{"id":194945,"date":"2026-04-19T16:50:00","date_gmt":"2026-04-19T19:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/?p=194945"},"modified":"2026-04-18T19:32:01","modified_gmt":"2026-04-18T22:32:01","slug":"por-que-mineiro-fala-uai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/","title":{"rendered":"Por que mineiro fala &#8220;UAI&#8221;?"},"content":{"rendered":"\n<p>Tr\u00eas letras, uma entona\u00e7\u00e3o e significados que v\u00e3o do espanto \u00e0 cumplicidade. O &#8220;uai&#8221; \u00e9 provavelmente a express\u00e3o mais reconhecida do portugu\u00eas brasileiro, capaz de identificar um mineiro a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Mas por tr\u00e1s dessa interjei\u00e7\u00e3o aparentemente simples existe um debate lingu\u00edstico s\u00e9rio, com hip\u00f3teses que atravessam s\u00e9culos, oceanos e at\u00e9 o interior caipira de S\u00e3o Paulo. A resposta definitiva ainda n\u00e3o existe, e talvez essa incerteza seja justamente parte do charme.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O &#8220;uai&#8221; veio dos A\u00e7ores ou do interior de Minas?<\/h2>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese mais aceita entre os pesquisadores contempor\u00e2neos aponta para as ilhas dos A\u00e7ores como ber\u00e7o da express\u00e3o. Segundo o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/gerais\/2025\/01\/7032947-de-onde-vem-o-famoso-uai-simbolo-de-minas-gerais.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Estado de Minas<\/strong><\/a>, pesquisa recente do&nbsp;<strong>Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Minas Gerais<\/strong>&nbsp;identificou o verbete &#8220;uai&#8221; no&nbsp;<em>Dicion\u00e1rio de Falares dos A\u00e7ores<\/em>, onde j\u00e1 aparecia como interjei\u00e7\u00e3o de espanto. Grande parte dos primeiros colonizadores de Minas veio do arquip\u00e9lago, e a palavra teria viajado com eles ainda no s\u00e9culo 18, enraizando-se no vocabul\u00e1rio local antes mesmo de qualquer influ\u00eancia estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda uma segunda teoria de base acad\u00eamica, sustentada pelo fil\u00f3logo&nbsp;<strong>Amadeu Amaral<\/strong>&nbsp;(1875-1929) e aprofundada pelo pesquisador&nbsp;<strong>Hadinei Ribeiro Batista<\/strong>, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/periodicos.ufsm.br\/fragmentum\/article\/view\/11309\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)<\/strong><\/a>. Para esses estudiosos, o &#8220;uai&#8221; derivaria de &#8220;olhai&#8221;, forma imperativa usada no dialeto caipira do interior paulista para chamar a aten\u00e7\u00e3o do interlocutor. Por um processo gradual de mudan\u00e7a fon\u00e9tica, &#8220;olhai&#8221; teria se comprimido em &#8220;uai&#8221; ao longo de gera\u00e7\u00f5es, o que explicaria tamb\u00e9m por que a express\u00e3o aparece em Goi\u00e1s, estado vizinho com ra\u00edzes culturais compartilhadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976-1024x572.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-195633\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976-1024x572.jpeg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976-300x167.jpeg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976-768x429.jpeg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976-750x419.jpeg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976-1140x636.jpeg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_boca-de-uma-pessoa-pronun_2785206976.jpeg 1376w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tudo que voc\u00ea n\u00e3o sabia sobre a palavra mais mineira do Brasil<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A hist\u00f3ria dos ingleses faz sentido lingu\u00edstica?<\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das narrativas mais populares liga o &#8220;uai&#8221; \u00e0 presen\u00e7a de trabalhadores brit\u00e2nicos em Minas Gerais durante o s\u00e9culo 19. Por volta de 1834, ingleses chegaram a&nbsp;<strong>Nova Lima<\/strong>&nbsp;para operar a&nbsp;<strong>Mina de Morro Velho<\/strong>, e a palavra &#8220;why&#8221; em ingl\u00eas tem pron\u00fancia praticamente id\u00eantica \u00e0 interjei\u00e7\u00e3o mineira. At\u00e9 a express\u00e3o &#8220;why, sir?&#8221; soa muito pr\u00f3xima do cl\u00e1ssico &#8220;uai, s\u00f4&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema dessa hip\u00f3tese \u00e9 geogr\u00e1fico e cronol\u00f3gico. Conforme apontam pesquisadores do IHGMG, a presen\u00e7a brit\u00e2nica ficou restrita a poucas regi\u00f5es do estado e ocorreu quando o vocabul\u00e1rio local j\u00e1 estava consolidado. Dificilmente uma palavra originada de um contato t\u00e3o localizado teria se espalhado por todo o territ\u00f3rio mineiro com tanta naturalidade e velocidade. A teoria \u00e9 sedutora, mas os dados hist\u00f3ricos a enfraquecem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 a hip\u00f3tese que virou fake news?