A Seleção Brasileira, maltratada, surrupiada, que amargou a pior colocação na última Copa do Mundo, volta a campo nesta sexta-feira, na Austrália, para dois amistosos inexpressivos, e depois vai jogar na Índia. Uma vergonha que a CBF agende amistosos caça-níqueis, e faça com que as competições nacionais parem, além da Conmebol ter que paralisar Libertadores e Sula. Entendo que é Data Fifa no mundo, mas na Europa há a Nations League, seleções fortes se enfrentando. Como na América do Sul o futebol é um lixo, eles não conseguem se organizar e criar uma competição decente. A Copa América é uma vergonha, com jogos sofríveis. Aliás, o Brasil hoje é o quinto colocado por essas bandas, pois nas Eliminatórias ficou atrás de Argentina, Uruguai, Colômbia e Paraguai, o que prova que o nosso futebol está doente e carente. Temos um técnico italiano ultrapassado, com conceitos arcaicos.
Os técnicos brasileiros não servem mais. Os portugueses tomaram essas terras e hoje são os protagonistas por aqui. Leonardo Jardim, Abel Ferreira e Artur Jorge fazem sucesso. Outros, menos votados, buscam um lugar ao sol. Os jovens técnicos brasileiros não têm espaço. Quando fazem bons trabalhos em times menores e são guindados aos grandes, em cinco jogos são demitidos. Dessa forma, vivemos uma gangorra. O time convocado por Ancelotti tem jogadores que precisamos recorrer ao Google para sabermos quem são. Segundo o treinador, é uma renovação total. Ele deveria ter feito uma renovação na Copa do Mundo e dado experiência aos jovens. Porém, preferiu Neymar, Casemiro e cia e se deu mal, com um papel vexatório no Mundial, quando não ganhamos de ninguém, pois vencer Haiti e Escócia é ganhar de ninguém. Com o Japão sofremos, e com a Noruega voltamos para casa. Aliás, para casa não, pois nem o técnico desembarcou no Brasil. Foram todos para a Europa, curtir os balneários, e Ancelotti foi curtir o Canadá, onde mora.
A CBF bateu palmas para isso e a imprensa pouco a questionou. Se fosse um técnico brasileiro, que não desse satisfação ao povo pelo fracasso, seria execrado, mas Ancelotti é italiano e tem grife, embora não seja mais um treinador moderno. Só ganhou com os gigantes europeus, e não faria mesmo um grande trabalho numa seleção que perdeu seu encanto, sua magia, sua arte. O único atenuante é o fato de o Brasil não ter mais um craque e os grandes jogadores, e isso serve como desculpa para o treinador. Vamos encarar a realidade: o Brasil não vai ganhar a Copa do Mundo nos próximos 50 anos. Nosso futebol agoniza e só falta a pá de cal para enterrá-lo. Ainda nos orgulhamos de ser os únicos pentacampeões, mas isso não vai durar muito tempo. Logo, logo, Itália e Alemanha se organizam e ganham o Mundial.
Tenho uma sugestão ao torcedor brasileiro: que ninguém perca seu tempo em acordar cedo para ver essa seleção jogar na Austrália. Vamos dar ibope negativo para a Globo, não ligando a TV. Não dá mais para ser enganado com esse futebolzinho de quinta categoria que a Seleção joga. É preciso passar um pente fino na CBF, colocar um presidente que entenda de bola e tenha sido jogador, Ronaldo Fenômeno, Kaká, Cafu, por exemplo. Uma entidade desmoralizada, comandada por Gilmar Mendes e seu filho, segundo denúncias na imprensa. Não há mais como o torcedor brasileiro aceitar isso. Dane-se a seleção, essa que aí está, não nos representa mais. Os poucos excelentes jogadores que temos não merecem ser comandados por um técnico ultrapassado, e nem por uma entidade que sempre esteve atolada em corrupção. Não assistam aos jogos da Seleção Brasileira. Ela morreu, só não foi enterrada, ainda.
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