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Na trama da novela “Vale Tudo”, que foi ao ar de março a outubro de 2025, Afonso Roitman – personagem interpretado por Humberto Carrão – recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide. O episódio com essa revelação foi ao ar no dia 30 de agosto.

Na trama da novela “Vale Tudo”, que foi ao ar de março a outubro de 2025, Afonso Roitman – personagem interpretado por Humberto Carrão – recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide. O episódio com essa revelação foi ao ar no dia 30 de agosto.

Reprodução Instagram /@humbertocarrao
Assim, o folhetim da Globo retratou os desafios médicos, emocionais e familiares de quem enfrenta esse tipo de câncer que afeta o sangue. Além de mostrar os sintomas precoces da doença.

Assim, o folhetim da Globo retratou os desafios médicos, emocionais e familiares de quem enfrenta esse tipo de câncer que afeta o sangue. Além de mostrar os sintomas precoces da doença.

Reprodução Instagram /@humbertocarrao
Ao longo dos capítulos, Heleninha Roitman, irmã do personagem – vivida por Paolla Oliveira -, percebeu manchas roxas no braço de Afonso. Depois, ele se queixou de fadiga e exaustão. Por fim, houve sangramentos nasais súbitos que o levaram a procurar atendimento médico.

Ao longo dos capítulos, Heleninha Roitman, irmã do personagem – vivida por Paolla Oliveira -, percebeu manchas roxas no braço de Afonso. Depois, ele se queixou de fadiga e exaustão. Por fim, houve sangramentos nasais súbitos que o levaram a procurar atendimento médico.

Reprodução Instagram /@humbertocarrao
Após exames revelarem o câncer, Afonso foi informado sobre a necessidade de iniciar quimioterapia. A gravidade da situação o levou a raspar a cabeça preventivamente – nesta cena, é Solange, personagem de Alice Wegmann, que o fez. Ele ainda escreveu um testamento – demonstrando o impacto psicológico profundo da notícia.

Após exames revelarem o câncer, Afonso foi informado sobre a necessidade de iniciar quimioterapia. A gravidade da situação o levou a raspar a cabeça preventivamente – nesta cena, é Solange, personagem de Alice Wegmann, que o fez. Ele ainda escreveu um testamento – demonstrando o impacto psicológico profundo da notícia.

Divulgação
Essa não foi a primeira vez que um personagem de novela da Globo teve diagnóstico de leucemia. Em “Laços de Família”, de 2000, ficou muito famosa a cena em que Camila, interpretada por Carolina Dieckmann, teve a cabeça raspada devido ao tratamento quimioterápico para a doença.

Essa não foi a primeira vez que um personagem de novela da Globo teve diagnóstico de leucemia. Em “Laços de Família”, de 2000, ficou muito famosa a cena em que Camila, interpretada por Carolina Dieckmann, teve a cabeça raspada devido ao tratamento quimioterápico para a doença.

Reprodução/TV Globo
Na vida real, a doença tem um caso de repercussão. No dia 7 de setembro, a Igreja Católica canonizou Carlos Acutis, o primeiro santo da geração millennial. O adolescente italiano nascido na Inglaterra morreu aos 15 anos, em 2006, quando passava por tratamento de leucemia.

Na vida real, a doença tem um caso de repercussão. No dia 7 de setembro, a Igreja Católica canonizou Carlos Acutis, o primeiro santo da geração millennial. O adolescente italiano nascido na Inglaterra morreu aos 15 anos, em 2006, quando passava por tratamento de leucemia.

Reprodução do Instagram @carloacustis
Chamado de “padroeiro da internet”, Acutis ganhou notoriedade por fazer uso da rede como canal de evangelização e produção de conteúdos sobre o catolicismo.

Chamado de “padroeiro da internet”, Acutis ganhou notoriedade por fazer uso da rede como canal de evangelização e produção de conteúdos sobre o catolicismo.

Reprodução do Instagram @carloacustis
A leucemia mieloide é um tipo de câncer que tem início na medula óssea, tecido gelatinoso onde são produzidas as células do sangue.

A leucemia mieloide é um tipo de câncer que tem início na medula óssea, tecido gelatinoso onde são produzidas as células do sangue.

VashiDonsk/Wikimédia Commons
Nessa condição maligna, ocorre uma produção descontrolada de células imaturas da linhagem mieloide – precursoras de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas – que não completam seu desenvolvimento.

Nessa condição maligna, ocorre uma produção descontrolada de células imaturas da linhagem mieloide – precursoras de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas – que não completam seu desenvolvimento.

Alexa Molina/Wikimédia Commons
Esse acúmulo prejudica a formação das células sanguíneas saudáveis, comprometendo funções essenciais do organismo.

