Quando os diretores do Banco Central que compõem o Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirem no próximo dia 17, para a segunda reunião do ano, terão um cenário diferente do vislumbrado em janeiro, quando decidiram manter a taxa básica de juros em 15% ao ano com a sinalização de que iniciará o processo de corte na taxa com a redução de 0,5 pontos percentuais. A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou em cena e os primeiros efeitos foram sentidos na economia global sugerindo a possibilidade de uma nova crise do petróleo esparramando a inflação por todo o globo. Desde o início da guerra, o valor do barril de petróleo tipo brent saltou de US$ 72,87 em 27 de fevereiro e ontem chegou a ser negociado a US$ 85,33, o que representa uma alta de 17%.


Os preços do petróleo devem continuar pressionados e se aproximar do patamar de US$ 100 com o prolongamento do conflito no Oriente Médio e o fechamento do ponto de vista prático do estreito de Ormuz, uma faixa de mar com 33 quilômetros de extensão entre o golfo de Omã ao sudeste e o golfo Pérsico a sudoeste. Na sua costa estão o Irã ao norte, os Emirados Árabes Unidos ao sul e o sultanato de Omã. O fechamento dessa faixa no oceano com cerca de 3 quilômetros de largura navegáveis por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado diariamente no mundo representa uma redução na oferta global de energia. O Oriente Médio responde pela oferta de 30% de petróleo e de 17% do gás natural consumidos no mundo.


“É uma pressão inflacionária global. Essa incerteza pressiona as bolsas mundo afora porque encarece o custo base de quase tudo: o transporte”, afirma Fabrício Tonegutti, especialista em direito tributário pela FGV e diretor da Mix Fiscal. O tamanho dessa pressão pode ser o determinante para que se busque uma trégua nos conflitos, o que nesse momento seria ideal para estabilizar os preços da energia. Por enquanto, o cenário é de expectativa e o pior cenário: a duração do conflito no Oriente Médio se estendendo por semanas, o que pode levar o preço do barril do tipo brent para US$ 100. O simples movimento nesse sentido pode forçar uma alta dos combustíveis no Brasil. Leia-se: injeção forte na inflação. Na outra ponta, a economia brasileiro confirmou o processo de desaquecimento forçado pela alta dos juros. Se ainda, no entanto, impactar o mercado de trabalho. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro ficou em 5,4%, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação ficou no mesmo patamar do trimestre encerrado em dezembro, no menor patamar da série histórica. Essa conjuntura mostra a resiliência da economia brasileira, mesmo enfrentando uma conjuntura monetária restritiva. Nesse cenário e a guerra contra o Irã continuando é quase certo que o Copom, para não frustrar a ata da última reunião, cuja promessa era iniciar o processo de redução da Selic, opte por um corte de 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic cairá dos atuais 15% para 14,75%, ou seja, praticamente nada, mas o suficiente para mostrar a disposição de trazer as taxas de juros reais para um patamar mais favorável aos investimentos e ao consumo de bens de maior valor. Além disso, o próprio Copom ganha tempo para avaliar o quadro até o próximo encontro com o colegiado.

 

 

 

Imóveis

 

R$ 12,1 bilhões

Foi o valor dos financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em janeiro de ano, com queda de 28,4% em relação a dezembro e de 8,2% sobre janeiro de 2024

 

Aeronave nova

A Latam Brasil passou a contar com uma frota de 172 aeronaves ativas no Brasil a partir deste mês com a chegada do Airbus A321neo, modelo de última geração da Airbus, ao centro da companhia, em São Carlos (SP) para o processo de customização final antes de iniciar a operação comercial. O avião saiu da fábrica na Alemanha em 26 de fevereiro e voou por 11 horas até Fortaleza (CE) onde passou por processo de nacionalização.


Comodidade

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Um levantamento da 99 mostra que o carnaval deste ano elevou o número de corrida por app em até 20% em Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, na comparação com a festa de Momo no ano passado. Já o número de pedidos de lanches e refeições pelo 99Food teve aumento de 30% no carnaval deste ano. Segundo a 99, a comparação reforça o impacto da folia na dinâmica de deslocamento de milhões de pessoas.

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