{"id":179255,"date":"2026-03-09T19:55:00","date_gmt":"2026-03-09T22:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/?p=179255"},"modified":"2026-03-09T10:42:12","modified_gmt":"2026-03-09T13:42:12","slug":"o-trem-para-as-nuvens-ferrovia-que-sobe-a-4-200-metros-na-montanha-atravessa-viadutos-vertiginosos-e-toca-o-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/03\/09\/o-trem-para-as-nuvens-ferrovia-que-sobe-a-4-200-metros-na-montanha-atravessa-viadutos-vertiginosos-e-toca-o-ceu\/","title":{"rendered":"O \u201cTrem para as Nuvens\u201d: ferrovia que sobe a 4.200 metros na montanha, atravessa viadutos vertiginosos e toca o c\u00e9u"},"content":{"rendered":"\n<p>O ar rarefeito da <strong>Puna de Atacama<\/strong> engole o som dos trilhos. A 4.220 metros de altitude, o <strong>Tren a las Nubes<\/strong> cruza um viaduto em curva sobre o vazio, e os passageiros sentem que podem estender a m\u00e3o e tocar o c\u00e9u. Essa ferrovia, na prov\u00edncia de <strong>Salta<\/strong>, \u00e9 uma das mais altas do planeta, mas o que a torna \u00fanica vai al\u00e9m da altitude.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que esse trem n\u00e3o usa cremalheira para subir os Andes?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ferrovias de montanha costumam depender de trilhos dentados, o sistema de cremalheira, para vencer inclina\u00e7\u00f5es extremas. O <strong>Tren a las Nubes<\/strong> dispensou esse recurso. O engenheiro americano <strong>Richard Fontaine Maury<\/strong>, nascido na Filad\u00e9lfia em 1882, desenhou um tra\u00e7ado sinuoso que resolve a subida com zigzags e espirais chamados \u201crulos\u201d. Nos zigzags, a composi\u00e7\u00e3o avan\u00e7a, para, recua em marcha \u00e0 r\u00e9 e retoma o avan\u00e7o em n\u00edvel mais alto. Nos rulos, o trem descreve um c\u00edrculo quase perfeito, ganhando altitude a cada volta, e cruza sobre os pr\u00f3prios trilhos por um pequeno viaduto.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686-1024x576.jpg\" alt=\"O \u201cTrem para as Nuvens\u201d: ferrovia que sobe a 4.200 metros na montanha, atravessa viadutos vertiginosos e toca o c\u00e9u\" class=\"wp-image-179290\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct2-47686.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tren a las Nubes oferece o desafio t\u00e9cnico de uma ferrovia que n\u00e3o utiliza cremalheiras para vencer as encostas dos Andes \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Essa solu\u00e7\u00e3o exigiu 29 pontes, 21 t\u00faneis, 13 viadutos e 2 espirais distribu\u00eddos ao longo de 217 km entre a cidade de <strong>Salta<\/strong> e o <strong>Viaduto La Polvorilla<\/strong>. O resultado \u00e9 uma rampa suave, com inclina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 25 metros por quil\u00f4metro, suficiente para que as rodas convencionais mantenham ader\u00eancia sem nenhum mecanismo extra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538-1024x576.jpg\" alt=\"O \u201cTrem para as Nuvens\u201d: ferrovia que sobe a 4.200 metros na montanha, atravessa viadutos vertiginosos e toca o c\u00e9u\" class=\"wp-image-179292\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_crossing_viaduct-57538.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tren a las Nubes une a engenharia audaciosa \u00e0 marca de 4.200 metros de altitude sobre o viaduto La Polvorilla \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um viaduto em curva que saiu de um estaleiro na It\u00e1lia<\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>Viaduto La Polvorilla<\/strong> \u00e9 a pe\u00e7a central dessa engenharia. Com 224 metros de comprimento e 63 metros de altura sobre a quebrada, ele \u00e9 o \u00fanico viaduto ferrovi\u00e1rio do mundo constru\u00eddo simultaneamente em curva, em rampa ascendente e com inclina\u00e7\u00e3o lateral. O lado oeste \u00e9 4,5 metros mais alto que o lado leste, detalhe quase impercept\u00edvel a olho nu.