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Um estudo divulgado na revista científica "Journal of Affective Disorders" revelou que o café pode oferecer benefícios significativos à saúde mental, indo muito além do simples aumento de energia e disposição.

Um estudo divulgado na revista científica "Journal of Affective Disorders" revelou que o café pode oferecer benefícios significativos à saúde mental, indo muito além do simples aumento de energia e disposição.

Pixabay
A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade Fudan, na China, e acompanhou mais de 460 mil indivíduos sem histórico prévio de transtornos psíquicos ao longo de 13 anos.

A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade Fudan, na China, e acompanhou mais de 460 mil indivíduos sem histórico prévio de transtornos psíquicos ao longo de 13 anos.

Reprodução/Freepik
Os dados indicaram que o consumo balanceado da bebida está fortemente relacionado a uma redução no risco de desenvolvimento de quadros de ansiedade e depressão.

Os dados indicaram que o consumo balanceado da bebida está fortemente relacionado a uma redução no risco de desenvolvimento de quadros de ansiedade e depressão.

AmericanAez220/Pixabay
A análise identificou que a ingestão ideal para obter esse efeito protetor gira em torno de duas a três xícaras diárias. Curiosamente, os participantes que não consumiam a bebida ou que excediam essa quantidade não apresentaram os mesmos benefícios.

A análise identificou que a ingestão ideal para obter esse efeito protetor gira em torno de duas a três xícaras diárias. Curiosamente, os participantes que não consumiam a bebida ou que excediam essa quantidade não apresentaram os mesmos benefícios.

Juraj varga/Pixabay
No caso de consumos elevados, como cinco xícaras ou mais por dia, ficou constatado, inclusive, uma maior probabilidade de transtornos emocionais. Esse comportamento reforça a ideia de que a quantidade ingerida exerce papel decisivo nos possíveis efeitos observados.

No caso de consumos elevados, como cinco xícaras ou mais por dia, ficou constatado, inclusive, uma maior probabilidade de transtornos emocionais. Esse comportamento reforça a ideia de que a quantidade ingerida exerce papel decisivo nos possíveis efeitos observados.

Elias shariff falla/Pixabay
O padrão positivo foi notado independentemente do tipo de café escolhido, abrangendo versões moídas, instantâneas e até o descafeinado, embora a associação tenha se mostrado mais intensa entre o público masculino.

O padrão positivo foi notado independentemente do tipo de café escolhido, abrangendo versões moídas, instantâneas e até o descafeinado, embora a associação tenha se mostrado mais intensa entre o público masculino.

Pexels/Archie Binamira
Os pesquisadores levaram em conta fatores adicionais que poderiam interferir na análise dos resultados, entre eles idade, nível de escolaridade, prática de atividades físicas e presença de outras condições de saúde.

Os pesquisadores levaram em conta fatores adicionais que poderiam interferir na análise dos resultados, entre eles idade, nível de escolaridade, prática de atividades físicas e presença de outras condições de saúde.

Imagem Freepik
A equipe também avaliou diferenças genéticas relacionadas à velocidade com que cada organismo metaboliza a cafeína. Mesmo com essas variações individuais, o padrão geral observado permaneceu semelhante entre os participantes analisados.

A equipe também avaliou diferenças genéticas relacionadas à velocidade com que cada organismo metaboliza a cafeína. Mesmo com essas variações individuais, o padrão geral observado permaneceu semelhante entre os participantes analisados.

Pexels/Helena Lopes
Apesar disso, o estudo não permite afirmar que o café seja diretamente responsável pela redução do risco desses transtornos; os resultados indicam apenas uma associação estatística relevante que merece ser investigada em pesquisas futuras.

Apesar disso, o estudo não permite afirmar que o café seja diretamente responsável pela redução do risco desses transtornos; os resultados indicam apenas uma associação estatística relevante que merece ser investigada em pesquisas futuras.

Pixabay
Uma possível explicação, segundo os cientistas, envolve a presença de compostos bioativos na bebida capazes de influenciar processos inflamatórios e áreas cerebrais ligadas ao estresse.

Uma possível explicação, segundo os cientistas, envolve a presença de compostos bioativos na bebida capazes de influenciar processos inflamatórios e áreas cerebrais ligadas ao estresse.

Raimond Klavins/Unsplash
O estudo complementa evidências anteriores que já vinculavam o café à longevidade e à proteção cardiovascular, posicionando a bebida como uma potencial aliada na manutenção do bem-estar.

O estudo complementa evidências anteriores que já vinculavam o café à longevidade e à proteção cardiovascular, posicionando a bebida como uma potencial aliada na manutenção do bem-estar.

Antonio Cansino/Pixabay
Assim, o hábito milenar de tomar um cafezinho ganha agora um novo respaldo científico, reforçando que o equilíbrio é a chave para transformar um prazer cotidiano em uma ferramenta de prevenção para a saúde mental.

Assim, o hábito milenar de tomar um cafezinho ganha agora um novo respaldo científico, reforçando que o equilíbrio é a chave para transformar um prazer cotidiano em uma ferramenta de prevenção para a saúde mental.

Pexels/Julia Sakelli