Colômbia e Brasil se enfrentam hoje pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Na América do Sul temos 10 seleções e seis delas garantem vaga de forma direta. Uma disputará a repescagem e apenas três ficarão fora do maior evento do Planeta Bola. O que implica dizer que é uma vergonha dedicar três anos a uma competição que vai classificar 70% das equipes. Joga-se para nada. O Brasil, único país a estar presente em todos os Mundiais, jamais ficará de fora, ainda mais nesse formato. Quero ver o que a Conmebol fará para 2030, já que Paraguai, Uruguai e Argentina estão garantidos, pois teremos jogos nesses países, assim como nos outros países-sede, Espanha, Portugal e Marrocos. Uma Copa em três continentes: europeu, africano e americano. Coisas da Fifa e de Infantino, que de bobo não tem nada. Trabalha, pelo visto, sem corrupção, mas se perpetua no cargo, como seus antecessores, sendo recebido por reis, rainhas, chefes de Estado, Papa e por quem ele desejar. Viaja em primeira classe, fica em hotéis 7 estrelas, toma champagne, come caviar e agrada aos presidentes de confederações, responsáveis por sua reeleição. Entenderam a engrenagem?

Vou abordar esse assunto em outra coluna, porque agora quero falar sobre Fernando Diniz, a quem apoiei na Seleção, que para mim gosta da tabela, do toque, do drible e do gol. Aos poucos, vai afastando a patota que Tite montou em seis anos de fracasso. Muitos dirão: “o Tite fez um trabalho brilhante nas Eliminatórias”. Só rindo mesmo! Eliminatórias valem título? Até onde eu sei, não vale absolutamente nada, e os motivos estão acima. Com Danilo, Marquinhos, Daniel Alves (prestes a ser condenado por estupro), Thiago Silva e Neymar, entre outros engodos, Tite protagonizou os piores momentos da gloriosa história da Seleção Brasileira, com fracassos em 2018 e 2022. Vocês precisam entender uma coisa: com qualquer treinador, a seleção perde muito pouco e o que vale mesmo é Copa do Mundo. Ganhar amistosos, Copa América, Copa das Confederações (que nem existe mais), nada acrescenta ao nosso futebol. Vamos igualar o nosso maior jejum em 2026, com 24 anos sem por a mão na taça Fifa. Uma vergonha para um futebol que se diz tão produtor de craques. Aliás, palavra em desuso no Brasil, já que não temos nenhum craque em atividade no nosso país, nem no mundo. Vini Júnior e Rodrygo ainda precisam se firmar mais para atingirem esse estágio.

Fernando Diniz tem a chance de limpar a seleção de jogadores com cabelinhos pintados, com dancinhas, com fones no ouvido e pouco futebol. Ao renovar o time, com jovens promissores, como por exemplo André, do Fluminense, Diniz mostra personalidade e disposição de mudar a cara do nosso time. Neymar vai ficar 10 meses longe dos gramados. Não torço para ninguém se machucar, mas não ter Neymar na Seleção é um alívio. Com futebol de craque, mas pouca produtividade, não ganhou nada no time canarinho. Ficou aquém do que se espera dos grandes jogadores, e por isso, nunca nos foi útil. Firulas, gols contra Zâmbia, Cingapura e outras equipes de quinta linha, o colocaram como maior artilheiro do time canarinho, só abaixo de Pelé. Para alguns, até mesmo Pelé foi ultrapassado por ele. Piada! Enfim, Diniz, que não sabemos se vai continuar no cargo, pois o presidente da CBF garante Ancelotti, em junho, tem a oportunidade de criar uma nova mentalidade no nosso grupo e lapidá-lo para o lado do bem, formando uma nova geração, que se não ganhar em 2026 estará pronta para 2030. Sou fã de Vini Júnior e Rodrygo, dois garotos fantásticos. Jogam no maior time do mundo, Real Madrid, já ganharam Champions League e são protagonistas. Diniz, não seja refém de Neymar e cia. Afaste Marquinhos, Danilo, Casemiro, Gabriel Jesus, Richarlyson, Alisson, Ederson e outros fracassados na seleção. Esses caras não vão ganhar nada e vão nos fazer sofrer em mais um Mundial. Que percamos com os jovens talentos, para que amadureçam e no deem a taça em 2030. Se você ficar apenas mais seis meses, cumpra a sua missão sem ser refém de ninguém. Não cometa o mesmo erro de Tite, não forme patotas, e crie um estilo de jogo que o brasileiro se orgulha. Toque, tabela, dribles e gols. Assim, nós ganhamos cinco Copas do Mundo. Quanto ao jogo com a Colômbia, hoje, perdendo ou ganhando, não fará diferença. Estaremos em 2026, como estivemos nas outras edições de Mundiais. As Eliminatórias Sul-Americanas estão desmoralizadas com esse modelo. Prenda-se apenas ao time, a renovação. É tudo o que desejamos.

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