O ano eleitoral de 2026 começou como acabou o anterior. Indefinido e congestionado de pré-candidatos. Agora, mesmo os diretórios municipais do MDB mineiro receberam informe interno, comunicando que Maria Lúcia Cardoso é pré-candidata ao Senado. Ela é a prefeita de Pitangui (Centro-Oeste), ex-mulher do ex-governador Newton Cardoso e mãe do atual presidente do MDB mineiro, o deputado federal Newton Cardoso Jr.

Os prazos vão se esgotando para uns; pior, no mercado partidário já não há legendas disponíveis. Dia 6 de abril está logo ali para essa definição de filiação. Quem estará no jogo para governador? Até o momento, o vice-governador Mateus Simões é pré-candidato do PSD, o mesmo partido do senador Rodrigo Pacheco, que tirou férias e só fala disso a partir de 15 de janeiro. É só mais uma data. Outro que está pré-candidato e filiado é Gabriel Azevedo (MDB).

O mais badalado das redes sociais e, por isso, favorito nas pesquisas, Cleitinho Azevedo (Republicanos), está no páreo para incomodar Simões. Se entrar na disputa, dizem, vai para o segundo turno, mas com poucas chances de sucesso.

O candidato do campo de Lula continua sem nome. Estão todos esperando que o presidente, que é candidato à reeleição, tire o coelho da cartola no segundo maior colégio eleitoral do país. Mesmo com tanta indefinição, alguém será eleito no final do ano.


PT atrapalha Marília

Se o PT mineiro tem uma definição é a sua própria indefinição. Apesar de ter a pré-candidata mais competitiva ao Senado, como Marília Campos, prefeita reeleita de Contagem, o diretório estadual não assume a candidatura. Marcaram uma decisão para o próximo dia 17. Como o partido é hoje de perfil parlamentar, suas lideranças estão nas praias capixabas e baianas. Quando voltarem, terão um carnaval pela frente, engolindo a maior parte de fevereiro. Ao contrário deles, Marília tem prazos. Sua dificuldade e desafio é ter que se desincompatibilizar do cargo no início de abril. Terá 30 dias para fazer a transição.


Contratos da Copasa

A Associação Mineira de Municípios foi convidada a integrar, em fevereiro, a mesa de conciliação do Tribunal de Contas do Estado sobre o futuro dos contratos da Copasa com os municípios. Esse é o primeiro efeito da iminente privatização da estatal mineira de abastecimento de água e saneamento básico. Os principais clientes da companhia são os municípios, que não foram consultados sobre a venda dela.

O presidente da AMM e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, alerta para a instabilidade dos prefeitos diante da privatização. “Nós não podemos aceitar que os municípios não sejam ouvidos. O meu papel é institucional e de garantir que sejam ouvidos, porque quem contrata água e esgoto é o prefeito”, apontou Falcão.

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A mesa de conciliação foi instalada no início de 2025, com participação da Copasa e do Ministério Público de Minas. A entidade municipalista protocolou a consulta formal ao tribunal no início de dezembro. A medida considera que mais de 600 cidades mineiras mantêm contratos de programa ou de concessão celebrados antes do novo Marco Legal do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020).

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