<\/h2>\n\n\n\n<p>Circulou durante anos nas redes sociais uma hist\u00f3ria de que &#8220;uai&#8221; seria uma sigla usada pelos inconfidentes mineiros no s\u00e9culo 18, significando &#8220;Uni\u00e3o, Amor e Independ\u00eancia&#8221;. Segundo a lenda, os conspiradores dariam tr\u00eas batidas na porta dos esconderijos e quem estivesse do lado de fora responderia com a senha secreta. A vers\u00e3o chegou a citar uma suposta pesquisa encomendada pelo ex-presidente&nbsp;<strong>Juscelino Kubitschek<\/strong>&nbsp;e publicada no&nbsp;<em>Correio Braziliense<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores e linguistas descartaram completamente essa hip\u00f3tese. Al\u00e9m disso, como observa o professor de l\u00edngua portuguesa da\u00a0<strong>USP<\/strong>\u00a0M\u00e1rio Eduardo Viaro, palavras de origem artificial raramente se difundem de forma espont\u00e2nea entre toda uma popula\u00e7\u00e3o, especialmente antes da era do r\u00e1dio e da televis\u00e3o. A sigla nunca existiu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que o &#8220;uai&#8221; diz sobre a identidade mineira?<\/h2>\n\n\n\n<p>Independentemente da origem, o &#8220;uai&#8221; hoje carrega um peso cultural que vai muito al\u00e9m da lingu\u00edstica. A express\u00e3o funciona como espanto, d\u00favida, impaci\u00eancia, admira\u00e7\u00e3o, susto e at\u00e9 como recurso para ganhar tempo numa conversa. Uma mesma s\u00edlaba muda de significado conforme a entona\u00e7\u00e3o, o contexto e o rosto de quem fala.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"572\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777-1024x572.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-195635\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777-1024x572.jpeg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777-300x167.jpeg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777-768x429.jpeg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777-750x419.jpeg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777-1140x636.jpeg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785209777.jpeg 1376w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O &#8220;uai&#8221; tem hist\u00f3ria \u2014 e ela \u00e9 mais antiga do que voc\u00ea pensa\n\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O impacto cultural chegou at\u00e9 a ci\u00eancia. Pesquisadores batizaram ao menos quatro esp\u00e9cies descobertas em territ\u00f3rio mineiro com o famoso termo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Iandumoema uai<\/em>: esp\u00e9cie de opili\u00e3o encontrada em uma \u00fanica gruta do munic\u00edpio de Itacarambi, hoje amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li><em>Hylodes uai<\/em>: uma r\u00e3 de apenas tr\u00eas cent\u00edmetros descoberta no Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte<\/li>\n\n\n\n<li><em>Laranda uai<\/em>: grilo registrado em fragmentos de Mata Atl\u00e2ntica no munic\u00edpio de Vi\u00e7osa<\/li>\n\n\n\n<li><em>Hyphessobrycon uaiso<\/em>: peixinho do rio Uberaba, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, descrito pela ci\u00eancia em 2013<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A l\u00edngua preserva o que a hist\u00f3ria esquece. Essas esp\u00e9cies carregam no nome cient\u00edfico o registro de uma identidade regional que atravessou s\u00e9culos sem pedir licen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Que tal descobrir de onde vem o jeito de falar da sua regi\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>O &#8220;uai&#8221; \u00e9 um lembrete de que a l\u00edngua n\u00e3o \u00e9 apenas um instrumento de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 um arquivo vivo de quem somos. Express\u00f5es como essa revelam rotas migrat\u00f3rias, contatos hist\u00f3ricos e resist\u00eancias culturais que nenhum livro de hist\u00f3ria consegue traduzir com tanta precis\u00e3o.&nbsp;<strong>Prestar aten\u00e7\u00e3o no jeito de falar do seu povo pode ser a forma mais acess\u00edvel de fazer arqueologia cultural.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas letras, uma entona\u00e7\u00e3o e significados que v\u00e3o do espanto \u00e0 cumplicidade. O &#8220;uai&#8221; \u00e9 provavelmente a express\u00e3o mais reconhecida do portugu\u00eas brasileiro, capaz de identificar um mineiro a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Mas por tr\u00e1s dessa interjei\u00e7\u00e3o aparentemente simples existe um debate lingu\u00edstico s\u00e9rio, com hip\u00f3teses que atravessam s\u00e9culos, oceanos e at\u00e9 o interior caipira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":195632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"footnotes":""},"categories":[8819],"tags":[28411,28412,28409,28410],"class_list":["post-194945","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-curiosidades","tag-cultura-de-minas-gerais","tag-expressao-mineira-uai","tag-origem-do-uai","tag-significado-de-uai"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.8 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Por que mineiro fala &quot;UAI&quot;? - Estado de Minas - Em foco<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"A origem do uai em Minas Gerais envolve teoria a\u00e7oriana, caipira e at\u00e9 inglesa. Entenda como a express\u00e3o virou s\u00edmbolo cultural mineiro.