Que o Cruzeiro era franco favorito no clássico de sábado não havia dúvidas. Temia-se até por uma nova goleada, mas o Atlético Mineiro fez prevalecer sua camisa, seu peso e sua tradição no jogo com o rival. Venceu até com certa tranquilidade, por 3 a 1, mas poderia ter feito 4 ou 5. Sempre digo que o futebol é o único esporte coletivo em que o mais fraco pode vencer o mais forte, e, neste momento, o Cruzeiro tem mais time, mais grupo, mais técnico e mais futebol que o adversário, mas não confirmou isso na prática. O goleiro Everson não fez uma defesa sequer e seu time não deu espaços ao Cruzeiro, para tentar uma reação. O meio-campo alvinegro, onde se ganha o jogo, dominou, e Matheus Pereira, cérebro azul, não viu a cor da bola, pois foi marcado em cima e nada criou. Foi um Cruzeiro apático, de “salto alto”, achando que poderia ganhar a hora que bem entendesse. O resultado está aí. Teve a chance de afundar ainda mais o rival na crise, mas o ressuscitou.
O futebol brasileiro está abaixo da crítica. A bola quase não rola, jogadores simulando agressões, árbitros despreparados, que veem o pênalti na sua cara, mas mandam o jogo seguir esperando pelo VAR. Foi o que fez o tal Flávio Rodrigues de Souza, no pênalti, claríssimo, a favor do Galo. Foi na cara dele e ele fingiu que não viu, até ir ao monitor, chamado pelo VAR, e marcar aquilo que todos vimos. Não é possível que isso aconteça mais. A bola rola menos de 45 minutos em 100, outra grande vergonha. Porém, para o atleticano, o que vale é ele ter “lavado a alma” com a vitória que precisava ter diante do rival. Se não foi um jogo perfeito, foi de garra, vontade e de contra-ataques precisos, que resultaram nos gols alvinegros.
A lamentar, alguns torcedores do Cruzeiro, ou seria melhor chamá-los de vândalos, agredindo dirigentes alvinegros no camarote, jogando todo tipo de objeto neles. Uma vergonha, um desrespeito que você não vê nos países civilizados. A gente exige paz e segurança, mas quando deveríamos dar o exemplo, recebendo bem, acontece isso. Outra grande vergonha é esse tal Lyanco. Cara desequilibrado, covarde, que entrou para quebrar a perna de Bruno Rodrigues. Foi expulso e chamado a atenção por seu companheiro de clube, Renan Lodi. Quase chegaram às vias de fato, não fosse a turma do “deixa disso”. Esse rapaz precisa de um psicólogo, ou então ele não tem jeito. Vive criando confusão, é um péssimo jogador e, sempre que tenta fazer média com a torcida, se dá mal. Ninguém o suporta mais, nem no próprio clube. O Atlético deveria mandá-lo embora, pois além de nada acrescentar, ainda vive criando tumulto, sujando a imagem da instituição.
No campo, não há o que contestar. O Atlético foi infinitamente superior e o resultado poderia até ser mais amplo. Agora o Cruzeiro vira a chave para a Libertadores, onde tem compromisso duríssimo, quarta-feira, no Chile, diante da Católica, líder do grupo. Se quiser pensar em avançar às oitavas é fundamental vencer, pois o Boca deve passar pelo Barcelona e chegar aos 9 pontos. Como perdeu para o próprio Católica, no Mineirão, o time azul se vê na obrigação de vencer para não se complicar e manter o sonho do tri da Libertadores aceso. Para isso, porém, terá que jogar o que não jogou no sábado, com futebol abaixo da crítica, erros na escalação e por aí vai. Sim, Artur Jorge é um baita técnico, mas erra também. E para fechar, meu time começa com Lucas Silva e Lucas Romero juntos. São os pilares dessa equipe, mas o treinador não enxergou isso até hoje. Gerson, como me disse Emanuel Carneiro, em almoço aqui em Miami, no sábado, “é um jogador preguiçoso”, que não vai passar disso que o torcedor está vendo.
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