A economia mineira vem mostrando resiliência diante das crises externas e impactos das mudanças climáticas, com crescimento de 1,4% e um recorde de R$ 1,157 trilhão. Mas neste e no próximo ano, acompanhando o desaquecimento da economia mundial e brasileira, o PIB de Minas Gerais deve ter uma expansão de 1,2% E 0,8% respectivamente. As projeções do Departamento Econômico do Santander mostram que a desaceleração econômica do estado acompanha o cenário macroeconômico brasileiro, sustentando um viés positivo. “Verificamos que a política monetária restritiva segue impactando a indústria mineira, mas o setor de serviços vem ganhando destaque e puxando o crescimento. O agro segue resiliente, com crescimento acima da média nacional”, aponta Henrique Danyi, economista do Santander e um dos autores do estudo junto com Rodolfo Pavan. O levantamento, que consolida dados do PIB regional do IBGE até 2023, com projeções para o quadriênio 2024-2027, mostra que as atividades do setor terciário mostram bom desempenho no estado ao longo dos últimos anos, que se destaca pelo volume de serviços, com o estado ganhando espaço no varejo. “A agropecuária, apesar de ter tido desempenho abaixo da média nacional em 2023 e 2025, segue com uma tendência de crescimento, com um índice de 2,5% em 2026 e 1,8% em 2027, acima da média nacional. Na indústria, as projeções de alta são de 1,1% em 2026 e 0,8% em 2027”, diz nota do Santander.

Desenvolvimento

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) fechou na sexta-feira uma nova operação de crédito, com a captação de US$ 30 milhões com o Fonplata – Banco de Desenvolvimento da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. O acordo, assinado em Belo Horizonte e os cerca de R$ 150 milhões serão destinados a viabilizar projetos de infraestrutura nas cidades mineiras. Segundo o banco mineiro de fomento, os créditos serão aplicados em projetos de sustentabilidade, infraestrutura, saneamento, obras em espaços públicos, aquisição de equipamentos e transportes, entre outras iniciativas. Até junho deste ano, o BDMG já fechou R$ 475 milhões em contratos de financiamento com prefeituras mineiras.

Empregos

As micro e pequenas empresas continuam sendo o motor das contratações de trabalhadores em abril, mesmo com a desaceleração das vagas formais no estado, que tiveram queda de 76% em relação a março e foram de 9 mil empregos. Em abril, as micro e pequenas empresas criaram 5.245 postos de trabalho, o equivalente a 58,34% de todas as vagas abertas no estado. Entre janeiro e abril, elas foram responsáveis por 41.907 vagas, o que representa mais da metade do saldo total, segundo dados do Sebrae MG. O perfil das contratações mostra a presença dos jovens no mercado de trabalho. Trabalhadores entre 18 e 24 anos responderam por 28,6% das admissões realizadas pelas MPEs em abril. No saldo líquido do mês, essa faixa etária concentrou 4.609 vagas, demonstrando que os pequenos negócios seguem sendo uma das principais portas de entrada para quem busca o primeiro emprego.


Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura

Bruno Soares/Divulgação

“Somos três vezes melhores que o mundo em energia renovável. Mais da metade da energia renovável vem da agricultura, como etanol, biomassa, biometano e lenha. A agricultura tem uma contribuição fantástica para a produção de alimentos e energia”

Roberto Rodrigues,
ex-ministro da Agricultura


Quatro rodas

Com produção nacional no Polo Automotivo Stellanis de Betim, o Fiat Argo atingiu a marca de 750 mil unidades produzidas no Brasil desde 2017, quando começou a ser fabricado com tecnologia totalmente nacional. “Alcançar 750 mil unidades produzidas do Fiat Argo em apenas nove anos reforça a força de um projeto que nasceu para ter forte impacto no segmento. O Argo é um modelo fundamental para a Fiat no Brasil, unindo design, eficiência, tecnologia e excelente custo-benefício, sempre alinhado às necessidades reais do consumidor brasileiro”, afirma Frederico Battaglia, Head das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul. No ano passado o Argo foi o segundo veículo mais vendido da Fiat, com 102.636 unidades comercializadas. Um dos fatores que impulsionaram as vendas no ano passado foi o Argo ser incluído na campanha de incentivo do IPI do Carro Sustentável, do governo federal.

A Feira de Malhas de Tricô Sul de Minas chega a sua 69ª edição entre os dias 3 e 12 de julho no Expominas

Carlos Altman/EM/D.A Press – 9/7/20

Ela voltou

 

A Feira de Malhas de Tricô Sul de Minas chega a sua 69ª edição entre os dias 3 e 12 de julho no Expominas, com a presença de 110 expositores das cidades de Jacutinga e Monte Sião. A expectativa é de que cerca de 60 mil pessoas circularam pelo evento, com os dias mais frios sendo uma alavanca para os vendedores das cidades consideradas o berço do tricô brasileiro. “A cada edição, a feira reafirma seu compromisso em valorizar a tradição do tricô, essência do evento, ao mesmo tempo em que incorpora inovações trazidas pelas confecções da região”, afirma Dayhana Nicoleti, organizadora do evento. Com a previsão de um tíquete médio de R$ 350, a feira deve ter um faturamento da ordem de R$ 21 milhões nos 10 dias de evento, que este ano terá como novidades um estande com peças para o lar produzidas em malhas de tricô para o segmento de decoração.

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