <strong>Capital Nacional da Poesia<\/strong> e transformou sua obra em roteiro tur\u00edstico oficial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a cidade transformou a poesia em roteiro a c\u00e9u aberto?<\/h2>\n\n\n\n<p>A mem\u00f3ria do poeta virou um museu espalhado pelas ruas. Segundo o <a href=\"http:\/\/turismo.itabira.mg.gov.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>portal de turismo da Prefeitura de Itabira<\/strong><\/a>, o <strong>Museu de Territ\u00f3rio Caminhos Drummondianos<\/strong>, criado em <strong>1997<\/strong>, \u00e9 um percurso de cerca de 7 km com 44 placas de ferro fundido, cada uma trazendo um verso ligado ao lugar onde est\u00e1 instalada. Jovens do projeto <strong>Drummonzinhos<\/strong> acompanham os visitantes e declamam os poemas ao longo do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto cultural se completa com o <strong>Memorial Carlos Drummond de Andrade<\/strong>, projetado por <strong>Oscar Niemeyer<\/strong> e inaugurado em 1998 na encosta do Pico do Amor, que guarda primeiras edi\u00e7\u00f5es e correspond\u00eancias do poeta. O acervo \u00e9 gerido pela <a href=\"https:\/\/www.fccda.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA)<\/strong><\/a>, institu\u00edda em 1985 e mantida por recursos municipais, respons\u00e1vel por preservar e difundir a obra do escritor itabirano. N\u00e3o por acaso, a terra de Drummond atrai cada vez mais moradores em busca de calma, movimento parecido com o de outras <a href=\"\/emfoco\/2026\/07\/09\/quem-busca-morar-melhor-no-sul-de-minas-mira-uma-cidade-com-emprego-forte-saude-24h-ensino-superior-e-parque-de-mata-atlantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>cidades mineiras procuradas por quem quer viver com tranquilidade<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-153376\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Itabira.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Itabira se destaca pelas serras e pela forte identidade cultural \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o ferro n\u00e3o alcan\u00e7ou na paisagem de Itabira?<\/h2>\n\n\n\n<p>Nem tudo virou mina na regi\u00e3o. Parte do territ\u00f3rio de Itabira est\u00e1 dentro da <a href=\"https:\/\/reservasdabiosfera.org.br\/reserva\/rb-serra-do-espinhaco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Reserva da Biosfera da Serra do Espinha\u00e7o<\/strong><\/a>, reconhecida pela <strong>UNESCO<\/strong> em <strong>2005<\/strong> no \u00e2mbito do programa O Homem e a Biosfera, que protege \u00e1reas de <strong>Mata Atl\u00e2ntica<\/strong> e Cerrado e importantes nascentes dos rios S\u00e3o Francisco, Doce e Jequitinhonha.<\/p>\n\n\n\n<p>Longe das crateras, o distrito de <strong>Ipoema<\/strong>, a cerca de 42 km do centro, re\u00fane dezenas de cachoeiras catalogadas e \u00e9 cortado pela hist\u00f3rica <strong>Estrada Real<\/strong>. H\u00e1 ainda o <strong>Parque Estadual Mata do Limoeiro<\/strong>, com mais de 2 mil hectares de floresta preservada voltados ao ecoturismo, provando que a mesma serra que deu o ferro tamb\u00e9m guardou ref\u00fagios de natureza intacta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tem curiosidade sobre a terra de <strong>Carlos Drummond de Andrade<\/strong>, vai curtir esse v\u00eddeo do canal <strong>Naeco<\/strong>, com mais de <strong>12 mil visualiza\u00e7\u00f5es<\/strong>, que apresenta a hist\u00f3ria e os lugares de <strong>Itabira<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Itabira, MG \u2013 Cidade e Lugares para Passear, Morar e Investir\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1xOIzFsWcfI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 o clima na terra de Drummond ao longo do ano?<\/h2>\n\n\n\n<p>O clima \u00e9 tropical de altitude, com inverno seco e ameno e ver\u00e3o quente e chuvoso, o que define a melhor \u00e9poca para cada tipo de passeio. Confira abaixo o comportamento do tempo por esta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<!-- ITABIRA -->\n<style>\n.em-grid,.em-grid *{box-sizing:border-box}\n.em-grid{--cor-primaria:#1a2a57;--cor-header-claro:#f1f3f8;--cor-badge:#e8ebf3;--cor-badge-alta:#dfe4f0;--cor-pill:#e2e6f0;display:grid;grid-template-columns:repeat(4,minmax(0,1fr));gap:16px;max-width:980px;margin:24px auto}\n.em-card{display:flex;flex-direction:column;overflow:hidden;background:#fff;border:1px solid #e5e5e5;border-radius:14px;box-shadow:0 4px 14px rgba(0,0,0,.06)}\n.em-card-destaque{border:2px solid var(--cor-primaria);box-shadow:0 6px 18px rgba(26,42,87,.22)}\n.em-header{display:flex;align-items:center;gap:9px;padding:14px 16px;background:var(--cor-header-claro);border-bottom:1px solid #e0e4ee}\n.em-card-destaque .em-header{background:var(--cor-primaria);color:#fff}\n.em-emoji{font-size:24px}.em-titulo{font-size:18px;font-weight:700}\n.em-body{display:flex;flex:1;flex-direction:column;align-items:flex-start;padding:16px}\n.em-mes{margin-bottom:8px;color:#5d5d5d;font-size:14px;font-weight:600}.em-temp{margin-bottom:12px;font-size:22px;font-weight:800}\n.em-badge{margin-bottom:14px;padding:6px 10px;background:var(--cor-badge);border-radius:999px;color:#26345f;font-size:13px;font-weight:700}.em-badge-alta{background:var(--cor-badge-alta)}\n.em-desc{flex:1;margin-bottom:14px;color:#3f3f3f;font-size:15px;line-height:1.55}\n.em-extra{width:100%;margin-bottom:14px;padding-top:10px;border-top:1px