“Respeito a torcida e qualquer crítica que venha dele, mas não vamos admitir ruído em relação ao nosso treinador, que é excelente, tem contrato até 2030, e pretendemos cumprir. A pior coisa que tem no futebol é ficar trocando treinador. Quando contratamos o Artur Jorge, traçamos um planejamento em que ele iria trabalhar com os profissionais, integrando jogadores da base, e esse trabalho ele faz muito bem”. Esta foi a principal fala do dono do Cruzeiro, Pedro Lourenço, em entrevista à TV Cruzeiro, na quinta-feira. Ele está certíssimo. Artur Jorge tem bagagem, história e currículo para dirigir o Cruzeiro. Foi campeão Brasileiro e da Libertadores com o Botafogo, em 2024, e em pouco tempo de Minas Gerais tirou o Cabuloso da lanterna e o colocou na disputa por uma das vagas para a Libertadores do ano que vem. Os quatro primeiros garantem vaga direta na competição, sendo que Flamengo e Palmeiras vão ficar com primeira e segunda colocações, e Cruzeiro, Flu, Bahia e o próprio Athletico brigam pelas duas vagas. O quinto colocado brigará na pré-Libertadores, mas, em caso de Fla, Palmeiras e Flu ganhar a Libertadores deste ano, abriria uma sexta vaga.

O trabalho da diretoria é muito bom. Em dois anos, levou o Cruzeiro a uma final da Sul-Americana, terceiro lugar no Brasileirão passado, onde não ganhou pelos erros crassos de árbitros, e à semifinal da Copa do Brasil, onde também foi garfado pelo gol de mão de Memphis “Demão” e não Depay. Não me canso de lembrar disso. Com o terceiro lugar no Brasileirão, voltou à Libertadores depois de 7 anos. Se um trabalho desses, em tão pouco tempo, é ruim, não sei mais o que é bom no nosso futebol. O projeto traçado por ele e Pedro Junio é de médio e longo prazos, mas em pouco tempo eles conseguiram colocar o Cruzeiro no mapa nacional e internacional. O torcedor exibe, com orgulho, pelas ruas, a camisa azul.

A diretoria cometeu erros? Sim, todos cometem, mas os acertos são maiores. A contratação de Tite foi um desastre, assim como o dinheiro pago por Gerson, que é apenas um bom jogador do meio-campo, que não altera a cotação do dólar. No mais, o Cruzeiro investiu em jogadores jovens, que darão retorno técnico e financeiro. A base é olhada com muito carinho, e Artur Jorge está completamente integrado ao trabalho com os jovens. Otávio, goleiro convocado para a Seleção Brasileira, confirma a tradição azul de ter grandes homens debaixo da meta. É mais um ativo que, com apenas 20 anos, conquistou a torcida e o Brasil. Jonathan Jesus, contratado ao Fortaleza, é outro que está muito bem e já teve propostas do exterior. Tudo isso é trabalho de uma diretoria que investiu até aqui R$ 1 bilhão na compra do clube e de reforços. Lembrando que o dinheiro sai do bolso do seu dono, pois o Cruzeiro é SAF.

Eu apoio essa diretoria de forma incondicional. Não fosse ela e o clube talvez não existisse mais. E tanto Pedro Lourenço quando Pedro Junio, presidente vice, são torcedores apaixonados, e sofrem como os 14 milhões de cruzeirenses espalhados pelo mundo, quando as coisas não funcionam conforme o planejado. Não tenho dúvidas de que esse projeto será vencedor e que, em breve, o Cabuloso estará erguendo um grande troféu. É a velha frase do presidente Alexandre Kalil: “um ano a bola bate na trave, no outro, no travessão, e no outro ela entra”. Em breve, a bola vai entrar na casinha e o grito de campeão sairá da garganta dos cruzeirenses. Confiem, seu clube tem donos apaixonados, que não querem dinheiro, querem taças!

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