O Aeroporto de Svalbard, localizado em um arquipélago no extremo norte da Noruega, pode deixar de existir por consequência direta do aquecimento global.
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As mudanças climáticas vêm causando o derretimento do solo congelado em que o aeroporto foi construído.
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Construído nos anos 1970, o aeroporto é vital para os cerca de 2.500 habitantes da região, pois garante o recebimento de suprimentos essenciais.
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Durante as estações mais quentes, a pista precisa ser inspecionada diariamente para evitar acidentes, já que há risco de afundamento.
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“Se algo quebrar, precisamos ser autossuficientes e capazes de consertar nós mesmos. Não podemos depender de ajuda externa, pois ela pode demorar muito para chegar”, explicou Ragnhild Kommisrud, gerente do aeroporto.
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Caso o aeroporto seja desativado, a alternativa seria o transporte marítimo, que é lento (pode levar até dois dias) e instável por conta do mar agitado.
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Svalbard, apesar de sua localização remota no Ártico, possui depósitos de carvão e fiordes acessíveis, o que historicamente favoreceu a mineração.
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No século 20, várias nações exploraram minas de carvão em Svalbard. Porém, com a crescente preocupação ambiental, essa dependência do carvão tem sido questionada.
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A ilha tem investido em fontes alternativas de energia, como uma usina solar instalada em 2015, que se mostra eficaz durante o verão.
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Em 2023, a usina termelétrica a carvão de Longyearbyen foi substituída por uma movida a diesel, diminuindo as emissões de carbono.
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Para 2026, está prevista a construção de uma usina de biogás, como parte do compromisso da Avinor (empresa que administra o aeroporto) de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa até 2050.
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Com o declínio da mineração de carvão, Svalbard passou a investir no turismo como sua principal atividade econômica.
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Inicialmente, a cidade atraiu entusiastas de esportes radicais, como ski, trenó e snowmobile.
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Depois, Svalbard se tornou um destino popular para observação da aurora boreal e da fauna, flora e funga (fungos) únicas do Ártico.
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Mais de 70 empresas turísticas atuam localmente, e o turismo vem se expandindo para além do verão, com aumento de visitas no inverno (período das auroras) e início da primavera (dias mais longos).
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Apesar do crescimento, há um esforço consciente para preservar o meio ambiente, com o número de acomodações limitado a 500 quartos, medida que deve ser mantida nos próximos anos.
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Situado entre o continente europeu e o Polo Norte, Svalbard pertence à Noruega desde 1920.
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A principal ilha é Spitsbergen, onde fica a capital administrativa, Longyearbyen.
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O lugar é conhecido por suas paisagens glaciais, presença de animais como ursos-polares, renas e morsas, e estações de pesquisa.
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É em Svalbard que fica o Global Seed Vault, um depósito subterrâneo que armazena sementes do mundo todo para preservar a biodiversidade agrícola em caso de colapso global.
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