Mesmo sem apresentar um belo futebol, o Cruzeiro contou com o artilheiro Kaio Jorge, com 7 gols, para garantir o título mineiro. KJ é predestinado e em sua única chance, cabeceou certeiro, para dar o título ao time azul. A rigor, foi um jogo fraco, de muita marcação, muita transpiração e pouca inspiração. Cássio não fez uma defesa sequer, o que mostra que o Cruzeiro, mesmo sem empolgar, foi quem mais buscou pôr a bola na rede. A China Azul cantou, dançou e comemorou, e deu uma trégua para Tite, que, conforme antecipei, não cairia nem em caso de derrota.

O Cruzeiro é campeão de fato e de direito, e se há alguém que merece comemorar seu primeiro título como dirigente, esse alguém é Pedro Lourenço, além de seu filho e vice-presidente, Pedro Junio. A nota triste foi a briga generalizada, depois que Everson perdeu a cabeça, quando Christian trombou com ele. Que vergonha. Virou MMA, estragando uma festa onde 49 mil torcedores se comportaram bem, mas os jogadores deram o péssimo exemplo em campo.

O que mais me deixou feliz nesse clássico foi ver as duas torcidas do bem, dividindo o Mineirão, com seus cânticos, mostrando que ali é lugar de senhoras, senhores, crianças, adolescentes, enfim, de torcedores de verdade e não de “bandidos, travestidos de torcedores”. Dessa vez a FMF e as autoridades mostraram que o Estado não perdeu o comando e que privilegia sim os pagadores de impostos, pessoas totalmente do bem.

No gramado, duas equipes que fazem uma péssima campanha no Brasileirão, ambas na zona de rebaixamento, com futebol pífio, envergonhando sua gente. Nos bancos, um técnico totalmente contestado pela torcida azul, Tite, que tem rejeição de quase 100%, mas que, segundo apurei, seria mantido, independentemente do resultado. Do outro, um treinador que chegou há uma semana e que teria cobrança zero em caso de perda do título.

A bola rolou e com ela a esperança de um heptacampeonato para o Galo, e de uma quebra de hegemonia do alvinegro, pelo Cruzeiro. Nunca fiquei em cima do muro em clássico, mas, como os dois times chegaram com futebol péssimo, apontei 50% para cada lado, mas tinha a esperança de um 3 a 2, um 4 a 3, que seria fantástico.

Os prognósticos apontavam o contrário. Um 0 a 0, com jogo disputado de uma intermediária à outra, e uma possível disputa de penalidades para decidir quem ficaria com a taça. E foi isso que aconteceu na primeira fase. As duas equipes com medo de ganhar perderam a vontade de vencer. Um chute de Kaíke logo a 1 minuto de jogo e outro de Lucas Silva, no fim do primeiro tempo, foram os destaques. O Atlético não chutou uma bola em gol. As duas equipes abaixo de qualquer crítica.


Segundo tempo

Técnicos pensativos, com medo de mexer, esperando uma falha do adversário. Sabe aqueles técnicos que jogam por uma bola? Pois é, essa era a impressão, até que a bola foi levantada na área por Gérson, Kaio Jorge cabeceou, a bola bateu na trave e entrou, mas não tocou na rede. Everson tentou tirar, mas ela já havia ultrapassado a linha. Cruzeiro 1 a 0. Olho no KJ, Ancelotti! Artilheiro da competição, mais uma vez.

Será que o jogo ficaria mais aberto? Não entendo Scarpa no banco, e Bernard e Dudu em campo! O time do Atlético não tem uma jogada sequer. Depende de Everson fazer um bom lançamento. O Cruzeiro estava mais perto do segundo gol. Cássio não fez uma defesa sequer. O torcedor alvinegro pediu Scarpa, e ele entrou aos 30.

O técnico Eduardo Dominguez chegou há uma semana, mas seu time não apresentou nada de bom. Reforços desentrosados, alguns sem muita qualidade. Um time que não dá um chute a gol, realmente não pode sonhar com algo maior. Cruzeiro campeão. Agora é mudar a chave e pensar no Flamengo, pelo Brasileiro, quarta-feira, no Maracanã. Até lá, é comemorar!

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