Além dos problemas que vêm tumultuando sua pré-campanha eleitoral, neste início de ano, o vice-governador Mateus Simões (PSD) ganhou outro com a movimentação no plano nacional. Seu partido ganhou a filiação do governador de Goiás e pré-candidato a presidente, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil-PP por não conseguir espaço para disputar a eleição. O PSD tem, agora, pelo menos dois pré-candidatos a presidente. Além do goiano, já se apresentou lá, em rede nacional de TV, o governador Ratinho Jr. (Paraná).
Com a futura definição por um deles. no PSD, Simões terá a difícil escolha entre três presidenciáveis. Além do candidato de seu partido, terá o governador Romeu Zema (Novo), que é o candidato da fidelidade e seu padrinho político. Por coerência política, Simões teria que apoiar Zema até o final. Como ficará a coerência partidária?
O terceiro nome dele é o da opção eleitoral, quando se vinculou ao bolsonarismo. Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixou seu filho 01 (Flávio) se lançar na disputa, porém, Simões não se manifestou mais. Corre o risco de perder, nessa “escolha de Sofia”, o voto da direita e da extrema direita.
Somam-se a isso outras dificuldades para Simões. Ao optar por não lançar candidato a presidente, resultado de algum acordão político ainda não divulgado, o União Brasil deve liberar seus filiados nos estados. A medida cairá como uma luva à possível candidatura a governador de Rodrigo Pacheco, atual senador. Poderia disputar o cargo pelo União Brasil e abrir o palanque para a campanha de reeleição do petista Lula. Se assim for, Simões perderia um importante aliado, já que contava com o União Brasil.
Bolsonaro perde comando
A união de três governadores identificados à direita e centro-direita – Caiado, Ratinho e o gaúcho Eduardo Leite – tirou dos bolsonaros a exclusividade do voto desse campo. Ou seja, reafirma o racha da direita, deixando a reaproximação para eventual segundo turno contra a reeleição de Lula.
Caiado versus Ratinho
Caiado está se esforçando. Dos governadores pré-candidatos a presidente, é o único que montou estrutura de campanha forte, além de viajar pelo país com esse objetivo. Pode pontuar melhor, mas o governador do Paraná é filho de seu pai, o apresentador de TV. Por conta disso, Ratinho poderá performar melhor nas pesquisas.
22 anos da chacina de Unaí
Em memória dos quatros servidores federais assassinados em Unaí (Noroeste), há 22 anos, a Superintendência Regional do Trabalho realizou culto ecumênico, nessa quarta (28), em BH. Flores foram depositadas no local onde foi afixada placa em homenagem aos chacinados na entrada do órgão federal. Os auditores fiscais Nelson José da Silva, João Batista Lage e Eratóstenes de Almeida Gonçalves e o motorista Ailton Pereira de Oliveira foram barbaramente mortos a mando dos irmãos Mânica, conhecidos como “reis do feijão”. A data marcou ainda um ano da prisão do principal mandante, Norberto Mânica, após anos foragido. O irmão Antério, também condenado e preso, faleceu há oito meses.
Eles foram autores do quádruplo homicídio qualificado que vitimou fiscais do trabalho, mortos em retaliação às fiscalizações que expunham irregularidades trabalhistas nas propriedades dos irmãos Mânica.
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A prisão de Norberto encerrou um capítulo importante desse caso emblemático. Todos os réus condenados estão cumprindo ou já cumpriram suas penas de prisão. A justiça feita foi resultado da persistência do atual superintendente do Trabalho, Carlos Calazans, e atuação célere do Tribunal Regional Federal da 6ª Região- TRF-6 em mais um exemplo da importância de sua criação há três anos e meio na capital mineira.
