O Capital Moto Week (CMW), maior festival de motos e rock da América Latina, chega em 2026 com uma proposta que vai além de um evento musical tradicional: reunir diferentes gerações em torno de uma mesma trilha sonora. Nesta edição, o festival aposta em uma verdadeira viagem pelo rock, dos clássicos dos anos 1980 aos hits que marcaram os anos 2000, passando pelo peso do metal e pelas novas apostas do cenário internacional.

A Cidade da Moto, que é um dos maiores complexos de entretenimento do país, será palco dessa experiência entre os dias 23 de julho e 1º de agosto, na Granja do Torto, em Brasília (DF).

Entre os destaques internacionais, está o Nazareth, banda escocesa que ajudou a definir o som do rock clássico. No repertório, estarão as baladas intensas que dominaram rádios e trilhas sonoras, além de músicas carregadas de energia que seguem presentes em shows ao redor do mundo. Outro nome que conecta com o público é Eagle-Eye Cherry. Conhecido por hits que dominaram o início dos anos 2000, o artista costuma transformar seus shows em coro coletivo, especialmente quando surgem sucessos que marcaram a juventude de quem viveu naquela época. A atmosfera é mais leve, com pegada pop rock e forte apelo nostálgico.

A programação internacional também abre espaço para o peso do metal com o projeto Master of Voices, que reúne músicos ligados a bandas consagradas do gênero. A expectativa é de apresentações mais intensas, com repertório voltado ao hard rock e heavy metal, explorando solos marcantes, vocais potentes e a estética clássica do estilo. Abrindo esse momento, a banda Velvet Chains surge como uma das apostas contemporâneas do festival, trazendo uma sonoridade atual e energética.

Barão Vermelho com formação original encerra a edição

Do lado brasileiro, o encerramento do Capital Moto Week 2026 promete ser um dos pontos altos do festival. O Barão Vermelho sobe ao palco com o show Encontro Formação Original, considerado um espetáculo raro e de alta demanda no país. A apresentação revisita sucessos que ajudaram a consolidar o rock nacional, em um clima de celebração que tende a mobilizar diferentes gerações, dos fãs históricos aos mais jovens que herdaram essas músicas.

“O Capital Moto Week 2026 foi pensado como uma grande travessia pela história do rock. Criamos uma experiência que conecta gerações, onde cada pessoa encontra uma parte da sua vida na música que vai ouvir aqui”, afirma Pedro Franco, CEO do festival.

Segundo ele, a curadoria buscou equilibrar nomes consagrados e apostas para criar uma narrativa contínua ao longo do festival. “Não é só um line-up. É uma jornada. Você começa nos clássicos, passa pelo metal, chega ao pop rock e termina com o que está sendo produzido hoje. É o rock em movimento, que continua se reinventando”, diz.

O line-up reforça essa conexão com o público. Bandas como Raimundos e Matanza trazem shows conhecidos pela energia e interação intensa com a plateia, enquanto Supla adiciona irreverência e presença de palco. Já nomes como Tihuana e Marcelo Falcão evocam hits que marcaram diferentes fases do rock brasileiro. Por outro lado, Di Ferrero e Lvcas se conectam com um público mais jovem, e carregam a responsabilidade de levar adiante a trajetória e os novos caminhos do rock nacional.

Uma viagem pelas décadas do rock

A curadoria do festival foi pensada justamente para criar essa progressão: sair dos clássicos, passar pelo metal, chegar ao pop rock e desembocar em diferentes vertentes nacionais. Na prática, isso se traduz em um público diverso, que vai desde quem viveu o auge do rock nas décadas passadas até quem está descobrindo o gênero agora. Além da música, o CMW 2026 aposta em estrutura ampliada, com novas áreas dedicadas a experiências, ativações e interação com o público. A ideia é transformar o festival em um ambiente que combine shows, convivência e produção de conteúdo, algo cada vez mais valorizado em grandes eventos.

“O festival cresce junto com o público. Ampliamos espaços e criamos interações para que cada pessoa viva o CMW de forma única, dentro e fora dos palcos”, acrescenta Pedro Franco.

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Com essa combinação, o festival se propõe a oferecer uma experiência que conecta passado e presente do rock. Para o público, a promessa é simples, encontrar, na Cidade da Moto, diferentes fases da vida traduzidas em música alta, guitarras marcantes e refrões que atravessam gerações.

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