Não entendi a destinação de R$ 15 milhões para o Atlético, R$ 15 milhões para o Cruzeiro e R$ 2 milhões para o América, anunciados pelo governo do Estado de Minas Gerais para suprir parte da perda de receita dos clubes devido à extinção das bets, por medida provisória do ex-presidiário. É uma ação eleitoreira, pois o Estado deveria ajudar o povo mineiro e não clubes de futebol. Eles que se mantenham com suas receitas e aprendam a controlar suas despesas. Um Estado quebrado, devendo até as cuecas, pagando uma fortuna de juros e o atual governador fazendo ação “beneficente”. Claro que os clubes se planejam financeiramente, incluindo em seu orçamento, o dinheiro vindo das bets, para os três próximos anos. E vale lembrar que o Congresso deverá derrubar e vetar essa medida provisória, e as bets legais voltarão a operar. O que foi feito pelo ex-presidiário foi uma medida extrema, de desespero, para tentar ganhar votos. Mas o tiro saiu pela culatra, quando mais de mil sites de apostas piratas entraram no mercado brasileiro. Não há controle sobre isso, ainda mais que a maioria deles é da China.
O Estado deveria se preocupar em melhorar a merenda escolar, saúde, educação e segurança da população. O futebol não pode e não deve receber qualquer tipo de auxílio de empresas do governo, ainda mais Atlético e Cruzeiro, que são SAFs, têm donos. Os clubes brasileiros já receberam do governo federal dois refiz, e nem assim tomaram vergonha na cara. O Corinthians deve R$ 3 bilhões, a maioria deve mais de R$ 1 bilhão, mas todos continuam contratando a rodo, pagando salários absurdos, porque os dirigentes não têm responsabilidade fiscal. Jogam as dívidas para debaixo do tapete e para a próxima gestão. Governos estaduais, prefeituras, governo federal não têm que ajudar clubes de futebol. Eles têm que cuidar da segurança, saúde, educação, habitação, coisa que fazem mal e porcamente.
Esse atual governador é tão inexpressivo que ninguém conhece. Quis sensibilizar os torcedores, em busca de votos, mas não colou. Vai ficar fora do segundo turno, o que será muito bem-feito. E tem mais: as bets voltarão em breve, por medida do STF ou do Congresso. Elas pagaram para o governo para se estabelecerem, R$ 30 milhões cada, além de terem beneficiado o país em R$ 10 bilhões em impostos, somente no ano passado. Portanto, é questão de tempo para os clubes estamparem novamente as marcas das bets que os patrocinam. O que entrou de bet ilegal essa semana, foi uma grandeza. Os viciados vão continuar a jogar, pois sem o controle do governo, os sites piratas, principalmente da China, irão invadir o Brasil. Demagogia pura desses políticos, que querem ganhar votos através de medidas esdrúxulas e eleitoreiras. Dinheiro de estatal não é para entrar no futebol e sim para cuidar da população. Que cada clube se vire e busque suas alternativas, nesse momento em que perderam receitas. O estado não paga as contas de ninguém da população, por que trata o futebol de forma diferente? E, cá para nós, felizmente, Cruzeiro e Atlético são Safs e seus donos, bilionários que são, devem considerar esses R$ 15 milhões como dinheiro de pinga. Cruzeiro e Atlético sobreviverão caso as bets não voltem, pois têm donos. Já os outros clubes, tenho minhas dúvidas.

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