Com o acirramento dos conflitos no Oriente Médio pressionando os preços do petróleo e a inflação mundo afora, o governo brasileiro se movimentou e ontem zero os impostos PIS/Confins sobre o óleo diesel. Com as alíquotas de PIS e Cofins zeradas sobre a importação e comercialização do diesel terá um impacto da ordem de R$ 0,64. Considerando um valor médio de R$ 6,70 do diesel S-10, a medida vai representar uma redução de 9,6% sobre esse preço. Já no diesel comum, vendido em média a R$6,52, a redução chega a 9.82%. A medida será compensada com o aumento do imposto sobre a exportação de petróleo. A medida é válida hoje, como o petróleo em torno de US$ 100 o barril do tipo brent, mas vai se tornar insuficiente caso o preço escale para um patamar próximo a US$ 200 o barril, com continuidade da guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã.
O conflito vai pressionar a inflação e o custo das empresas, mesmo as exportadoras com a elevação dos custos logísticos para entregar produtos no Oriente Médio e na Ásia. Isso porque os seguros dos navios sobe assim como os gastos e o tempo com o uso de rotas alternativas para acessar esses mercados. Os estragos econômicos serão maiores a cada dia que os bombardeios se mantiverem e o Estreito de Ormuz permanecer fechado para o tráfego marítimo. É por lá que passam cerca de 20% do petróleo transacionado no mundo, o que corresponde a cerca de 20 milhões de barris diários.
Mas se o Brasil está longe dos conflitos armados, está no centro de uma outra batalha quase invisível, mas que exige que governos e empresas se defendam de ataques cada vez mais frequentes e intensos no ambiente digital. Nos últimos meses, o cenário da cibersegurança global atingiu um ponto de inflexão crítico. De acordo com o mais recente Relatório de Inteligência de Ameaças da Netscout, o mundo enfrenta agora ataques de Negação de Serviço Distribuídos (DDoS) em “hiperescala”, impulsionados por uma colaboração sem precedentes entre agentes de ameaças, uso intensivo de Inteligência Artificial (IA) e botnets cada vez mais resilientes.
Nesse cenário, o Brasil consolida sua posição como o alvo preferencial dos cibercriminosos na América Latina. De pouco mais de 1 milhão de ocorrências registradas na região, 470.677 ocorreram em território brasileiro – o que representa quase 50% de todos os ataques latino-americanos. Entre os setores mais atingidos estão as telecomunicações sem fio (114.797 ataques), hospedagens e serviços de computação (47.897 ataques) e operadoras de rede fixa (34.051). Transporte rodoviário de cargas, bancos e organizações religiosas estão entre os alvos dos criminosos cibernéticos.
“As defesas de segurança tradicionais não funcionam mais”, alerta Richard Hummel, diretor de inteligência de ameaças da Netscout. “A implementação de defesas automatizadas e proativas tornou-se um mandato de gestão de risco em nível de negócios, não apenas uma preocupação técnica”. E o risco foi ampliado com o uso da inteligência artificial pela dark web. Segundo a empresa, no segundo semestre do ano passado, foram registrados mais de 8 milhões de ataques e o que mais chamou a atenção foi não apenas o volume, mas a potência. Alguns ataques chegaram à marca de 30 terabits por segundo (Tbps), ultrapassando “as capacidades tradicionais de mitigação”.
“Os serviços de banda larga 5G e o uso da Inteligência artificial ampliaram a capacidade dos ataques e estamos acostumados a ataques de 1 terabites, 2 terabites", alerta o diretor-geral da Netscout no Brasil, Geraldo Guazzelli. Para ele, o Brasil está mal preparado no cenário global. Ele reforça a necessidade de o país avançar na sua defesa cibernética ao lembrar que um ataque do tipo DdoS representa serviço (site/serviço) indisponível, queda imediata da receita, aumento dos custos operacionais, danos à reputação e multas e prejuízo financeiro crescente. Para o Brasil fortalecer sua defesa é preciso haver maior conscientização, com temas como IA, informática e internet integrados ao ensino fundamental.
Empréstimos
R$ 99,5 bilhões é o valor do crédito ofertado às cooperativas entre 2023 e 2025 com recursos do BNDES. O valor é 159,49% maior do que o repasse de R$ 38,3 bilhões entre 2019 e 2022
Pix nas dívidas
A popularização do Pix vem provocando mudanças significativas nos hábitos financeiros dos brasileiros e ampliando sua presença no pagamento de dívidas. No último Feirão Serasa Limpa Nome, em novembro de 2025, mais de 10 milhões de acordos foram fechados. Entre eles, 7,9 milhões foram quitados via Pix, representando 78% do total e sendo 55 p.p superior ao registrado pelos pagamentos com cartão, boleto e dinheiro.
Condomínios
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A taxa de inadimplência nos condomínios, medida pelos atrasos acima de 30 dias, passou 9,83% no semestre de 2024 para 11,66% no segundo semestre do ano passado. Apesar do salto, houve recuo em relação ao primeiro semestre de 2025, quando o indicador chegou a 11,95%. Os dados são da uCondo, empresa referência em tecnologia para condomínios, que reúne informações de aproximadamente 7 mil empreendimentos.