solid #eee;color:#555;font-size:13px;line-height:1.45}.em-extra div+div{margin-top:6px}\n.em-pill{align-self:flex-start;margin-top:auto;padding:7px 11px;background:var(--cor-pill);border-radius:999px;color:#26345f;font-size:12px;font-weight:800;text-align:center}\n.em-card-destaque .em-pill{background:var(--cor-primaria);color:#fff}\n@media(max-width:820px){.em-grid{grid-template-columns:repeat(2,1fr)}}@media(max-width:520px){.em-grid{grid-template-columns:1fr}}\n<\/style>\n\n<div class=\"google-auto-ads-ignore em-grid\" aria-label=\"Clima em Itabira\" style=\"font-family:'Segoe UI',Roboto,Helvetica,Arial,sans-serif;\">\n\n<div class=\"em-card\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83c\udf27\ufe0f<\/span><span class=\"em-titulo\">Ver\u00e3o<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Dezembro a fevereiro<\/span>\n<span class=\"em-temp\">18\u00b0C a 27\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge em-badge-alta\">Chuva alta<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nAs cachoeiras ganham volume, mas os acessos ficam mais delicados. Prefira <strong>visitar as quedas-d\u2019\u00e1gua de Ipoema pela manh\u00e3<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite esta \u00e9poca se:<\/strong> pretende fazer trilhas longas todos os dias.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\ud83d\udca6 CACHOEIRAS DE IPOEMA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<div class=\"em-card\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83c\udf42<\/span><span class=\"em-titulo\">Outono<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Mar\u00e7o a maio<\/span>\n<span class=\"em-temp\">16\u00b0C a 26\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge\">Chuva m\u00e9dia<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nAs temperaturas ficam mais agrad\u00e1veis para caminhar. Aproveite para <strong>percorrer os Caminhos Drummondianos<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite:<\/strong> sair cedo sem agasalho leve.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\ud83d\udcda CAMINHOS DRUMMONDIANOS<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<div class=\"em-card em-card-destaque\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83c\udf24\ufe0f<\/span><span class=\"em-titulo\">Inverno<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Junho a agosto<\/span>\n<span class=\"em-temp\">12\u00b0C a 25\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge\">Chuva baixa<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nO tempo seco favorece caminhadas e boas vistas. \u00c9 a melhor \u00e9poca para <strong>fazer turismo cultural e visitar os mirantes<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Aten\u00e7\u00e3o:<\/strong> o ar pode ficar seco durante a tarde.<\/div>\n<div><strong>Alta temporada:<\/strong> f\u00e9rias e meses de tempo firme.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\u2b50 MELHOR \u00c9POCA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<div class=\"em-card\">\n<div class=\"em-header\"><span class=\"em-emoji\">\ud83c\udf38<\/span><span class=\"em-titulo\">Primavera<\/span><\/div>\n<div class=\"em-body\">\n<span class=\"em-mes\">Setembro a novembro<\/span>\n<span class=\"em-temp\">16\u00b0C a 28\u00b0C<\/span>\n<div class=\"em-badge\">Chuva m\u00e9dia<\/div>\n<div class=\"em-desc\">\nA vegeta\u00e7\u00e3o volta a ganhar cor e o calor aumenta. Aproveite para <strong>fazer trilhas e conhecer a Mata do Limoeiro<\/strong>.\n<\/div>\n<div class=\"em-extra\">\n<div><strong>Evite:<\/strong> trilhas durante chuvas ou trovoadas.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"em-pill\">\ud83c\udf3f TRILHAS E MATA ATL\u00c2NTICA<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<\/div>\n\n\n\n<p><em>Temperaturas aproximadas com base no <a href=\"https:\/\/www.climatempo.com.br\/previsao-do-tempo\/cidade\/145\/itabira-mg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Climatempo<\/strong><\/a>. Condi\u00e7\u00f5es podem variar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma montanha que virou cratera e depois virou poesia<\/h2>\n\n\n\n<p>Itabira carrega um legado que poucas cidades no mundo poderiam ostentar: a for\u00e7a do ferro que ajudou a construir o pa\u00eds e a delicadeza dos versos mais lidos da literatura brasileira. Onde antes se erguia uma montanha, restou uma cratera na bandeira e uma obra inteira dedicada a lembrar o que se perdeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez seja essa a li\u00e7\u00e3o mais dura e mais bonita que a cidade oferece: o progresso apagou um pico do horizonte, mas n\u00e3o conseguiu apagar a mem\u00f3ria, que sobrevive gravada em placas de ferro pelas ruas onde um menino um dia olhou para a serra e a transformou em palavra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 paisagens que somem sem que ningu\u00e9m as veja partir, engolidas aos poucos por d\u00e9cadas de trabalho. No cora\u00e7\u00e3o do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, em Minas Gerais, uma cidade viu uma montanha inteira desaparecer do horizonte. 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