O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (EMNU) revela que a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) pode receber investimentos da ordem de R$ 35,57 bilhões com o potencial existente para ampliar para 314 quilômetros a rede transporte coletivo de média e alta capacidade para atendimento de 1,4 milhão de passageiros/dia. O Estudo foi realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades e traz o mapa de projetos e políticas para transformar o transporte coletivo na RMBH e em outras 20 regiões metropolitanas. Segundo consta no estudo, “a expansão projetada para a capital mineira está prevista por meio de quatorze projetos de extensão ou implantação de novos BRT (bus rapid transit), implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos) e implantação ou extensão do metrô. A rede atual conta com 84 km”. Com a extensão da rede, Belo Horizonte No caso de Belo Horizonte, o estudo também prevê uma redução em 21% no tempo médio de deslocamento; e de 2.487 vítimas evitadas por ano. De acordo com o BNDES, os projetos em todo o país têm potencial para evitar 27 mil vítimas de trânsito e a emissão de 3 milhões de toneladas de CO2, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população. Os benefícios sociais devem superar os R$ 400 bilhões.

 


Impacto no PIB

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos aprovada pelo Senado deve gerar um impacto de 3,8% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, com a expansão e adensamento da cadeia produtiva desses minerais, segundo Estudo da Amcham Brasil, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor. No país, a expansão da cadeia de minerais críticos e terras raras poderá adicionar R$ 192,1 bilhões ao PIB brasileiro e gerar 750 mil novos empregos até 2050. O cenário considera maior participação do investimento estrangeiro, expansão do processamento dos minerais no Brasil e utilização crescente desses insumos pela indústria nacional. Nessa hipótese, os investimentos crescem R$120,9 bilhões.

 

Sob nova direção

O Grupo Equatorial, que pagou R$ 5,6 bilhões por 30% das ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) deve assumir a gestão da empresa de água e esgoto do estado, em 29 de setembro, após a Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) convocada para 28 de setembro, quando será aprovado o novo estatuto social da companhia e escolhidos os novos membros do Conselho de Administração, com representantes dos novos sócios da ex-estatal mineira. Uma vez no controle acionário da Copasa, os novos gestores, investidores de referência, escolherão a diretoria-executiva da empresa que fornece água e esgoto para 636 dos 853 municípios mineiros, ou cerca de 75% das cidades mineiras.

 

 

“A melhora do índice (de confiança) mostra que as famílias estão um pouco mais confiantes, principalmente quando olhamos para emprego e renda. Mas essa percepção ainda não se transformou em uma disposição mais forte para consumir”.

Gabriela Martins,
economista da Fecomércio-MG.

 

No exterior

Os investimentos no exterior feitos a partir de Minas Gerais tiveram um crescimento de 71,4% nos últimos 13 meses. Os aportes de recursos dos mineiros em ativos no exterior (offshore) acompanhou a expansão nacional, segundo a One, gestora de investimentos com atuação nacional. Segundo a empresa, no período o número de clientes com investimentos offshore teve expansão de 75,8%, passando de 865 para 1.521 no período. As contas no exterior mais do que dobram em 13 meses, com crescimento de 112,8%. O patrimônio offshore sob assessoria da One chegou a R$ 1,66 bilhão, alta de 25,4% e a parcela de clientes com investimentos no exterior passou de 10,2% para 14,1% no período.

 

Gestão hospitalar

Um modelo de gestão da Unimed Axis, empresa da Unimed Participações, gerou uma economia de R$ 14 milhões, em 2025, na gestão dos seus hospitais em Governador Valadares e Teófilo Otoni, em Minas. No Hospital Unimed Governador Valadares, com 100 leitos e oito anos de operação, o novo modelo sob gestão do ICDS gerou resultados financeiros em duas frentes: cerca de R$ 8,2 milhões pela estrutura do modelo de negócio e mais de R$ 4 milhões pelo uso eficiente do leito. Já no Hospital Unimed Três Vales, na cidade de Teófilo Otoni, inaugurado há pouco mais de dois anos, a estratégia de verticalização gradual e abertura escalonada gerou R$ 4,5 milhões em economia, com um crescimento de 37% em outros serviços, e atingiu uma satisfação de 93% dos cooperados.

 

Pires preservado

Em parceria com a Prefeitura de Congonhas, o grupo minerador J. Mendes está investindo R$ 30 milhões na criação do Monumento Natural da Serra do Pires. Os recursos, destinados pela Ferro+, empresa do Grupo J. Mendes, serão aplicados em iniciativas de conservação ambiental, saneamento básico, infraestrutura urbana, ciência e educação. Do aporte total, R$ 8 milhões serão destinados para o subsídio tarifário do fornecimento de água potável e tratamento de esgoto; R$ 7 milhões à requalificação urbana do bairro; e R$ 15 milhões para a implantação do Observatório e Planetário, que está sendo projetado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica e é fruto de um convênio com a Universidade Federal de São João del-Rei. A parceria viabilizou ainda a proteção de parte da Serra do Pires como Monumento Natural, visando a preservação de uma área de relevância ambiental, paisagística e natural para a região.

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