Após encontro de Nikolas Ferreira com a direção nacional de seu partido (PL), no qual vetou a filiação de oito deputados e ex-deputados mineiros, a boataria correu solta. Caso o presidente nacional, Valdemar Costa Neto, não o atenda, ele poderá mudar de legenda e, como já dito, o partido de Zema, o Novo, é o mais cotado a recebê-lo. Há 15 dias, Nikolas visitou o ex-presidente Bolsonaro na Papuda e pediu aval a seu projeto político.
Nikolas quer eleger, pelo menos, oito deputados federais aliados dele. Por isso, vetou os deputados Marcelo de Freitas, Aelton de Freitas, Greyce Elias e o ex-deputado Fábio Ramalho, entre outros, mas aceitou a filiação do ex-deputado federal Eduardo Cunha. A expectativa é grande no Novo, que vê em Nikolas a chance de vencer a cláusula de barreiras e deixar de ser um partido nanico. E mais, com a boataria, especulou-se até a volta de Simões ao Novo, tendo em Nikolas o principal cabo eleitoral.
Pacheco inquieta Gabriel e o MDB
Durante reunião, nessa quarta (4), em Brasília, com os dirigentes do MDB mineiro, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) avisou que irá se filiar a um partido antes de 4 de abril. Participaram do encontro os presidentes do MDB de Minas, deputado federal Newton Cardoso Jr., e de BH, Gabriel Azevedo, que também é pré-candidato a governador de Minas. Entre outros assuntos, os dirigentes pediram o encontro para convidar o senador a se filiar ao partido após 4 de abril, quando ele não poderia mais se candidatar a algum cargo. A manifestação de Pacheco caiu como balde de água fria. Pacheco ainda os tranquilizou que a filiação pode não ser feita ao MDB em respeito à pré-candidatura de Gabriel, mas que será realizada dentro do prazo, ficando apto a disputar as eleições caso essa seja sua decisão. Quanto ao partido, deixou o assunto no ar e pulgas atrás da orelha.
Além do espinhoso tema, os três discutiram sobre a formação de chapas proporcionais do partido, nas quais Pacheco busca ajudar aliados que tentam a eleição ou reeleição. Decidiram por uma chapa equilibrada, para manter a estabilidade interna, de modo a evitar também que esses parceiros migrem para partidos rivais.
Vorcaro: tremei, Brasília
Brasília em chamas: o dono do Banco Master só tem uma saída após sua segunda prisão, ou seja, contar o que sabe; fazer uma delação premiada para evitar uma pena pesada. E mais, a negociação não deverá ser feita com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que, por razão ainda não conhecida, fez corpo mole na investigação. Daí, a ligação direta entre o ministro relator André Mendonça (STF) e a Polícia Federal (PF), que deverá fazer a proposta a Daniel Vorcaro.
O ministro “terrivelmente evangélico” deu uma rasteira no Supremo Tribunal Federal e nos políticos ao exibir independência na relatoria do escândalo. Seu antecessor, Dias Toffoli, havia sentado em cima do processo e nada viu; acabou chamuscado. O PGR Paulo Gonet também se omitiu e, tanto quanto ele, os presidentes do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara dos Deputados), engavetaram CPIs.
Tiveram agilidade incomum ao quebrar o sigilo do filho do presidente, o Lulinha, por conta de uma carona até Portugal do careca do INSS. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), travestido de paladino da moralidade, fez incontáveis voos no jatinho de Vorcaro para pedir voto para o mito dele. O deputado do Novo, Lucas Gonzalez, recebeu uma verba milionária em nome de sua campanha de reeleição.
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Governadores, como do Rio, Cláudio Castro, e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e vários prefeitos avalizaram o fraudulento esquema das moedas podres. Parentes de ministros de tribunais superiores assumiram a defesa jurídica milionária. Setores de igrejas evangélicas também entraram no trem da alegria. Os efeitos políticos já tinham dado as caras, quando os dirigentes de partidos poderosos do Centrão decidiram não lançar candidatos presidenciais neste ano. Se não houver outra operação abafa, Vorcaro vai ter que abrir o bico.
