Tradicional fornecedora de equipamentos para construção e soluções de engenharia, a mineira Orguel consolidou um processo de diversificação de mercado. Hoje, 45% dos negócios da companhia são representados por setores como mineração, indústria, agronegócio, óleo e gás – um salto em relação aos 30% registrados em 2020. O movimento acompanhou um crescimento médio da empresa de 20% ao ano no período. Para reduzir a dependência da construção, a companhia adaptou estruturas de acesso temporárias, como elevadores e andaimes, para operações de alta complexidade. O portfólio de novas atuações inclui a manutenção da plataforma P-48 da Petrobras, na Bacia de Campos, o fornecimento de estruturas para a Anglo American no Porto do Açu (RJ) dimensionadas para até 26 toneladas, e obras de modernização na fábrica da Suzano em Jacareí (SP). Segundo Sérgio Guerra, CEO da companhia, a expansão exigiu desenvolvimento de capacidade de engenharia. “Os equipamentos de acesso podem ser semelhantes, mas os desafios de engenharia mudam muito de uma indústria para outra. Entrar nesses mercados exigiu desenvolver capacidade para entender cada operação e adaptar a solução às condições de segurança, prazo e produtividade de cada cliente”, afirma o executivo da Orguel. Desde 2018, a Orguel contabiliza mais de 120 projetos de inovação. A modernização se estende à manufatura: no parque fabril da Mecan, subsidiária do grupo em Vespasiano (MG), mais de 70% dos processos produtivos já são automatizados e robotizados.

 

R$ 1,6 bilhão

É o valor sob custódia da EQI Investimentos no escritório que inaugura dia 14 em Belo Horizonte, com a meta de elevar esse valor para R$ 3,5 bilhões em 24 meses


Tesouro reserva

Em Minas Gerais, o Banco do Brasil já alcançou R$ 730,2 milhões em aplicações no Tesouro Reserva, modalidade de investimento do Tesouro Nacional, lançada em maio, com rendimento indexado à taxa Selic e possibilidade de aplicação e resgate 24 horas por dia, sete dias por semana. O volume contratado no estado apresenta investimento médio de R$ 41 mil por cliente. Em todo o país, o Tesouro Reserva já alcança R$ 7,5 bilhões em aplicações de mais de 186,5 mil clientes do Banco do Brasil. O resultado evidencia a procura por soluções que combinam simplicidade, liquidez e rentabilidade e amplia o acesso de pessoas que estão iniciando sua jornada de investimentos. “Os dados do estado mostram que uma jornada simples pode aproximar mais pessoas dos investimentos. Os 17,8 mil clientes que já aplicam no Tesouro Reserva em Minas representam diferentes momentos da vida financeira”, afirma Natália Parente Araújo, superintendente do Banco do Brasil no estado.

 

Pelos trilhos

VLI inova com transporte ferroviário de sorgo para exportaçãoA VLI, companhia de soluções logísticas, iniciou a movimentação de sorgo por ferrovias no Brasil com foco na exportação – uma operação pioneira no país. A logística utiliza os corredores Leste e Sudeste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), com as cargas partindo de Araguari e Uberaba, em Minas Gerais, rumo aos portos de Tubarão (ES) e Santos (SP), respectivamente. Até setembro, já foram embarcadas mais de 250 mil toneladas da commodity para a China. A meta da empresa é superar a marca de 800 mil toneladas transportadas até o final de 2026. Segundo Carolina Hernandez, diretora-executiva Comercial da VLI, a inclusão do produto no portfólio diversifica as cargas e aumenta a competitividade do agronegócio. Cultivado entre janeiro e março e colhido simultaneamente à safrinha do milho (entre julho e agosto), o sorgo é a base calórica para cerca de 500 milhões de pessoas em países em desenvolvimento na Ásia, na África e no mundo árabe.

 

 

“A mineração é essencial para viabilizar a transição energética e precisa avançar continuamente em inovação, eficiência e sustentabilidade, transformando compromissos em ações concretas”

Mariana Lisbôa,
diretora de sustentabilidade, relações governamentais e comunicação da Samarco


Em Lagoa Santa

A rede Obrabox, especializada no segmento de atacarejo da construção, anunciou a instalação de uma nova unidade no Shopping Lagoa Santa, no Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com investimento de R$ 60 milhões e área aproximada de 10 mil metros quadrados, o projeto prevê a criação de cerca de 450 postos de trabalho, sendo 150 empregos diretos e 300 indiretos nas áreas de logística, transporte e prestação de serviços. A estrutura contará com salão de vendas, áreas logísticas e o Drive da Construção, formato desenvolvido para agilizar o carregamento de mercadorias de grande volume diretamente nas obras. O mix de produtos terá cerca de 20 mil itens A escolha de Lagoa Santa para a expansão da Obrabox foi impulsionada pelo dinamismo demográfico e imobiliário local. Entre 2022 e 2025, o município registrou crescimento populacional de 8,2% – índice superior às médias estadual (4,2%) e nacional (5,1%), segundo dados do IBGE destacados pela empresa.


Diagnóstico bom

O mercado brasileiro de diagnóstico in vitro (IVD) movimentou R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, com alta de 8%. A mineira Bioclin, no entanto, superou a média e avançou 13% no período. Com faturamento de cerca de R$ 150 milhões em 2025 e projeção de crescimento superior a 15% para 2026, a empresa consolida-se entre as quatro maiores fabricantes de capital nacional do setor. Para sustentar o ritmo, a Bioclin está na fase final de ampliação do seu parque fabril em Belo Horizonte. A nova estrutura dará suporte ao portfólio de mais de 300 itens, impulsionado pelas frentes de biologia molecular, triagem neonatal e pela divisão veterinária, que já responde por 15% das vendas. Com o avanço, a companhia planeja contratar entre 50 e 100 novos profissionais até o fim de 2026. O crescimento das fabricantes locais ainda esbarra na alta dependência externa. Cerca de 80% das matérias-primas utilizadas pela Bioclin vêm de fora, expondo a operação a oscilações cambiais.

 

 

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