Esta Copa do Mundo, sem dúvida alguma, entre para a história como a pior de todos os tempos. São vários os aspectos, o primeiro, uma intervenção política. Depois, os erros dentro de campo, todos de arbitragem. E ainda pela ação das casas de apostas que, para muitos, são responsáveis por decisões de jogadores.

No caso da decisão política, o absurdo da Fifa anular um cartão vermelho do atacante norte-americano Balogun, expulso no jogo dos EUA contra a Bósnia. Balogun disputou bola com o zagueiro Muharemovic e deu uma pisada forte no calcanhar do beque bósnio.

Apesar de o lance ter parecido sem intenção, o árbitro de vídeo chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus para análise e este manteve a decisão tomada dentro de campo, de expulsão do centroavante dos EUA.

Mas no dia seguinte a política entrou em campo, e o pior é que a intervenção considerada arbitrária teve respaldo da Fifa. O presidente norte-americano Donald Trump, que se acha o dono do mundo, ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo a liberação do jogador, ou seja, a anulação do cartão vermelho, o que foi acatado.

É a pior das humilhações por que passou o futebol desde que foi inventado no século XIX e cujas regras foram definidas em 1863. Nada apagará essa infâmia.

Mas existem várias outras críticas, a maioria não infundadas, como o uso do VAR e os critérios da arbitragem. A maior reclamação vem de jogos da Argentina.

Uma das polêmicas foi o gol anulado do Egito. A vitória argentina foi alvo de protestos formais da federação egípcia. O árbitro, com auxílio do VAR, anulou um gol egípcio por uma suposta falta na origem do contra-ataque e ignorou reclamações de dois possíveis pênaltis a favor do Egito no lance do gol de empate dos argentinos nos acréscimos.

A vitória argentina na prorrogação contra a Suíça gerou uma forte revolta da equipe europeia, além de ter recebido várias críticas da imprensa internacional. O lance em questão foi aos 27 minutos do segundo tempo, quando o árbitro reverteu um cartão amarelo aplicado ao argentino Paredes e aplicou a punição ao suíço Embolo por simulação.

Como Embolo já havia sido advertido anteriormente, foi expulso do jogo, gerando acusações de favorecimento. É um lance que possibilita dupla interpretação, mas eu vi falta do suíço. Uma série de outros fatos são apontados como erros, como o gol anulado de Vini Júnior.

Mas existe ainda um outro fato importante, a quantidade de decisões ocorridas dentro de campo, que podem ser atribuídas às chamadas casas de apostas. Uma polêmica foi a decisão de Vini Jr. não ter cobrado o pênalti contra a Noruega, tendo passado a tarefa para seu companheiro Bruno Guimarães, que errou.

Se Vini cobra e acerta, a história do jogo poderia ter sido outra, pois o Brasil saltaria na frente e a Noruega teria de se abrir em campo para sair para o jogo em busca do empate e da virada.

Chegaram a levantar, na mídia, que se Vini batesse a penalidade e acertasse, a casa de apostas teria tido prejuízo. Mas não há prova. E a polêmica ficou cismada pelo técnico que disse que o cobrador já estava definido, com base em levantamento prévio, que apontava que o melhor aproveitamento na carreira era de Bruno Guimarães, com 100%.

Só que esse 100% é questionável. Bruno bateu quatro pênaltis e acertou todos. Mas convenhamos. É um número muito pequeno para o levar a ser o batedor numa Copa do Mundo. Caro Ancelotti, essa desculpa pode colar na Itália, Espanha, Inglaterra, mas aqui no Brasil, não. Ou não sabe ainda como é o país e o brasileiro.

E ainda tem a história do Messi nas piscadinhas do jogo contra a Argélia, quando o árbitro marca uma falta, na primeira vez, depois não marca outra. Dizem por aí que é treta de casas de apostas.

É por essas e outras, como as baixas exibições de seleções tidas como favoritas, que leva essa Copa a ser a pior de todas.

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