Após mais de três décadas no topo do mundo corporativo, liderando uma das maiores operações de delivery da Europa, a Domino’s Pizza, o britânico Chris Moore inicia um novo capítulo de sua trajetória, e escolhe o Brasil, país com o qual construiu uma relação profunda ao longo da vida, como ponto de partida.
Aos 66 anos, ele finalmente dá vazão ao seu lado artístico com o lançamento de Malandro que é Malandro, single de estreia do seu primeiro álbum autoral, assumindo com verdade, a identidade que sempre o acompanhou: a de um gringo-meio-brasileiro vivendo o sonho de ser artista.
A música foi concebida no Walkabout Estúdio, no Rio de Janeiro, espaço fundado por Chris Moore que reúne tecnologia de ponta e um ambiente criativo voltado à colaboração entre artistas.
O estúdio é conduzido por Glaucus Linx, saxofonista, compositor e produtor musical, parceiro de Chris, que também assina a produção do álbum e coleciona parcerias com grandes nomes como Mick Jagger, Elza Soares (para quem produziu o álbum Somos Todos Iguais, marco de seu retorno ao mercado), além de Isaac Hayes (Shaft), Salif Keita, Lobão (O Rock Errou), Nelson Sargento e Banda Black Rio, entre tantos outros.
Composta por Moore e Linx, a faixa é interpretada pela cantora Helô Lourenço, uma das vozes brasileiras mais conhecidas em Paris. Com sua voz quente, potente e camaleônica, ela é capaz de passar instantaneamente de um registro suave e inocente para outro áspero e sensual, o que a música pedir: “Ela tem essa voz meio rouca, metálica, que, quando eu ouvi, pensei que ficaria sensacional!”, conta Glaucus, que assina a produção desta e das demais faixas do disco.
A música conta ainda com um solo virtuoso de violão de Romero Lubambo, um dos maiores violonistas brasileiros da atualidade, reconhecido mundialmente pela sua habilidade única de misturar jazz com música brasileira, especialmente bossa nova e samba. Já tocou com nomes como Gal Costa, Milton Nascimento e Billie Eilish.
A canção homenageia a figura do malandro, não somente pela astúcia, mas também pela sagacidade e capacidade de resistir com estilo e ginga.
A letra, inteligente e cheia de identidade, é assinada por Gabriel Moura, fundador do Farofa Carioca e um dos nomes fundamentais na construção do samba-funk contemporâneo. Moura também é coautor de grandes sucessos eternizados na voz de Seu Jorge, como Burguesinha, Quem não quer sou eu, Mina do condomínio e Felicidade.
A história por trás do single ajuda a traduzir a dimensão desse lançamento. A base da música foi criada por Moore há mais de 40 anos, durante uma jam session com o guitarrista Dominic Miller, conhecido por seu trabalho com Sting. Guardada por décadas, a ideia encontrou agora o momento certo para ganhar forma, transformando-se na espinha dorsal da faixa que abre o disco.
Malandro que é malandro revela apenas uma das camadas de um trabalho que passeia por diferentes universos sonoros. Com base no samba, a faixa traz arranjos sofisticados e uma atmosfera que dialoga com a tradição da música brasileira, sem limitar o álbum a um único gênero.
Do escritório ao estúdio
Conhecido por sua atuação como CEO da Domino’s Pizza no Reino Unido e Irlanda, onde foi peça-chave na expansão da marca e na consolidação de modelos inovadores de consumo, Moore foi aclamado como uma das 15 pessoas mais importantes nos 50 anos de história da empresa.
Nascido na Inglaterra e radicado no Brasil desde a adolescência, Chris Moore construiu uma carreira sólida no universo dos negócios antes de decidir priorizar sua vocação artística, um caminho que, na prática, sempre esteve presente. Ao longo de sua trajetória na Domino’s, Moore foi responsável por liderar a expansão da rede, além de implementar estratégias que ajudaram a transformar o delivery em um dos pilares centrais do consumo contemporâneo, incluindo o desenvolvimento de sistemas de pedidos online ainda nos anos 1990.
Agora, ao lançar seu primeiro trabalho autoral, Chris Moore não abandona essa bagagem, ele a ressignifica: “O Chris Moore é um artista muito prolífico, uma pessoa que tem várias camadas artísticas, conceituais, que se adapta a muita coisa e que absorve muito facilmente vários conceitos diferentes, e isso o torna um artista múltiplo. Nossa união me parece um caminho lógico: o do destino, que nos uniu na hora certa, no momento certo. É como se nos conhecêssemos desde sempre” declara Glaucus.
O álbum, que será lançado em breve, apresenta 12 faixas que passeiam pelo samba, jazz, pop romântico e reggae, com letras em português, inglês e italiano. É a materialização de um sonho adiado, mas nunca abandonado, e a prova de que o tempo certo pode resultar em uma obra de rara maturidade e elegância.
“Esse trabalho é o resultado de uma relação que nunca deixou de existir. A música sempre esteve comigo, mesmo quando a vida me levou por outros caminhos. Esse álbum reúne histórias, ideias e composições que nasceram em diferentes momentos da minha vida e que agora finalmente ganham forma”, conta Chris Moore.
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