Um mineiro incomoda muita gente. Dois mineiros incomodam muito mais. É assim no esporte. A cada conquista mineira tentam, neste país de “Meu Deus”, diminuir essas conquistas. Falam só deles, cariocas e paulistas. Mas não adianta, os títulos seguem sendo conquistados por nossas equipes.
Pois é o que acontece agora com o basquete. O Minas acaba de conquistar seu segundo título no Campeonato Super 8, criado em 2018, para os oito melhores colocados no turno do Novo Basquete Brasil (NBB), nosso Campeonato Nacional.
E a conquista veio de uma maneira sensacional, com um placar estrondoso em cima do Pinheiros, 85 a 62, lá na quadra deles, em São Paulo. O basquete mineiro está em alta.
O Minas chegou ao seu segundo título no torneio, o primeiro na edição 2021/2022, quando derrotou o São Paulo, em Belo Horizonte, por 78 a 77.
O time mineiro já foi campeão sul-americano de clubes, em 2007. Além disso, nos últimos seis anos, esteve três vezes entre os quatro melhores do NBB. Foi vice-campeão na edição 2024/2025 e duas vezes terceiro colocado nas temporadas 2020/2021 e 2021/2022.
Aliás, o basquete mineiro sempre esteve em evidência no Brasil. Em termos de Seleção Mineira, principalmente.
O basquete é um dos esportes responsáveis pelo preconceito contra nosso estado, que comentei no começo deste texto. No passado, não muito distante, muitas vezes, bastava uma equipe mineira conquistar um título para que acabassem com a competição. É verdade.
No basquete, as competições de seleções estaduais começaram em 1925. Pasmem! Pois é. E foram encerradas em 1964. Não existe uma explicação, mas decidiram retomá-la em 1990. E adivinhem quem foi campeão? Minas Gerais. Pois no ano seguinte já não existia mais o Campeonato Brasileiro de Seleções de Basquete.
A Seleção Mineira também foi campeã em 1947. Por pouco, o torneio não foi encerrado.
E não é só no basquete que nossos atletas brilham. No vôlei, no feminino e no masculino, os times mineiros brigam na ponta, lá em cima. Na Superliga Nacional de Vôlei Masculino, por exemplo, a liderança é do Cruzeiro. O Praia, de Uberlândia, está em terceiro, e o Minas é o quarto.
Nessa que é a competição mais importante do país, o Cruzeiro é o maior de todos os campeões, com nove títulos. O Minas é o segundo, com sete.
Na Copa Brasil de Vôlei masculino, as duas equipes mineiras estão nas semifinais. O Minas enfrentará o Campinas e o Praia pega o Goiás. O Cruzeiro foi eliminado.
Na Superliga nacional| de Vôlei Feminino, o Minas é o segundo colocado; o Praia, quinto. O Minas tem seis títulos nacionais e o Praia dois. Na Copa Brasil deste ano, Minas e Praia se enfrentarão em uma das semifinais.
Na natação, Minas Gerais também não deixa por menos. No Troféu Brasil de 2025, o Minas Tênis Clube terminou em terceiro lugar, com cinco medalhas de ouro, 11 de prata e 16 de bronze, colado no segundo colocado, o Pinheiros-SP, com sete ouros, nove pratas e 13 bronzes. No troféu Maria Lenk, da mesma modalidade, o Minas é o atual campeão.
No futsal, na última edição da Liga Nacional, o Praia, de Uberlândia, terminou na quinta colocação, e o Minas foi o 13º. Mas nos últimos 40 anos, Minas Gerais sempre esteve em alta. A começar pela Seleção Mineira, campeã nacional em 1983. Um ano antes, o Olympico conquistava a Copa Plaza, em São Paulo.
Em 1985, o Atlético foi campeão da Taça Brasil. Esse mesmo título foi conquistado em 2002, pelo Minas, e em 2023, pelo Praia.
Ainda tem o tênis. Uma das maiores promessas da atualidade é uma uberlandense. Giovanna Freire Mota foi a número 1 do Brasil nos 14 anos. Agora, disputa a categoria 16 anos e é uma das representantes do país internacionalmente.
No judô, o Minas está entre os quatro clubes de maior destaque no Brasil. Em 2025, Clarice Ribeiro ficou com o título nacional dos 48 quilos.
Como se vê, esporte aqui em Minas gerias é coisa séria, e isso sem o apoio do governo.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
