As micro, pequenas e médias empresas de Minas Gerais receberam R$ 40,9 bilhões em crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde 2023, o que representa um crescimento de 134,4%em relação aos R$ 17,4 bilhões aprovados pelo banco no período de 2019 a 2022. O valor destinado às micro, pequenas e médias em Minas corresponde a 11,55% dos R$ 354 bilhões liberados para essas empresas em todo o país nos últimos quatro anos. Entre janeiro e setembro de 2026, foram aprovados para as MPMEs mineiras um total de R$ 11,43 bilhões, volume que é 11,4% superior ao registrado em todo o ano de 2025 (R$ 10,26 bilhões) e o maior da série histórica, iniciada em 1995, informa o BNDES. “Cada real que chega a um pequeno negócio vira salário, vira consumo no comércio do bairro, vira dinamismo na economia local”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Ainda de acordo com o banco de fomento, entre 2023 e setembro deste ano empresas de todos os setores tiveram recursos liberados pelo banco. Do total aprovado nos últimos quatro anos para Minas Gerais, R$ 18,48 bilhões foram para a agropecuária, valor 148,6% maior do que o aprovado entre 2019 e 2022. Outros R$ 11,84 bilhões foram para infraestrutura, uma alta de 130,7% no período; R$ 7,04 bilhões foram para comércio e serviços, o que representa uma expansão de 102,8%. A indústria teve R$ 3,55 bilhões liberados, um avanço de 150,2%. Em Minas, em 2026, os recursos atenderam 792 municípios, o que corresponde a 93% das cidades do estado. “Com nossos agentes parceiros, levamos recursos a empresas de todos os portes e regiões, e isso se traduz em mais renda, mais trabalho e mais oportunidades na vida das pessoas”, conclui Mercadante.

 

1,5 milhão

de microempreendedores individuais de Minas podem ser beneficiados pelas medidas anunciadas pelo governo, como perdão de dívidas e elevação do teto de enquadramento

 

Na mesa

O grupo Barolio inaugurou sua terceira unidade em Belo Horizonte, localizada no complexo Espaço 356. Com um aporte de aproximadamente R$ 2 milhões, financiado integralmente com capital próprio, a nova operação tem a expectativa de recuperar o valor investido em cerca de 36 meses. Quando atingir a maturidade plena, a estimativa é que o restaurante registre um faturamento mensal de R$ 800 mil, impulsionando a receita global da marca de forma expressiva. Com as portas abertas, o restaurante iniciou as atividades gerando mais 10 postos de trabalho diretos, contingente que deve saltar para 25 empregos diretos à medida que a operação se consolide. Segundo Mateus Hermeto, sócio-proprietário do grupo, o passo reflete uma visão de longo prazo: “O objetivo é crescer de forma sustentável, acompanhando a evolução da demanda e mantendo uma operação financeiramente saudável”.


“A feira atingiu seus principais objetivos, que são promover conexões, gerar oportunidades de negócios, apresentar tendências e aproximar fabricantes e compradores”

Murilo Graciano,


presidente do Sindijoias, sobre a 36ª edição do Minas Trend, esta semana em BH


Para a granja

Com o objetivo de aumentar a segurança de sistemas de ventilação e ambiência das unidades de criação de aves, dependentes de energia, a Powersafe e a Zipp Energia colocaram em operação um sistema híbrido de energia na granja de matrizes da Rivelli Alimentos, em Carmo do Cajuru, no Campo das Vertentes, em Minas. O sistema combina 1,29 MWh em baterias Huawei, uma usina solar de 378 kWp, a rede elétrica e um backup secundário via grupo gerador a diesel, todos integrados sob uma única estratégia de gestão energética. A solução foi concebida para aumentar a segurança e a continuidade do fornecimento de energia da operação, além de reduzir custos com demanda, consumo no horário de ponta e energia reativa. Esse é o primeiro sistema de baterias instalado em um cliente privado no estado, com homologação pela Cemig Distribuição.

 

Nas gôndolas

De terça-feira a quinta-feira, cerca de 60 mil participantes devem passar pelo Expominas durante a Superminas Food Show, que conta com 600 expositores e tem previsão de gerar cerca de R$ 3,3 bilhões em negócios. Um dos maiores eventos empresariais de Minas, os estandes e debates reúnem varejo e indústria. Com lançamentos de produtos, serviços e tecnologias, palestras e debates, o evento ajuda a antever as tendências do varejo. “Muito do que o consumidor encontra no dia a dia dos supermercados começa a ser debatido, apresentado e negociado nos encontros entre varejistas e fornecedores, durante a Superminas. Na área de exposição, estão fornecedores de produtos desde as marcas multinacionais, a microempresas locais dos mais diversos segmentos, como alimentos e bebidas, equipamentos, máquinas, tecnologias, serviços, softwares, higiene, embalagens, energia, logística e de diversos outros ligados à operação supermercadista.

 

Contratos

Criada em 2018 para simplificar a gestão de contratos de terceiros em grandes empresas, a startup mineira Oppem projeta encerrar 2026 com faturamento de R$ 11 milhões, alta de 57% sobre os R$ 7 milhões de 2025. Em 2024, a receita foi de R$ 4 milhões. O crescimento da receita acompanha a ampliação da operação e da carteira administrada pela plataforma, que hoje soma cerca de 5 mil contratos e R$ 11 bilhões em valores sob gestão. A Oppem tem 44 colaboradores e prevê chegar a 50 até o fim do ano. Para Rafael Gontijo, CEO da Oppem, a necessidade de maior controle sobre contratos e fornecedores está entre os fatores que explicam a demanda por soluções especializadas. “Em operações que envolvem bilhões de reais, qualquer perda de informação, atraso ou falha de acompanhamento pode ter impacto financeiro relevante. A tecnologia entra para dar previsibilidade e controle à execução”, explica.

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