<\/p>\n\n\n\n<p>As vigas de a\u00e7o, pesando 1.590 toneladas ao todo, foram fundidas no estaleiro <strong>Cantiere Navale Triestino<\/strong>, em Monfalcone, na <strong>It\u00e1lia<\/strong>. Antes de chegar \u00e0 Puna, cada pe\u00e7a viajou de navio at\u00e9 <strong>Buenos Aires<\/strong> e depois percorreu milhares de quil\u00f4metros de trem at\u00e9 o canteiro de obras, acima dos 4.000 metros. A montagem, conclu\u00edda em 1932, custou a vida de tr\u00eas oper\u00e1rios. Seus restos repousam no cemit\u00e9rio de <strong>Mina Concordia<\/strong>, aos p\u00e9s da estrutura que ajudaram a erguer.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem sonha com viagens \u00e9picas pela <strong>Am\u00e9rica do Sul<\/strong>, vai curtir esse v\u00eddeo especialmente selecionado do canal <strong>Vou na Janela<\/strong>, que conta com mais de <strong>62 mil<\/strong> visualiza\u00e7\u00f5es, onde o apresentador mostra a jornada no <strong>Trem das Nuvens<\/strong>, atingindo <strong>4.220 metros<\/strong> de altitude na <strong>Argentina<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jeg_video_container jeg_video_content\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"TREM DAS NUVENS EM SALTA NA ARGENTINA: Um dos passeios mais incr\u00edveis da Am\u00e9rica do Sul\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sHwbf1GEdNs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">27 anos de obras e um engenheiro que morreu na pobreza<\/h2>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o do ramal C-14, como a ferrovia \u00e9 oficialmente conhecida, come\u00e7ou em 1921 com o objetivo de ligar Salta ao porto chileno de <strong>Antofagasta<\/strong>, atravessando os <strong>Andes<\/strong>. Foram necess\u00e1rios 27 anos, interrup\u00e7\u00f5es por crises econ\u00f4micas e trocas de governo at\u00e9 a inaugura\u00e7\u00e3o completa, em 20 de fevereiro de 1948, quando os trilhos argentinos finalmente se conectaram aos chilenos em <strong>Socompa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Richard Maury comandou as obras entre 1921 e 1931. Cidad\u00e3o argentino naturalizado, professor honor\u00e1rio da <strong>Universidade Nacional de Tucum\u00e1n<\/strong>, ele terminou a carreira afastado do projeto que o consagrou. Morreu em <strong>C\u00f3rdoba<\/strong> em 1950, quase sem recursos. Desde 1957, seus restos est\u00e3o enterrados junto a um monumento na esta\u00e7\u00e3o de <strong>Campo Quijano<\/strong>, portal de entrada da ferrovia que projetou. Uma esta\u00e7\u00e3o do ramal, antes chamada <strong>El G\u00f3lgota<\/strong>, foi rebatizada como <strong>Ingeniero Maury<\/strong> em sua homenagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O nome que nasceu de uma nuvem de vapor no filme<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante d\u00e9cadas, o ramal n\u00e3o tinha apelido tur\u00edstico. No in\u00edcio dos anos 1960, estudantes filmaram a viagem de dentro dos vag\u00f5es. Na \u00e9poca, locomotivas a vapor puxavam a composi\u00e7\u00e3o, e o vapor expelido, ao se misturar com o ar gelado da montanha, formava nuvens densas. Quando a filmagem foi oferecida ao jornal <strong>Clar\u00edn<\/strong> para um document\u00e1rio, algu\u00e9m sugeriu o t\u00edtulo \u201cTren a las Nubes\u201d, e o nome pegou. <strong>Ferrocarriles Argentinos<\/strong> adotou a marca quando transformou o trecho em passeio tur\u00edstico nos anos 1970. Em 1978, o jornalista <strong>Federico B. Kirbus<\/strong> publicou na revista do <strong>Autom\u00f3vil Club Argentino<\/strong> uma reportagem que popularizou a experi\u00eancia para o grande p\u00fablico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-179288\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_nubes_trenesarg-42045.