Os principais clubes brasileiros fizeram uma nota conjunta na qual dizem que se as Bets deixarem de patrociná-los, será o fim do futebol por essas bandas. Em época de eleições, para conquistar o voto, políticos ameaçam acabar com as apostas no Brasil, esquecendo-se de que elas foram regularizadas e permitidas de forma oficial, afastando as Bets clandestinas e os jogos ilegais, o que foi um grande avanço no país. As Bets legais geram milhares de empregos e sustentam outras milhares de famílias no Brasil. Essa hipocrisia dos políticos causa nojo, pois a gente sabe que é apenas um golpe para ganhar votos, diante do apelo de alguns jogadores contumazes sem controle, na verdade uma parte pequena da população. O tal jogo do “Tigrinho”, sim, é venal e mortal para quem nele aposta. As Bets, com apostas no futebol, no placar de um jogo, número de escanteios, quem vai fazer o gol antes dos 10 minutos de jogo e por aí vai, não fazem mal a ninguém que aposta com responsabilidade.

E não adianta o atual presidente da república, o ex-presidiário Lula, dizer que vai proibir o jogo. Ele não tem prerrogativa para tal, diante de um governo tão contestado e corrupto, com escândalos em cima de escândalos. Quem decide são os congressistas e eles não serão irresponsáveis de tirar o emprego das famílias brasileiras e nem de quebrar uma das poucas formas de lazer de um povo tão sofrido, que é o futebol. Não é balela dos clubes quando eles dizem que “será a falência do futebol caso as Bets deixem de patrociná-los”. Vejam que os gigantes do nosso futebol estampam várias marcas no peito dos jogadores e no entorno dos gramados. Existe o vício da bebida, das drogas, do cigarro. Aliás, as propagandas de cigarro foram proibidas e nem por isso as pessoas deixaram de fumar.

Cada um tem sua responsabilidade e sabe onde o “calo aperta”. O jogo não é meio de vida, é apenas uma diversão, que deve ser tratada com responsabilidade. Eu, por exemplo, faço minhas apostas nos jogos de futebol, sempre aquele pouquinho de dinheiro que está sobrando, para me divertir. Pior são as casas de apostas clandestinas e jogatinas de pôquer, escancaradas pelo Brasil, para as quais as autoridades fecham os olhos. Tudo que é legalizado e contribui para a economia do país é válido. As casas de apostas legais tiveram um faturamento, segundo a receita federal, na casa dos R$ 220 bilhões, mas o faturamento real dessas empresas, conhecido como Gross Gaming Revenue (receita bruta dos jogos), que desconta os prêmios pagos aos apostadores, ficou em torno de R$ 37 bilhões. Vejam bem, isso é a receita bruta e não a líquida ou o lucro das Bets.

É preciso que o Brasil pare com essa hipocrisia toda vez que tem eleição e um tema é abordado com irresponsabilidade. Era muito pior quando tínhamos as casas de apostas ilegais e as pessoas não deixavam de jogar. Eram até mais viciadas, pois tudo o que é escondido e ilegal gera interesse e curiosidade. Os políticos deveriam se preocupar em cuidar da saúde, educação, moradia e segurança do povo brasileiro, e não fazer demagogia em torno de determinado assunto. Sou a favor das Bets legalizadas, assim como são os clubes de futebol. A importância delas na vida dos nossos times tem sido vital e não sei quanto tempo duraria para grandes clubes fecharem as portas. Que continuem legalizadas, fiscalizadas e que nós, apostadores, saibamos ter responsabilidade na hora de jogar. Nada além daquilo que podemos alcançar. Jogo não é meio de vida. Aqui nos Estados Unidos a indústria dos jogos dá milhões de empregos e os americanos adoram jogar. Eu moro a 30 minutos do Cassino Hard Rock, mas nunca joguei um centavo lá. Adoro ir aos shows ou aos restaurantes que lá tem, mas não me interesso por roletas ou Black Jack (21). Gosto mesmo é de apostar em jogos de futebol, que sempre foi e será minha paixão. Isso se chama responsabilidade. É o que está faltando para alguns apostadores. E, aos políticos, paguem os impostos altíssimos que as Bets legalizadas pagam e invistam na educação, saúde e segurança. Menos hipocrisia e mais ação. Isso sim seria cuidar da saúde mental do povo brasileiro.

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