Com investimentos estimados em R$ 700 milhões, o Projeto Grafite Jordânia, da Graphcoa, no Vale do Jequintinhonha, conclui o estudo de viabilidade definitivo do empreendimento que será implantado no município de Jordânia, com cerca de 11 mil habitantes. Com a validação das premissas técnicas, ambientais, operacionais e econômicas comprovadas, o projeto da Appian Capital Brazil, fundo de investimento especializado em mineração que controla a Graphcoa, será apresentado na Exposibram 2026, que ocorre essa semana no Expominas, em Belo Horizonte. A previsão é de que o projeto gere 600 empregos diretos e 800 indiretos, com uma capacidade de produção superior a 50 mil toneladas de concentrado de grafite (teor aproximado de 95% de carbono gráfico).
A previsão da Graphcoa é de que a produção de grafite no Vale do Jequintinhonha entre em operação comercial em 2029, consolidando a região como um dos maiores polos do país de produção de minerais críticos para a transição energética. Além do grafite, a região produz lítio. O Projeto Jordânia dará um salto na produção da Graphcoa no Brasil, que, depois de investimentos da ordem de R$ 400 milhões, iniciou no ano passado a produção de grafite em Itagimirim, no Sul da Bahia, com produção inicial de 3 mil toneladas de concentrado com teor de até 98% no primeiro ano.
Consórcio
Se entitulando como a maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos, a Ademicon fechou o primeiro semestre deste ano com a comercialização de mais de R$ 3,6 bilhões em créditos em Minas Gerais, o que representa um crescimento de 116% em relação a igual período do ano passado. O resultado foi impulsionado pela venda de consórcios de imóveis. “Minas Gerais é um dos principais mercados de consórcio do país. Sabendo disso, a Ademicon tem contribuído para ampliar o conhecimento sobre a modalidade, disseminar educação financeira e facilitar o acesso ao crédito na região. Os resultados no estado seguem positivos e estamos confiantes na continuidade desse movimento. Com o novo endereço, Minas Gerais passa a contar com 13 lojas”, afirma Rafael Kovalski, diretor regional licenciado da Ademicon. Neste mês, a administradora inaugurou uma nova unidade no Bairro Anchieta, em Belo Horizonte.
Logística
Com investimentos superiores a R$ 1,5 bilhão já realizados em Minas, a Fullwood vai investir R$ 240 milhões para expandir os condomínios logísticos em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em Pouso Alegre, no Sul de Minas. Segundo a empresa, os novos aportes em Betim e em Pouso Alegre vão acrescentar 78 mil m² de área bruta locável (ABL) ao mercado mineiro. Do total anunciado, R$ 150 milhões serão destinados à construção de dois novos galpões no condomínio Pouso Alegre Business Park, que somarão 48 mil m² de ABL. Outros R$ 90 milhões serão investidos na segunda fase do Betim Business Park, com a implantação de uma nova área, de 30 mil m². “Minas Gerais reúne diferentes vocações logísticas e industriais, com regiões estratégicas para empresas que precisam acessar os principais mercados consumidores do país. Os investimentos em Betim e em Pouso Alegre respondem à demanda que temos observado”, afirma Fernando Schilis, diretor comercial da Fulwood.
No Paraguai
Com investimentos da ordem de R$ 6 milhões, a mineira Temperatta vai levar seus temperos para o Paraguai com a instalação de uma fábrica no país vizinho. Com crescimento acima de 30% em 2026 e portfólio de produtos em expansão, a Temperatta aposta em nova fábrica no país vizinho para ganhar escala, logística e presença no Mercosul. Hoje, a Temperatta conta com mais de 120 itens no portfólio e prevê o lançamento de mais 20 produtos até o fim de 2026. “Projetamos pelo menos 40% das categorias de produtos migrando para a produção no Paraguai, já identificamos uma qualidade superior de matérias primas e importações diretas”, diz o CEO da Temperatta, Fernando Seabra. “Estamos construindo uma estrutura que nos permita atender melhor o consumidor, onde ele estiver, com mais agilidade e mais variedade. A nova fábrica no Paraguai faz parte dessa visão de longo prazo”, acrescenta.
Aço no museu
O aço vai marcar presença no novo museu que o empresário e mecenas Bernardo Paz está construindo ao lado do Inhotim. Isso porque parte das 40 galerias, que terão identidade arquitetônicas próprias, serão executadas em light steel frame, sistema construtivo que usa aço galvanizado nas estruras. A técnica construtiva será usada em 16 galerias. O investimento no empreendimento cultural é estimado em R$ 1 bilhão. “Até o momento, concluímos a execução das galerias Anna Maria Maiolino e Pedro Moraleida e finalizamos o projeto estrutural da Sonia Gomes, que deverá entrar em fase de execução conforme o cronograma do empreendimento”, diz Roney Alves, CEO da Metal Light, empresa mineira escolhida para a edificação das galerias do museu com o sistema construtivo. Não há um valor preciso sobre o gasto com as estruturas, que varia de acordo com a área e o método construtivo, mas uma galeria de steel frame com 1.500 metros quadrados demandou cerca de R$ 10 milhões.
Paladar mineiro
Um levantamento feito pela 99Food nos seis primeiros meses de operação em Belo Horizonte mostra que lanche, pizza e açaí formam o top 3 entre os pedidos dos belo-horizontinos, mas a marmita, a comida do dia a dia, vem ganhando cada vez mais espaço no delivery. No período, os lanches representam cerca de 47% dos pedidos, seguidos por açaí e pizza. Na quarta posição, as marmitas alcançaram mais de 11% da preferência, apresentando o crescimento mais acelerado desde fevereiro de 2026. Os números mostram que, embora as escolhas mais associadas ao lanche e aos momentos de descontração continuem predominantes, a 99Food tem conquistado espaço também nas refeições cotidianas. “O delivery em Belo Horizonte deixou de ser apenas um momento de lazer para se tornar um aliado na rotina. Essa mudança onde a 99Food passa a ser utilizada para as refeições diárias reforça que estamos entregando o que o consumidor precisa com qualidade e praticidade,” destaca Bruno Rossini, diretor sênior de Comunicação da 99.
“Nós temos uma tradição mineral. Você vai a Minas Gerais, você tem toda uma infraestrutura voltada para mineração, de empresas que prestam serviço, você tem
uma mão de obra preparada. Minas Gerais é um hub de competitividade mineral”
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José Carlos Martins
Presidente do Conselho de
Administração da Cedro Participações
