A Vale lançou em Brasília na semana passada o relatório “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, elaborado com a colaboração da Accenture, com uma agenda para ampliar a contribuição da mineração ao desenvolvimento brasileiro até 2035. O estudo parte de um paradoxo: apesar de apenas 28% do território nacional estar mapeado em escala adequada para decisões de prospecção mineral, o Brasil já ocupa posições de liderança mundial em reservas de diferentes minerais. Ao mesmo tempo, o país caiu da quarta para a sétima posição global em valor da produção extrativa mineral entre 2014 e 2023.

No cenário de maior expansão analisado pelo estudo, o valor anual da produção mineral brasileira poderia passar de cerca de R$ 312 bilhões em 2026 para R$ 535 bilhões em 2035. O número total de empregos diretos, indiretos e induzidos poderia alcançar 5,3 milhões, com a geração de mais de 2,3 milhões de empregos adicionais, enquanto a arrecadação do setor entre 2026 e 2035 poderia chegar a R$ 1,3 trilhão. O relatório chama atenção ainda para a distância entre o tamanho das reservas brasileiras e a produção efetiva: em terras raras, por exemplo, seria necessário multiplicar a produção por aproximadamente 167 vezes para que a participação brasileira na produção mundial se aproximasse de sua participação nas reservas.

Para destravar esse potencial, a proposta reúne 15 iniciativas estratégicas, estruturadas em quatro frentes: Licenciamento e Fundamentos da Mineração; Ambiente de Negócios e Segurança Institucional; Cadeia Mineral Integrada; e Valor Compartilhado. Entre os caminhos apontados estão o fortalecimento da ANM, ampliação do conhecimento geológico, melhoria do licenciamento ambiental, implementação da política para minerais críticos e estratégicos, infraestrutura e energia competitivas, mecanismos de financiamento, estímulos ao beneficiamento e processamento mineral no país e melhor utilização dos recursos da Cfem.

O documento ganha especial relevância por ser apresentado em um momento de construção das agendas para o próximo ciclo político nacional. Segundo a Vale, o relatório será entregue a todos os candidatos à Presidência da República. Mais do que concentrar a discussão apenas nos minerais críticos, a proposta coloca a mineração como uma agenda ampla de desenvolvimento para o Brasil na próxima década, combinando as novas oportunidades minerais com a expansão de segmentos tradicionais, como minério de ferro, ouro e bauxita.

PID da Samarco supera R$ 11,6 bilhões em indenizações

O Programa Indenizatório Definitivo (PID), previsto no Novo Acordo do Rio Doce e executado pela Samarco, encerrou no último sábado (15/8) o prazo para novos ingressos. Desde a reabertura da plataforma, em 18 de maio, foram registrados 16,9 mil novos requerimentos e firmados 11,8 mil acordos.

Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, o PID já resultou no pagamento de mais de R$ 11,6 bilhões em indenizações a 316,8 mil pessoas elegíveis. O programa prevê indenização individual de R$ 35 mil para pessoas físicas e jurídicas que atendam aos critérios estabelecidos no Novo Acordo. Na última etapa, a plataforma permaneceu aberta por 90 dias e, nos casos com documentação completa, o tempo médio entre o requerimento e o pagamento foi de aproximadamente 20 dias, incluindo a homologação judicial.

CBMM é destaque entre as empresas mais engajadas do Brasil em 2026

A CBMM foi reconhecida pelo Instituto Ethos como uma das 14 empresas mais engajadas de 2026, em cerimônia realizada no dia 18, durante a Conferência Ethos 2026, em São Paulo. A homenagem destaca a atuação da companhia em iniciativas voltadas ao fortalecimento da ética, da integridade, da sustentabilidade e da gestão empresarial responsável.

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O reconhecimento reforça um compromisso que acompanha a trajetória de mais de 70 anos da CBMM, baseado no desenvolvimento de tecnologia e inovação de forma ética e responsável. A companhia participa ativamente de grupos de trabalho, projetos, cursos, eventos e outras iniciativas do Instituto Ethos. Caio Magri, diretor-presidente da entidade, destacou o engajamento, a maturidade e o compromisso da CBMM com a agenda de responsabilidade empresarial e integridade socioambiental.

US$ 750 milhões 

foi o investimento anunciado pelo governo dos EUA em uma estrutura voltada à compra da futura produção da Serra Verde, que, com a aquisição pela USA Rare Earth, deverá se tornar a única mina fora da Ásia com capacidade para produzir os quatro elementos de terras raras magnéticos
“Estamos preparando uma Exposibram histórica, refletindo a força da mineração brasileira e criando um espaço para tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócio”
 
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Pablo Cesário, Diretor-presidente do Ibram

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