Algumas práticas antigas, rotineiras na nossa vida, estão se tornando um tormento para mim. Espécies de testes de conhecimento sobre atualidades. Um dos melhores exemplos são as torneiras instaladas em banheiros de aeroportos, shoppings e clubes. Me ensinou minha mãe desde sempre, que, após usar o vaso sanitário, é recomendável lavar as mãos com água e sabão. Mas às vezes dá vontade de usar outro subterfúgio tão difícil tem se tornado essa empreitada.
Não são poucas as vezes em que me vejo diante da pia tentando entender como abrir a torneira. Na ausência de uma, daquele tipo básico que você simplesmente roda um mecanismo para que a água flua, quebro a cabeça para entender a caixinha de surpresa.
Mãos sobem e descem, como uma dança ou uma brincadeira infantil, em frente, em baixo, em cima da torneira. Olho para a parede, quem sabe uma alavanca a ser acionada com os cotovelos. Ou será que a solução está no chão e saio à procura de um pedal.
Se não dá certo, toco aqui e acolá, contaminando ainda mais as mãos e aumentando a falta de graça. Pior ainda quando tento reproduzir o que as outras mulheres estão fazendo e, mesmo pulando de pia em pia, não tenho sucesso.
Meu subterfúgio tem sido carregar lenços umedecidos na bolsa, práticos, porém não suficientes para os parâmetros de higiene da minha mãe.
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Me sinto como se estivesse fazendo um teste psicotécnico com pegadinhas que misturam raciocínio lógico e design. E não deixa de ser, pois revelo ali, não apenas minhas habilidades cognitivas, mas também a capacidade de rir de mim mesma e largar pra lá.
