Nos últimos dias, a vida do futebol esteve tumultuada, isso, graças ao plano de criar a empresa Fifa Forward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados. De imediato, tão logo tomou conhecimento do plano de Gianni Infantino, presidente da Fifa, A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) se posicionou contra o dirigente e seus planos e conseguiu derrubar a proposta.

Foi uma manifestação unânime dos dirigentes europeus. O mais rápido que se viu na história do futebol mundial.

Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo. E essa manifestação mostrou integridade e seriedade das federações europeias.

A proposta da Fifa acontece num momento em que o futebol mundial vive uma turbulência, devido à suspeição levantada de que casas de apostas estavam infiltradas dentro da Fifa, influenciando resultados de jogos da Copa do Mundo de 2026.

A maior indignação da Copa teve como foco o atacante Balogun, dos EUA, que recebeu cartão vermelho, dado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, no jogo contra a Bósnia. O próximo adversário foi a Bélgica e, na véspera, Infantino se reuniu com Donald Trump. Pouco depois, a entidade máxima do futebol cancelou a suspensão do jogador estadunidense, tendo como base o artigo 27 do Código Disciplinar, colocando a pena em um período probatório de um ano.

Outras punições contestadas aconteceram em expulsões. Como a do sul-africano Themba Zwane, no jogo de abertura contra o México.

Também causou estranheza o volume de US$ 4,8 milhões em apostas na Polymarket em uma não vitória da Espanha sobre Cabo Verde, confronto que terminou empatado sem gols. A demora de três minutos e meio da arbitragem de vídeo para anular um gol de Ferrán Torres na vitória da Espanha por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita foi outro fato a chamar atenção.

Um relatório divulgado pela imprensa espanhola aponta que outras 15 partidas foram colocadas sob vigilância reforçada durante o torneio, principalmente na rodada final da fase de grupos, quando determinados resultados poderiam beneficiar simultaneamente as equipes envolvidas. Ao todo, foram analisadas 12 situações consideradas potencialmente sensíveis sob o ponto de vista da integridade esportiva. Isso pela Fifa.

Um jogador brasileiros foi alvo de suspeitas: Vinicius Júnior. Ele não teria batido o pênalti contra a Noruega porque traria um grande prejuízo a uma certa casa de aposta. Ele teria tido informações, ou melhor, teria sido informado sobre apostas que envolviam seu nome antes da partida. Recebera recomendações. No entanto, isso não ficou provado. Sequer foi investigado.

A rigidez e honestidade dos dirigentes europeus é o que mais chama a atenção e que deve servir de ensinamento para diversas federações, em especial na América do Sul.

O Brasil ficou numa situação complicada para tomar posição, afinal de contas, a Copa do Mundo Feminina está confirmada para nosso país em 2027 e corria o risco de ser cancelada. Mas se esse medo existiu, se havia a possibilidade de isso acontecer, a CBF deveria colocar para fora, divulgar, dando nomes.

Sabemos que muitas vezes aqui, na América do Sul, testemunhamos arbitragens duvidosas contra clubes brasileiros. O futebol é muitas vezes alvo de suspeitas principalmente contra clubes brasileiros,

É hora de colocar um ponto final nas falcatruas e de levantar o futebol de uma vez por todas.

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