A ArcelorMittal Brasil divulgou na última quarta (29/4/26) seus resultados de 2025, registrando liderança no mercado nacional com 42% da produção de aço bruto, mesmo diante de um cenário adverso. A produção total de aço atingiu 15,14 milhões de toneladas, queda de 1,3% em relação a 2024, enquanto as vendas somaram 14,9 milhões de toneladas, recuo de 1,9%. A receita líquida consolidada foi de R$ 61,76 bilhões, com redução de 7,2%, e o Ebitda alcançou R$ 8,08 bilhões, queda de 12%. O resultado final foi negativo em R$ 2,2 bilhões, incluindo impacto de R$ 2,9 bilhões referente ao acordo de aquisição da Votorantim Siderurgia.
Segundo dados do Instituto Aço Brasil, as importações de laminados alcançaram 5,7 milhões de toneladas em 2025, alta de 20,5% em relação ao ano anterior e crescimento de 160% frente à média histórica de 2000 a 2019, com taxa de penetração de 21%. O aço, principalmente da China, chega ao Brasil com preços subsidiados. Além disso, tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos afetaram diretamente a rentabilidade, exigindo absorção parcial dos custos para manutenção das exportações. Nesse contexto, o setor atribui os resultados aos eventos referidos, em um ambiente também marcado por tensões geopolíticas, sobrecapacidade global de aço e condições macroeconômicas internas desafiadoras.
Apesar desse cenário, a empresa manteve investimentos previstos no Brasil, totalizando R$ 25 bilhões entre 2022 e 2026, com aportes em unidades industriais, mineração e energia renovável. Houve expansão em segmentos como construção civil, automotivo e energia, além de aquisições estratégicas como Tuper (uma das maiores transformadoras de aço da América Latina), Dânica (atuação no setor de painéis termoisolantes) e Tekno (referência em soluções de revestimento e pré-pintura de metais planos). Também foram concluídos projetos relevantes na área de energia, como o Complexo Babilônia Centro (parque eólico e solar na Bahia) e o Parque Solar ArcelorMittal Energia Paracatu, acrescentando 1 GW de capacidade instalada e reforçando a estratégia de crescimento, diversificação e sustentabilidade.
70%
do aço produzido pela Gerdau é feito a partir da sucata, fazendo com que a companhia seja a maior recicladora da América Latina e a maior produtora de aço do Brasil
“A mineração fornece matérias-primas críticas para aumentar a produtividade agrícola, enquanto o agro demanda esses produtos, impulsionando a economia, a segurança alimentar e a soberania nacional”
Manoel Mário de Souza Barros
Diretor-presidente da Alagro
Alagro reúne autoridades e especialistas para debater mineração e desenvolvimento
A Alagro, presidida por Manoel Mário, promoveu, nesta terça-feira, o Alagro Summit 2026, reunindo autoridades públicas, lideranças empresariais e especialistas para discutir temas estratégicos para o desenvolvimento do país. O evento contou com a presença de representantes de diversos setores, consolidando-se como um espaço relevante de diálogo sobre agronegócio, energia, infraestrutura e mineração.
Um dos destaques foi o painel “2026: Mineração, agronegócio, logística e infraestrutura”, que teve como moderador Rafael Lacerda (Lacerda Diniz Machado) e contou com os painelistas Gabriel Guimarães (Galapagos Capital), Rafael Bittar (Vale) e Roberto Betancourt (Cosag e Sindirações), além do ex-deputado federal Virgilio Guimarães, que também palestrou. O debate abordou desafios regulatórios, integração logística e oportunidades de investimento, destacando o papel estratégico da mineração para o crescimento econômico e a competitividade do país.
Deputado Zé Vitor participa de reunião da Comissão Especial de Direito Minerário da OAB
A Comissão Especial de Direito Minerário do Conselho Federal da OAB promoveu, na quinta-feira (30/4), reunião virtual para debater os impactos da Lei 15.190/2025, que institui a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O encontro reuniu mais de 50 participantes e contou com a presença do deputado federal Zé Vitor (PL-MG), relator do Projeto de Lei 2.159/2021 na Câmara dos Deputados, que deu origem à norma.
Durante a exposição, Zé Vitor apresentou um panorama da tramitação legislativa e ressaltou que a construção do novo marco legal foi resultado de amplo diálogo institucional, após mais de duas décadas de debates no Congresso Nacional. O deputado destacou que a nova legislação busca conferir maior clareza, objetividade e previsibilidade aos procedimentos de licenciamento ambiental, preservando os mecanismos de controle e governança ambiental.
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A reunião também contou com a participação de importantes representantes da advocacia e do setor produtivo. A presidente da Comissão de Direito Minerário da OAB-MG, Mariane Cardoso, reforçou a importância da interlocução entre a advocacia, o Legislativo e os setores econômicos para o aprimoramento das normas. Também contribuíram com o debate Thiago Rodrigues, gerente de Meio Ambiente e Relações Institucionais da Fiemg, e Solange Costa, vice-presidente da Comissão de Direito Minerário da OAB-SP, além de integrantes da comissão nacional, que apresentaram reflexões sobre os desafios e perspectivas de implementação da nova legislação.
