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Cientistas estão recriando em laboratório a estrela-do-mar girassol para enfrentar o colapso das florestas de algas na Califórnia. Após a mortandade de 2013 (leia abaixo), a ausência desse predador permitiu a explosão de ouriços do mar roxos, que passaram a devastar grandes áreas costeiras.

Cientistas estão recriando em laboratório a estrela-do-mar girassol para enfrentar o colapso das florestas de algas na Califórnia. Após a mortandade de 2013 (leia abaixo), a ausência desse predador permitiu a explosão de ouriços do mar roxos, que passaram a devastar grandes áreas costeiras.

Academia de Ciências da Califórnia
Com investimento de US$ 18 milhões da NOAA e apoio de parceiros, o projeto reúne reprodução em aquários, estudos genéticos, criopreservação, busca por exemplares sobreviventes e futura reintrodução no oceano.

Com investimento de US$ 18 milhões da NOAA e apoio de parceiros, o projeto reúne reprodução em aquários, estudos genéticos, criopreservação, busca por exemplares sobreviventes e futura reintrodução no oceano.

Robin Riggs/Aquário do Pacífico
A espécie é vista como peça chave para restaurar o equilíbrio ecológico, já que consegue consumir dezenas de ouriços por dia e ajudar a recuperar um sistema marinho que gerava milhões e sofreu perdas econômicas severas.

A espécie é vista como peça chave para restaurar o equilíbrio ecológico, já que consegue consumir dezenas de ouriços por dia e ajudar a recuperar um sistema marinho que gerava milhões e sofreu perdas econômicas severas.

Flickr - Ed Bierman
Recentemente, afinal, cientistas identificaram a causa de uma epidemia que, desde 2013, causou a morte de mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar ao longo da costa do Pacífico na América do Norte.

Recentemente, afinal, cientistas identificaram a causa de uma epidemia que, desde 2013, causou a morte de mais de 5 bilhões de estrelas-do-mar ao longo da costa do Pacífico na América do Norte.

Mondfeuer/Pixabay
A doença, que provoca lesões, perda de braços e decomposição dos tecidos, devastou mais de 20 espécies. A estrela-do-mar-girassol foi a espécie mais afetada, com perda de 90% da população nos primeiros cinco anos.

A doença, que provoca lesões, perda de braços e decomposição dos tecidos, devastou mais de 20 espécies. A estrela-do-mar-girassol foi a espécie mais afetada, com perda de 90% da população nos primeiros cinco anos.

U Hd/Pixabay
Após anos de investigação e hipóteses descartadas — como a de um vírus —, pesquisadores do Hakai Institute descobriram que a responsável é a bactéria Vibrio pectenicida.

Após anos de investigação e hipóteses descartadas — como a de um vírus —, pesquisadores do Hakai Institute descobriram que a responsável é a bactéria Vibrio pectenicida.

Samuel Bordo/Unsplash
Essa bactéria normalmente infecta mariscos e foi identificada no fluido celômico de exemplares vivos. Esse é um fluido corporal responsável por envolver os órgãos desses animais.

Essa bactéria normalmente infecta mariscos e foi identificada no fluido celômico de exemplares vivos. Esse é um fluido corporal responsável por envolver os órgãos desses animais.

Matthew Gollop/Pixabay
“Essas descobertas resolvem uma questão de longa data sobre uma doença muito grave nos oceanos”, apontou Rebecca Vega Thurber, microbiologista marinha da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara.

“Essas descobertas resolvem uma questão de longa data sobre uma doença muito grave nos oceanos”, apontou Rebecca Vega Thurber, microbiologista marinha da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara.

pixmike/Unsplash
Agora, os cientistas planejam estratégias para salvar as populações remanescentes, como reprodução em cativeiro e reintrodução.

Agora, os cientistas planejam estratégias para salvar as populações remanescentes, como reprodução em cativeiro e reintrodução.

Domínio Público - NOAA
A recuperação é crucial porque, sem as estrelas-do-mar, as florestas de algas marinhas foram drasticamente reduzidas, afetando todo o ecossistema.

A recuperação é crucial porque, sem as estrelas-do-mar, as florestas de algas marinhas foram drasticamente reduzidas, afetando todo o ecossistema.

Oleksandr Sushko/Unsplash
Essas florestas são consumidas por ouriços-do-mar que, por sua vez, são presas das estrelas-do-mar, o que explica o desequilíbrio.

Essas florestas são consumidas por ouriços-do-mar que, por sua vez, são presas das estrelas-do-mar, o que explica o desequilíbrio.

Flickr - Szakács Ferenc
As estrelas-do-mar são animais marinhos fascinantes que pertencem ao filo Echinodermata, o mesmo grupo dos ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e lírios-do-mar.

As estrelas-do-mar são animais marinhos fascinantes que pertencem ao filo Echinodermata, o mesmo grupo dos ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e lírios-do-mar.

Simon Infanger/Unsplash
Elas são conhecidas por sua forma icÃŽnica, geralmente com cinco braços â?? embora algumas espécies possam ter mais.

Elas são conhecidas por sua forma icÃŽnica, geralmente com cinco braços â?? embora algumas espécies possam ter mais.

viswaprem anbarasapandian/Unsplash
Seu corpo é coberto por uma carapaça calcária rígida, mas ainda assim flexível, e muitas apresentam cores vivas, como vermelho, azul, amarelo ou roxo.

Seu corpo é coberto por uma carapaça calcária rígida, mas ainda assim flexível, e muitas apresentam cores vivas, como vermelho, azul, amarelo ou roxo.

Wikimedia Commons/Frédéric Ducarme
Algumas estrelas-do-mar podem ter o corpo coberto de espinhos, o que confere proteção contra predadores. Uma das características mais impressionantes das estrelas-do-mar é: se perderem um braço, podem reconstruí-lo com o tempo.

Algumas estrelas-do-mar podem ter o corpo coberto de espinhos, o que confere proteção contra predadores. Uma das características mais impressionantes das estrelas-do-mar é: se perderem um braço, podem reconstruí-lo com o tempo.

David Clode/Unsplash
Algumas espécies até conseguem regenerar o corpo inteiro a partir de um único braço, desde que parte do disco central esteja intacto.

Algumas espécies até conseguem regenerar o corpo inteiro a partir de um único braço, desde que parte do disco central esteja intacto.

Amir Hossein Kargaran/Unsplash
Normalmente, esses animais são encontrados em quase todos os oceanos do mundo, desde águas rasas até grandes profundidades.

Normalmente, esses animais são encontrados em quase todos os oceanos do mundo, desde águas rasas até grandes profundidades.

David Clode/Unsplash
Outra curiosidade é que as estrelas-do-mar não possuem cérebro nem sangue; em vez disso, contam com um anel nervoso que coordena seus movimentos e água do mar circulando em seu corpo para transportar nutrientes.

Outra curiosidade é que as estrelas-do-mar não possuem cérebro nem sangue; em vez disso, contam com um anel nervoso que coordena seus movimentos e água do mar circulando em seu corpo para transportar nutrientes.

Ursula Krapf/Unsplash