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Empresas foram abertas em Minas Gerais no ano passado, com crescimento de 15,11%, segundo a Junta Comercial de Minas Gerais. O número é 116% superior ao de 2019, início da série histórica

A economia mineira cresceu a um ritmo mais acelerado que a do país no fim do ano passado, com a expansão da indústria e dos serviços e as vendas do comércio superando os índices nacionais em novembro. A produção indústria mineira cresceu 0,9% em novembro, no segundo melhor resultado da Região Sudeste, enquanto no Brasil o setor ficou estagnado. O economista-chefe do Banco de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (BDMG), Izak Carlos da Silva, avalia que a indústria mineira entra em 2026 mais robusta que a indústria nacional para continuar o ciclo de 2025, quando houve crescimento contínuo. “Em um cenário mais adverso, a indústria mineira tende a apresentar desempenho melhor do que o do Brasil, especialmente no primeiro trimestre”, afirma Izak Silva. Já o setor de serviços em Minas cresceu 1,1% em novembro sobre outubro, enquanto no país houve retração de 0,1%. “O avanço de 1,1% no volume de serviços em Minas em novembro, após leve retração em outubro, reflete um desempenho superior ao do ano anterior, impulsionado principalmente pela aceleração dos serviços de informação e comunicação”, observa a economista da Fecomércio, Fernanda Gonçalves. Também em novembro, as vendas do comércio varejista mineiro tiveram crescimento de 1,3%, contra uma alta nacional de 1%. “As vendas de novembro são pautadas pela promoção da Black Friday, tem ainda a movimentação por conta do 13º salário, que injeta mais renda na economia e ainda o fato do câmbio estar mais favorável – o que ajuda na venda de alguns artigos que têm maior custo de componente importado”, destaca Adriano Porto, economista do BDMG.

 

Inovação

 

O mercado brasileiro de equipamentos eletrônicos, historicamente dependente de importações, assiste a um movimento de inversão protagonizado pela tecnologia mineira. Após a pandemia evidenciar a fragilidade das cadeias de suprimentos globais, a Wave AV, sediada em Minas Gerais, consolidou-se ao desenvolver soluções próprias que hoje substituem componentes estrangeiros em projetos de alta complexidade. A mudança de rota foi liderada por Pedro Retes, diretor da empresa com 15 anos de experiência no setor. Diante da escassez de insumos durante a crise sanitária, a companhia acelerou o P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) interno. O resultado foi a criação de três famílias de produtos em tempo recorde, capazes de atender às rigorosas demandas técnicas de áudio e vídeo corporativo. “Como minha equipe já tem bastante experiência, a criação de novos equipamentos que atendessem às demandas técnicas dos projetos foi até rápida”, destaca Retes.

 

Semijoias

 

O setor de acessórios viveu uma expectativa de forte expansão no fim do ano. A Rahra, rede mineira de franquias de semijoias, projetou um crescimento de 49% no faturamento do Natal de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado. O otimismo da marca supera a média do mercado, impulsionado por um ticket médio de R$ 180, valor significativamente superior à média nacional de R$ 138 estimada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil. O período natalino é vital para a companhia, representando cerca de 20% do faturamento anual. Em 2024, a rede alcançou a marca de R$ 8,4 milhões em vendas no período, com mais de 105 mil peças comercializadas. “Estamos confiantes de que 2025 tenha sido o melhor Natal da história da Rahra. O crescimento projetado de 49% reflete o amadurecimento da nossa rede e a assertividade dos nossos produtos”, afirma Jonathan Coelho, CEO da Rahra.

 

Divulgação/ALMG

“Excelente notícia em momento estratégico para a urgente transição energética mundial”

Gil Pereira,
Deputado estadual sobre estimativa de R$ 3,7 bihões de investimento em energia solar em Minas este ano


No carnaval

Depois de amargar queda nas vendas em função da crise gerada pela intoxicação de pessoas por bebidas alcoólicas em outros estados, a indústria mineira de bebidas entra em contagem regressiva para o Carnaval 2026 com otimismo renovado. Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas MG), a expectativa é de que o volume de vendas cresça 9% entre os dias 14 e 17 de fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. “O carnaval de Minas Gerais atingiu um nível de maturidade e organização que impulsiona toda a cadeia produtiva. A indústria entende o novo perfil do consumidor e está pronta para hidratar e alegrar os milhões de turistas”, afirma o presidente do SindBebids, Mauro Marques.

 

Divulgação


Expansão no Sul

 

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Com investimentos da ordem de R$ 80 milhões, a Fulwood vai ampliar o Pouso Alegre Business Park, condomínio logístico que recebeu aporte de R$ 100 milhões para ser instalado em Pouso Alegre. Com a primeira fase entregue com 78 mil metros quadrados de área total em dezembro do ano passado, a empresa, uma das principais do setor de condomínios logísticos industriais do Brasil, decidiu expandir o empreendimento, que deve receber mais 24 mil metros quadrados, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano. A Fulwood já estuda acrescentar outros 24 mil metros quadrados ao complexo logístico, com as obras começando ainda este ano. “A expansão em Pouso Alegre reforça a presença da Fulwood em Minas Gerais, onde a empresa já investiu mais de R$ 1,5 bilhão na última década e administra condomínios em Extrema, Betim e agora no Sul do estado”, diz a empresa em nota. Para os próximos anos, a companhia projeta R$ 700 milhões adicionais no estado, totalizando 1 milhão de metros quadrados de ABL.

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