Falta pouco para a abertura oficial da 31ª Casacor, cujo tema é “Mente e coração”, no edifício histórico projetado pelo arquiteto italiano Raffaello Berti, atual sede da PUC Minas Lourdes. A partir de sábado (15/8), o público poderá conhecer 40 ambientes criados por 54 profissionais da arquitetura, do design de interiores e do paisagismo. Hoje, o espaço será aberto para o tradicional preview de imprensa. Logo na entrada, público e convidados serão surpreendidos pelo espaço Paralaxe, criado pela Greco Design, de Gustavo Greco, que assina o design da exposição “Oscar Niemeyer: uma utopia concreta para a China de amanhã”, prevista para dezembro, em Pequim.
• OLHAR DA GRECO
Gustavo conta que esta é a décima edição da Greco na Casacor. “Estivemos na mostra de diferentes maneiras: em 2016, na Pampulha, desenvolvemos uma linha de azulejos em parceria com a Terratile; fizemos homenagem à iconografia da Sapucaí; e por três anos participamos do projeto do restaurante O Chef e o Cabra”, relembra. “Em 2022, tivemos a oportunidade de criar a entrada da mostra com o Xirê, construído a partir de cobogós em mogno africano. Agora voltamos a ocupar o mesmo lugar, desta vez com um espaço de espelhos. A cada edição, nosso ponto de partida é o mesmo: interpretar o tema proposto pela Casacor a partir do olhar da Greco”, diz o designer.
• BRANCA DE NEVE
Espelhos marcam o ambiente da Greco, no espaço Paralaxe. “Ao mesmo tempo que reflete uma imagem inteira e organizada de nós mesmos, o espelho também fala de ilusão. Ultrapassa, dessa forma, a sua materialidade e torna-se metáfora das relações humanas”, explica Gustavo. “A cada semana, a mesa central será cenário de uma história em que o espelho tem papel fundamental, em composições realizadas junto de convidados muito especiais”, adianta. Os nomes dos convidados ainda não foram divulgados, mas Gustavo Greco antecipa como será a abertura: “Vamos abrir com a história de Branca de Neve, com a mesa cheia de maçãs.”
Coro da Osesp e Coral Infantojuvenil do Tribunal de Justiça de Minas Gerais durante concerto na Igreja São José
• IGREJA CANTA JUNTO
Com a Igreja São José lotada, o Coro da Osesp encerrou na segunda-feira (10/8) sua turnê mineira, que começou no último dia 6 por Araxá, passando por Pará de Minas, Mariana, Ouro Preto e BH. O grupo permanece na capital. Amanhã e sexta-feira (13 e 14/8), foi convidado para interpretar a “Missa de réquiem”, de Verdi, na Sala Minas Gerais, ao lado da Filarmônica, regida pelo maestro Fabio Mechetti, e do Coral Lírico de Minas Gerais.
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Kaique Stumpf, regente residente do Coro da Osesp, não escondeu a emoção após o concerto no Santuário São José. “Só de você entrar neste espaço te deixa inspirado. É uma igreja muito bonita, com detalhes muito bem cuidados das pilastras, fora a acústica, ideal para grande parte do repertório que apresentamos. Estar num lugar tão bonito contribui para a inspiração do coro e para a minha também. Com aquela acústica, foi como se a igreja cantasse com a gente”, comentou Stumpf.
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O maestro titular Thomas Blunt, que regeu o Coro da Osesp em Minas, também se empolgou. “Foi um privilégio podermos nos apresentar em diferentes cidades, em diferentes locais, para diferentes públicos. É simplesmente maravilhoso levar a nossa música para pessoas que talvez nunca nos tivessem ouvido antes.”