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tren a las Nubes destaca-se como a proeza ferrovi\u00e1ria de 1.590 toneladas de a\u00e7o italiano suspensas no c\u00e9u de Salta \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/2026\/03\/04\/uma-montanha-1-385-metros-desapareceu-a-cidade-mineira-a-2-horas-de-belo-horizonte-onde-a-paisagem-valia-menos-que-os-lucros-e-o-maior-poeta-brasileiro-nasceu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Uma montanha de 1.385 metros desapareceu, a cidade mineira a 2 horas de Belo Horizonte onde a paisagem valia menos que os lucros e o maior poeta brasileiro nasceu<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que esperar da viagem a 4.220 metros de altitude<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, o passeio combina \u00f4nibus e trem. A sa\u00edda acontece de madrugada, em Salta, pela <strong>Ruta Nacional 51<\/strong>. O \u00f4nibus atravessa a <strong>Quebrada del Toro<\/strong>, com paradas em vilarejos andinos como <strong>El Alfarcito<\/strong> e nas ru\u00ednas pr\u00e9-colombianas de <strong>Santa Rosa de Tastil<\/strong>. Em <strong>San Antonio de los Cobres<\/strong>, a cidade habitada mais alta da Argentina (3.775 m), os passageiros embarcam no trem rumo ao viaduto.<\/p>\n\n\n\n<p>A composi\u00e7\u00e3o leva at\u00e9 468 pessoas, viaja a no m\u00e1ximo 35 km\/h e conta com m\u00e9dico, oxig\u00eanio suplementar e guias bil\u00edngues. A ida at\u00e9 La Polvorilla dura cerca de uma hora. No viaduto, o trem para por 30 minutos para fotos e uma cerim\u00f4nia \u00e0 bandeira. O retorno a Salta acontece no fim da tarde, totalizando aproximadamente 16 horas de experi\u00eancia. A temporada vai de abril a novembro; no ver\u00e3o austral, chuvas interrompem o servi\u00e7o para manuten\u00e7\u00e3o das vias. Informa\u00e7\u00f5es atualizadas est\u00e3o no <a href=\"https:\/\/trenalasnubes.com.ar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>site oficial do Tren a las Nubes<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-179289\" srcset=\"https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792-750x422.jpg 750w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/www.em.com.br\/emfoco\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/ngz-Tren_a_las_nubes_cruzando_Viaducto_la_Polvorilla-50792.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tren a las Nubes une a engenharia audaciosa \u00e0 marca de 4.200 metros de altitude sobre o viaduto La Polvorilla \/\/ Cr\u00e9ditos: Wikipedia \/ Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Suba aos Andes e sinta o sil\u00eancio dos trilhos<\/h2>\n\n\n\n<p>O Tren a las Nubes re\u00fane, em um \u00fanico trajeto, engenharia ousada, paisagem extrema e a hist\u00f3ria de homens que enfrentaram o frio e a altitude para cravar trilhos onde parecia imposs\u00edvel. Poucas experi\u00eancias ferrovi\u00e1rias no mundo entregam tanto em t\u00e3o pouco tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Reserve um dia inteiro, leve agasalho e folhas de coca, e deixe a Puna mostrar por que essa ferrovia ganhou o nome que tem. \u00c9 o tipo de viagem que muda a forma como voc\u00ea olha para um trem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ar rarefeito da Puna de Atacama engole o som dos trilhos. A 4.220 metros de altitude, o Tren a las Nubes cruza um viaduto em curva sobre o vazio, e os passageiros sentem que podem estender a m\u00e3o e tocar o c\u00e9u. 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