O ouro cravou novo recorde na segunda-feira (26), rompendo a barreira de US$ 5,1 mil por onça e estendendo um rali que se alimenta do aumento das tensões geopolíticas. No mercado à vista, chegou a US$ 5.128,89 perto do meio-dia (alta de 2,23%) e depois cedeu levemente, ainda acima de US$ 5,08 mil; nos futuros em Nova York (vencimento em fevereiro), a cotação rondava US$ 5.086,30. A leitura dominante é a de um movimento típico de “ativo de refúgio”: com ruído político e aversão a risco, o metal volta ao centro do tabuleiro.

O pano de fundo é a turbulência associada às decisões do presidente americano, Donald Trump, que ampliaram a percepção de imprevisibilidade e a desconfiança sobre ativos dos EUA, segundo analistas. Depois de episódios anteriores envolvendo Venezuela e Groenlândia, o foco da semana se deslocou para o Canadá – com ameaça de tarifa de 100% caso o país avance em um acordo comercial com a China – e para a França, com aceno de tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes como forma de pressão sobre Emmanuel Macron em torno de uma proposta de “Conselho da Paz” ligada a Gaza. O estresse soma força a outros vetores: expectativa de política monetária mais flexível, compras consistentes de bancos centrais e entradas robustas em ETFs.

Os números ajudam a dimensionar a escalada: o ouro teria subido 64% em 2025, no maior ganho anual desde 1979, e já acumula mais de 17% – 18% em 2026, após apenas três semanas – bem acima do pouco mais de US$ 2 mil do início de 2024. No embalo, outros metais também acompanham: a prata voltou a disparar (acima de US$ 107/oz, após tocar recordes), enquanto platina e paládio avançaram. Com esse mix de medo, liquidez e demanda estrutural, projeções já voltam a flertar com a marca de US$ 6 mil/oz ainda neste ano.

Instituto Mano Down inicia mês de
conscientização com parceria inclusiva

O Instituto Mano Down, ONG referência nacional em inclusão, realiza no dia 22 de fevereiro, em Belo Horizonte, a 3ª Corrida Mano Down, evento que marca a abertura do mês de conscientização da síndrome de Down (T21) e simboliza a parceria com o Instituto AngloGold Ashanti, baseada no conceito de inclusão, convivência e valorização das diferenças por meio do esporte, reunindo milhares de participantes na Praça da Pampulha para celebrar diversidade, autonomia e pertencimento social.


CMOC assume operações de ouro no Brasil

Desde a última sexta feira, 23 de janeiro, a CMOC passou a operar oficialmente no Brasil os ativos de ouro anteriormente pertencentes à Equinox Gold. A aquisição, concluída neste mês pelas autoridades competentes e anunciada em dezembro de 2025, inclui a Mina Aurizona (MA), o Complexo Bahia (BA) – formado pelas minas Fazenda e Santa Luz – e a Mina Riacho dos Machados (MG).

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Com a incorporação, a CMOC ingressa no segmento de ouro no país, somando ativos com 5,013 milhões de onças de ouro em recursos e 3,873 milhões de onças em reservas. Em 2024, as operações brasileiras produziram 247,3 mil onças de ouro. Fundada em 1969 e listada nas bolsas de Xangai e Hong Kong, a CMOC está entre as 20 maiores empresas de mineração do mundo e atua no Brasil desde 2016.

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