Nos diverte a fraqueza do outro. Achamos graça, chegando às gargalhadas, quando alguém tomba, cai a ponto de não se machucar, apenas de vexar. Vídeos retratando quedas no meio da rua ou calças caindo, desnudando um desavisado, tem graça para quem assiste enquanto humilham quem está do outro lado da tela ora uns, ora outros.
Raro quem consegue passar por um acidente no meio da estrada sem esticar o pescoço. Quanto mais veículos e vítimas, mais lento o tráfego fica, não apenas em função da tragédia, mas também da curiosidade. Sobram teorias e análises sobre o ocorrido. Com base em quê? Em nada que mereça consideração, mas o suficiente para levantar inúmeras hipóteses, algumas dignas de risadas, outras de reflexão.
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E quando somos nós a cair? Lembro-me bem de episódios na minha adolescência e juventude do medo que eu tinha de que o absorvente higiênico deixasse vazar o fluxo e todos vissem que eu não passava de um ser que, não por acaso, mensalmente menstruava.
Morremos de vergonha. Vergonha de quê? De comprovar que temos fraquezas ou somos humanos e que podemos não apenas assumi-las como caçoar delas. Mas para chegar a esse ponto é preciso maturidade. Como é bom poder rir de nós mesmos e deixar com que façam isso com a gente!