Esse acúmulo prejudica a formação das células sanguíneas saudáveis, comprometendo funções essenciais do organismo.

Divulgação
Os sinais da leucemia mieloide podem variar, mas geralmente estão relacionados à redução das células normais do sangue.

Os sinais da leucemia mieloide podem variar, mas geralmente estão relacionados à redução das células normais do sangue.

MCSN Brian A. Stone/Wikimédia Commons
Entre os mais comuns estão cansaço extremo e palidez – devido à anemia -, sangramentos e hematomas, uma consequência da queda de plaquetas.

Entre os mais comuns estão cansaço extremo e palidez – devido à anemia -, sangramentos e hematomas, uma consequência da queda de plaquetas.

fabioleon - Flickr
Outros sintomas da doença são: Infecções recorrentes, pela baixa de glóbulos brancos funcionais; febre persistente, perda de peso e suores noturnos; em alguns casos, aumento do fígado, baço ou linfonodos.

Outros sintomas da doença são: Infecções recorrentes, pela baixa de glóbulos brancos funcionais; febre persistente, perda de peso e suores noturnos; em alguns casos, aumento do fígado, baço ou linfonodos.

EternamenteAprendiz/Wikimédia Commons
Como os sintomas podem se confundir com os de outras doenças, é comum que o diagnóstico seja feito apenas após a realização de exames específicos.

Como os sintomas podem se confundir com os de outras doenças, é comum que o diagnóstico seja feito apenas após a realização de exames específicos.

Imagem Freepik
O processo diagnóstico inclui um hemograma completo, exame que analisa os componentes do sangue. Ele pode revelar alterações importantes, como aumento de leucócitos imaturos ou redução significativa de células sanguíneas.

O processo diagnóstico inclui um hemograma completo, exame que analisa os componentes do sangue. Ele pode revelar alterações importantes, como aumento de leucócitos imaturos ou redução significativa de células sanguíneas.

Imagem Freepik
Exames mais detalhados, como mielograma, biópsia de medula óssea, testes de imunofenotipagem e análises genéticas, ajudam a confirmar o tipo de leucemia e a orientar o tratamento.

Exames mais detalhados, como mielograma, biópsia de medula óssea, testes de imunofenotipagem e análises genéticas, ajudam a confirmar o tipo de leucemia e a orientar o tratamento.

Reprodução do Flickr Universidade Federal do Ceará
A leucemia mieloide pode se apresentar em duas formas principais: leucemia mieloide aguda, a LMA, e leucemia mieloide crônica, a LMC.

A leucemia mieloide pode se apresentar em duas formas principais: leucemia mieloide aguda, a LMA, e leucemia mieloide crônica, a LMC.

Imagem Freepik
A leucemia mieloide aguda evolui de forma rápida e requer início imediato de tratamento. É mais comum em adultos, especialmente a partir dos 60 anos.

A leucemia mieloide aguda evolui de forma rápida e requer início imediato de tratamento. É mais comum em adultos, especialmente a partir dos 60 anos.

Imagem Freepik
Já a leucemia mieloide crônica tem progressão mais lenta e está associada a uma alteração genética chamada cromossomo Filadélfia. É mais comum em adultos de meia-idade.

Já a leucemia mieloide crônica tem progressão mais lenta e está associada a uma alteração genética chamada cromossomo Filadélfia. É mais comum em adultos de meia-idade.

Imagem Freepik
O tratamento depende do subtipo da doença, idade do paciente e condições de saúde associadas. Há opções por quimioterapia, terapias-alvo, transplante de medula óssea e terapias de suporte, que incluem transfusões de sangue, antibióticos e medicamentos de controle.

O tratamento depende do subtipo da doença, idade do paciente e condições de saúde associadas. Há opções por quimioterapia, terapias-alvo, transplante de medula óssea e terapias de suporte, que incluem transfusões de sangue, antibióticos e medicamentos de controle.

Reprodução do Flickr Universidade Federal do Ceará
Os avanços no diagnóstico precoce e nos tratamentos específicos aumentaram significativamente as taxas de sobrevida, sobretudo na LMC, que pode ser controlada por muitos anos com o uso de medicamentos orais.

Os avanços no diagnóstico precoce e nos tratamentos específicos aumentaram significativamente as taxas de sobrevida, sobretudo na LMC, que pode ser controlada por muitos anos com o uso de medicamentos orais.

imagem Freepik
Já na LMA, o sucesso depende do início rápido do tratamento e da resposta individual, mas o transplante de medula óssea continua sendo uma alternativa fundamental em muitos casos.

Já na LMA, o sucesso depende do início rápido do tratamento e da resposta individual, mas o transplante de medula óssea continua sendo uma alternativa fundamental em muitos casos.

Tânia Rêgo Agência Brasil