{"id":218504,"date":"2026-05-27T03:35:00","date_gmt":"2026-05-27T06:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/?p=218504"},"modified":"2026-05-26T20:46:20","modified_gmt":"2026-05-26T23:46:20","slug":"funcionaria-e-demitida-apos-soltar-pum-no-trabalho-e-empresa-acaba-pagando-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/05\/27\/funcionaria-e-demitida-apos-soltar-pum-no-trabalho-e-empresa-acaba-pagando-indenizacao\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1ria \u00e9 demitida ap\u00f3s soltar pum no trabalho e empresa acaba pagando indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Um processo trabalhista inusitado, ocorrido originalmente em 2007, voltou a circular com for\u00e7a nas redes sociais em 2026. O caso envolve uma empresa de <strong>Cotia<\/strong>, em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, que tentou aplicar uma justa causa em uma funcion\u00e1ria sob a alega\u00e7\u00e3o de comportamento inadequado, resultando em uma condena\u00e7\u00e3o por <strong>indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como a Justi\u00e7a do Trabalho avaliou o caso da demiss\u00e3o e da indeniza\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio chegou ao <a href=\"https:\/\/ww2.trt2.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o<\/a> (TRT-SP) ap\u00f3s a trabalhadora recorrer da penalidade m\u00e1xima aplicada pela empregadora. O magistrado respons\u00e1vel pela decis\u00e3o, <strong>Ricardo Artur Costa e Trigueiros<\/strong>, invalidou a justa causa ao entender que o ato era uma rea\u00e7\u00e3o org\u00e2nica natural, imposs\u00edvel de ser punida com o encerramento do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Justi\u00e7a, a empresa n\u00e3o conseguiu comprovar os requisitos legais para a medida extrema:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>A conduta n\u00e3o se enquadrava em nenhuma das hip\u00f3teses previstas no artigo 482 da <strong>CLT<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o houve prova de que a a\u00e7\u00e3o fosse deliberada ou visasse prejudicar o ambiente.<\/li>\n\n\n\n<li>A puni\u00e7\u00e3o foi considerada desproporcional \u00e0 natureza involunt\u00e1ria da situa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir-1024x576.jpg\" alt=\"Trabalhador com carteira assinada deve ficar atento ao novo reajuste e regras do vale transporte em 2026\" class=\"wp-image-208017\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/carteira-assinada-dinheir.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Caso de demiss\u00e3o por comportamento no trabalho termina em condena\u00e7\u00e3o da empresa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a decis\u00e3o continua relevante para os trabalhadores em 2026?<\/h2>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a de 2008 estabeleceu um precedente jur\u00eddico que protege o trabalhador contra arbitrariedades. O princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana imp\u00f5e limites ao poder disciplinar da empresa, proibindo san\u00e7\u00f5es baseadas em condi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas ou eventos involunt\u00e1rios que n\u00e3o afetam a produtividade real do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela abaixo resume os elementos que a justi\u00e7a analisa ao julgar uma demiss\u00e3o por justa causa:<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"484\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733-1024x484.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-218801\" style=\"width:872px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733-1024x484.png 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733-300x142.png 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733-768x363.png 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733-750x354.png 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733-1140x539.png 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-733.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais comportamentos podem, de fato, gerar uma justa causa e indeniza\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>A <strong>CLT<\/strong> \u00e9 muito clara sobre os motivos que autorizam a dispensa por justa causa. O empregador deve ter provas robustas de que o funcion\u00e1rio cometeu uma falta grave que tornou invi\u00e1vel a continuidade do v\u00ednculo profissional. Casos de natureza biol\u00f3gica, como o ocorrido em <strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, s\u00e3o automaticamente descartados pelos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente de situa\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias, a demiss\u00e3o por justa causa exige:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Atos de improbidade, como roubos ou fraudes.<\/li>\n\n\n\n<li>Insubordina\u00e7\u00e3o ou desobedi\u00eancia grave \u00e0s ordens diretas.<\/li>\n\n\n\n<li>Des\u00eddia, caracterizada pela pregui\u00e7a ou desinteresse habitual e comprovado.<\/li>\n\n\n\n<li>Ofensas f\u00edsicas ou verbais contra colegas ou superiores.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/05\/25\/faxineira-e-mandada-embora-apos-545-dias-afastada-e-pede-mais-dinheiro-na-justica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Faxineira \u00e9 mandada embora ap\u00f3s 545 dias afastada e pede mais dinheiro na Justi\u00e7a<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que casos antigos viralizam como se fossem not\u00edcias novas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Em maio de 2026, p\u00e1ginas voltadas para o entretenimento jur\u00eddico republicaram a hist\u00f3ria sem as devidas datas. Esse fen\u00f4meno de desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 comum, pois eventos curiosos geram alto engajamento, mas \u00e9 importante verificar a origem da fonte antes de compartilhar o conte\u00fado como algo recente.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do tempo, o entendimento jur\u00eddico sobre o tema apenas se fortaleceu. Recentemente, tribunais como o <a href=\"https:\/\/www.trt15.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRT-15<\/a> (Campinas) e o <a href=\"https:\/\/www.trt4.jus.br\/portais\/trt4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRT-RS<\/a> (Porto Alegre) reafirmaram que dispensas discriminat\u00f3rias ou acusa\u00e7\u00f5es falsas resultam em condena\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias significativas para as empresas. O valor de <strong>R$ 10.000<\/strong> fixado no processo original \u00e9 um exemplo claro de como a Justi\u00e7a protege o trabalhador contra abusos que afetam sua honra e estabilidade emocional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um processo trabalhista inusitado, ocorrido originalmente em 2007, voltou a circular com for\u00e7a nas redes sociais em 2026. O caso envolve uma empresa de Cotia, em S\u00e3o Paulo, que tentou aplicar uma justa causa em uma funcion\u00e1ria sob a alega\u00e7\u00e3o de comportamento inadequado, resultando em uma condena\u00e7\u00e3o por indeniza\u00e7\u00e3o. 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