Miami – Falta pouco para a bola rolar na Copa sediada por Estados Unidos, México e Canadá. Como jornalista credenciado pelo jornal “Estado de Minas” pretendia cobrir a abertura, no jogo entre México e África do Sul, na Cidade do México, mas estou declinando. Não vale a pena pegar um avião em Miami para cobrir um jogo tão fraco e sem importância. Aliás, fica uma sugestão para a Fifa de, na próxima Copa, fazer um grande jogo no início da competição. Sei que um país-sede tem de estar nessa abertura, mas por qual motivo não um jogo entre Alemanha x México, por exemplo. Vou mesmo cobrir os jogos aqui em Miami, no Hard Rock Stadium, que a Fifa quer que chamemos de Miami Stadium, pois ela não permite namerights em suas competições, e fazer um bate volta nos jogos do Brasil. Diante de tantas decepções com nosso escrete canarinho, desisti de ficar 40 dias por conta desses jogadores mascarados e egoístas.

O prêmio para a seleção campeã do mundo é de US$ 50 milhões, cerca de R$ 250 milhões, e a CBF fez acordo com os jogadores de pagar 70% para eles e 30% para os demais membros da delegação. Sinceramente, esses caras já milionários precisam receber prêmio para tentar ganhar a Copa? Se tivessem realmente amor à pátria, à camisa, jogariam pelo prazer da conquista e para dar alegria ao povo brasileiro. O discurso deles é só para fazer média, pois são mesmo “mercenários”, como diz o torcedor. Servir o país deveria ser um orgulho e não receber dinheiro para isso. A primeira coisa que se fala no Brasil é em premiação. Uma seleção fraca, sem credibilidade, com vários ex-jogadores em atividade, e um monte de “pachecão” a puxar o saco, que o digam os tais influencers. E a Globo, que vai colocar a esposa do ex-jogador Denílson para entrevistar as mulheres dos jogadores! O que isso tem a ver com a bola rolando, com o espetáculo? Só mesmo alguém sem ter o que fazer para assistir esse tipo de entrevista. São as chamadas “subcelebridades”, que para alguns torcedores não passam de interesseiras e oportunistas. O amor? Que amor, só se for pelo dinheiro.


Pazes com Felipão

Após assistir a uma bela entrevista do técnico Luiz Felipe Scolari tomei a liberdade de enviar uma mensagem para ele, com quem rompi relações em 2014, me desculpando pelos excessos nas críticas e reconhecendo nele um técnico vencedor, sim. Último campeão do mundo com o Brasil e o técnico que, bem ou mal, nos levou a melhor colocação nas últimas Copas, o quarto lugar em 2014, Felipão tem uma história vencedora por onde passou. Infelizmente as críticas, algumas pertinentes, outras não, nos põe em posição antagônica, mas dessa vida não levamos nada, a não ser as amizades verdadeiras. Tive uma participação direta na ida de Felipão para a CBF, em 2001, assim como tive o privilégio de ele me pedir papel e caneta numa entrevista que me concedeu na TV Horizonte para fazer a convocação para a Copa América daquele ano. Entreguei a ele papel e caneta e fui saindo da sala, quando ele me chamou e disse: “Jaeci, podes ficar aqui e ver a lista”. Vi todos os nomes, mas por respeito a ele não dei um nome sequer no jornal ou na TV.

No dia seguinte, na despedida de Felipão de BH, Humberto Vieira fez um jantar em homenagem a ele na sede da Primus Turismo e me convidou. Na hora de agradecer, Felipão olhou para mim e disse: “Jaeci, eu já confiava e gostava de você, agora gosto ainda mais, pois você viu a lista e não deu uma linha sequer”. Portanto, uma amizade dessa não se joga fora por causa de críticas feitas no campo esportivo. Já te pedi desculpas, por mensagem, e você aceitou, mas me sinto na obrigação de te pedir desculpas, publicamente, Felipão. Você é dos técnicos mais vitoriosos do mundo e merece todo o meu respeito e admiração. Te convido a tomar um bom vinho, aqui em casa, quando estiver em Miami, durante a Copa, afinal, você esteve no meu casamento, em 2000, e será sempre bem-vindo. Que bom ter a sua amizade de volta.

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