A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, de considerar que as tarifas impostas por Donal Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não tem validade sem o aval do Congresso caiu como uma bomba sobre Washington, forçando uma reação imediata da Casa Branca, que anunciou uma tarifa global de 10% sobre a importação de todos os países – embora tenha sido anunciado uma tarifa de 15%, ela ainda não foi efetivada. Primeiro a falar sobre o novo quadro na dança de tarifas de Trump foi o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que o Brasil foi o país mais beneficiado com a nova tarifa global sobre produtos importados pelos Estados Unidos, anunciada por Trump. Isso porque no lugar de tarifas diferentes para países e circunstâncias, agora todos os países estão em condições iguais de competição no mercado norte-americano do ponto de vista de tarifas.
A mudança no jogo não vale para taxas aplicadas a produtos como aço e alumínio, uma realidade que pude mudar com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês que vem para encontro com Trump. Mas mesmo que isso não ocorra, as contas mostram que, com a mudança brusca no tabuleiro do comércio global, que acaba de ocorrer, as peças parecem ter se posicionado em uma configuração mais favorável ao Brasil – ao menos por enquanto.
“A redução das sobretaxas traz impacto imediato ao melhorar as condições de competitividade das exportações brasileiras. No entanto, o avanço das negociações entre os governos do Brasil e dos EUA continua sendo fundamental para evitar novas restrições comerciais e explorar oportunidades para ampliar o comércio e os investimentos bilaterais”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil – Câmara Americana de Comércio. Diante desse cenário, a Amcham destaca que a perspectiva de um encontro próximo entre os presidentes do Brasil e dos EUA representa uma oportunidade relevante para alcançar esses objetivos.
O novo relatório do Observatório da Política Comercial dos EUA, divulgado está semana pela Amcham Brasil, traz um dado que injeta fôlego em diversos setores produtivos: a substituição das sobretaxas emergenciais por uma alíquota global de 10% reduziu a pressão tarifária sobre US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras. Na prática, produtos que antes enfrentavam barreiras proibitivas de 40% ou 50% agora respiram com uma taxa de 10% ou, em casos estratégicos como o de aeronaves, a isenção total. “A redução das sobretaxas melhora imediatamente a competitividade do produto nacional no mercado americano”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
Na avaliação da Amcham Brasil, setores como açúcar, máquinas, madeira processada e café solúvel viram suas alíquotas despencarem e serão diretamente beneficiados. Itens de alta tecnologia e minerais estratégicos, como nióbio e turbinas, somam US$ 1 bilhão em produtos agora totalmente isentos. Produtos como ferro-gusa (US$ 1,5 bi) e minério de ferro entram na nova regra dos 10%. Mas nem tudo são flores novamente. Itens sob a Seção 232 (segurança nacional), como aço, alumínio e autopeças, permanecem com as tarifas elevadas e inalteradas, representando cerca de 14,4% da nossa pauta exportadora.
Para as indústrias mineiras, a definição da nova tarifa global dos Estados Unidos em 10%, em vez dos 15% inicialmente especulados, trouxe um alívio estratégico. Segundo levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiemg, a medida resguarda diretamente 25% das exportações do estado destinadas aos EUA. “A confirmação da tarifa em 10% preserva uma parcela importante das exportações mineiras e contribui para manter condições mais equilibradas de concorrência. Em um cenário internacional instável, evitar o aumento de custos é fundamental para dar previsibilidade às empresas e proteger empregos", afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
Caminhões
R$ 3,7 bilhões
é o valor dos recursos aprovados no BNDES Renovação da Frota em 1.028 municípios braileiros. O Valor é cerca de 38% da dotação orçamentária do programa, que é de R$ 10 bilhões, segundo o banco de fomento
Nos portos
A movimentação portuária no Nordeste foi de 329,7 milhões de toneladas de cargas em 2025. Desse total, 242,6 milhões passaram por terminais autorizados e 87 milhões pelos portos públicos da região. Os dados são compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos do Estatístico Aquaviário da Antaq. Um dos indicadores do aperfeiçoamento logístico do setor foi a operação de contêineres, com 21,3 milhões de toneladas de contêineres.
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Bitcoins
O Bitcoin atravessa um dos momentos mais desafiadores dos últimos anos, com queda de cerca de 20% só em fevereiro e mais de 50% nos últimos quatro meses. O movimento ocorre em meio ao cenário macroeconômico mais incerto, especialmente com as tensões comerciais envolvendo os EUA, o que reduziu o apetite global por ativos de maior risco e impactou todo o mercado cripto, segundo o Mercado Bitcoin.