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Por que mineiro fala &quot;UAI&quot;? - Estado de Minas - Em foco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A origem do uai em Minas Gerais envolve teoria a\u00e7oriana, caipira e at\u00e9 inglesa. Entenda como a express\u00e3o virou s\u00edmbolo cultural mineiro.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estado de Minas - Em foco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-04-19T19:50:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-04-18T22:32:01+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785230122.jpeg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1376\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"768\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Vanessa Tavares\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Vanessa Tavares\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"5 minutos\" \/>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Por que mineiro fala \"UAI\"? - Estado de Minas - Em foco","description":"A origem do uai em Minas Gerais envolve teoria a\u00e7oriana, caipira e at\u00e9 inglesa. Entenda como a express\u00e3o virou s\u00edmbolo cultural mineiro.","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Por que mineiro fala \"UAI\"? - Estado de Minas - Em foco","og_description":"A origem do uai em Minas Gerais envolve teoria a\u00e7oriana, caipira e at\u00e9 inglesa. Entenda como a express\u00e3o virou s\u00edmbolo cultural mineiro.","og_url":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/","og_site_name":"Estado de Minas - Em foco","article_published_time":"2026-04-19T19:50:00+00:00","article_modified_time":"2026-04-18T22:32:01+00:00","og_image":[{"width":1376,"height":768,"url":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785230122.jpeg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Vanessa Tavares","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Vanessa Tavares","Est. tempo de leitura":"5 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/","url":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/","name":"Por que mineiro fala \"UAI\"? - Estado de Minas - Em foco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785230122.jpeg","datePublished":"2026-04-19T19:50:00+00:00","dateModified":"2026-04-18T22:32:01+00:00","author":{"@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/#\/schema\/person\/4a7a157aac450b98edc86f15a7434f0b"},"description":"A origem do uai em Minas Gerais envolve teoria a\u00e7oriana, caipira e at\u00e9 inglesa. Entenda como a express\u00e3o virou s\u00edmbolo cultural mineiro.","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785230122.jpeg","contentUrl":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freepik_placa-de-madeira-rustica-_2785230122.jpeg","width":1376,"height":768,"caption":"De onde vem o \"uai\" dos mineiros?"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/04\/19\/por-que-mineiro-fala-uai\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Por que mineiro fala &#8220;UAI&#8221;?"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/#website","url":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/","name":"Estado de Minas - Em foco","description":"Acompanhe as \u00faltimas not\u00edcias e fique bem informado sobre tudo o que acontece em Minas Gerais, Brasil e no mundo.","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/#\/schema\/person\/4a7a157aac450b98edc86f15a7434f0b","name":"Vanessa Tavares","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/088c9372da58da00f00f8e508f13d635?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/088c9372da58da00f00f8e508f13d635?s=96&d=mm&r=g","caption":"Vanessa Tavares"},"sameAs":["https:\/\/www.em.com.br\/emfoco"],"url":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/author\/vanessamyth\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194945","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194945"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194945\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":195637,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194945\/revisions\/195637"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/195632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}